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domingo, 15 de abril de 2018

"Evolucionismo ou Criacionismo, o que diz a Maçonaria". Em breve...

"Evolucionismo ou Criacionismo, o que diz a Maçonaria" novo artigo no prelo. Em breve!!! Clique para ler mais...

sábado, 14 de abril de 2018

A Ciência Moderna e a Maçonaria - A Busca de uma Consciência Superior.



Por:
Irm.'. Luis Genaro Ladereche Figoli
M.'.I.'. Grau 32°

Heine, poeta e filósofo alemão, dizia que "não existe plágio na filosofia", é claro se não houver cópia literal do pensamento de outrem e apor nossa assinatura. Num nível mais alto e sutil, muito além do pragmatismo da vida cotidiana, sabemos que as ideias fundamentais da filosofia "pairam na atmosfera", reclamando somente uma atenção maior, um poder de percepção mais aguçado e, sobretudo, o raro dom de síntese a fim de serem sistematizadas, trazidas até o nosso mundo das idéias e dos ideais. Todos os conceitos expressos neste artigo já são conhecidos. Estão disponíveis na mídia mundial, em livros recentemente escritos, com as novas descobertas científicas. Também se encontram em nossos escritos maçônicos, com mais de duzentos anos, alguns com vários milenios, como vamos ver. O nosso propósito foi traçar um paralelo entre estas informações dispersas e aparentemente desconexas, entre a ciência moderna e nossa filosofia como forma de demonstrar que há, por traz de tudo isso, um conceito maior, que talvez esteja em nossa frente e não o consigamos perceber. Esta é minha tentativa de modesta contribuição. Tentar unir as pontas aparentemente desligadas e, em alguns casos, contraditórias.

Na física:

Somos feitos de vazios!!!. Pois bem, não estou me referindo a vazios existenciais, mas de vazios físicos mesmo. Explico: em nosso corpo existem 7 octilhões de átomos, os quais existem de 14,7 bilhões (o hidrogênio por exemplo) a 11 bilhões de anos (o carbono por exemplo). Somos assim, poeira das estrelas, mas esse não é o papo. O mais impressionante é que os átomos são compostos de grandes espaços “vazios”. Noventa e nove por cento, segundo a física quântica. A sua estrutura é similar à do sistema solar: uma parte central concentra a massa (núcleo/sol) e partículas giram ao seu redor (elétrons/planetas). Os elétrons, porém, se movimentam como ondas. Sua trajetória não é determinada por uma órbita regular, mas por um cálculo de probabilidades. Exemplificando, se pudéssemos amplificar um próton de um átomo de hidrogênio,  ao tamanho de nosso Sol, o elétron que órbita em torno dele, estaria distante a incríveis 47 bilhões de quilômetros, ou seja oito vezes mais distantes do que a distância do Sol a Plutão. Outro comparativo: se este próton tivesse o tamanho de uma bola de gude, o elétron de encontraria a 2.000 quilômetros de distância. Entre eles, vazio. Se um átomo tivesse um centímetro de raio, seu núcleo teria 800 bilhões de quilogramas, ou seja, sua massa seria semelhante à de um arranha-céus. A densidade, então, seria aproximadamente 1,91x1013 kg/m3. Em suma, cada um de nós, além de pertencer ao Universo (e ser sua consciência existencial) somos compostos por um gigantesco universo interno, com mais de 99% de vazios ou de matéria ou energia escura que até hoje não sabemos o que é!!!!

E na Maçonaria:

Como sabemos, nossa filosofia, repositório dos antigos mistérios das mais diversas civilizações, desde que o homo sapiens sofreu a revolução cognitiva à aproximadamente 70 mil anos atrás, construiu suas teses a partir da contemplação e, fundamentalmente, da inspiração fruto da meditação e do contato com uma consciência ampliada e superior, que chamamos de Verdade.

Desde cedo, na Ordem, aprendemos que nosso Templo é uma representação do Universo. Mas também aprendemos que temos o Templo Exterior e o Interior. E o que o nosso Templo Interior também é um Universo. 

Sabemos também que a busca é interior, pois "tudo que tem encima, tem embaixo, e o que esta dentro é como o que está fora". Esta é uma das Leis do Hermetismo, que é um conjunto de princípios atribuídos a Hermes Trimegisto que formam uma filosofia que ficou conhecida como Hermetismo.

Hermes Trimegisto viveu, segundo se especula, por volta de 1.300 a.C..A literatura Hermética hoje em dia foi quase perdida. Estima-se que Hermes Trismegisto fora a inspiração para diversos pensadores da Antiguidade que o sucederam, como Sócrates, Platão e Aristóteles.
Seus conhecimentos encontrariam particular força na Idade Média, quando os Alquimistas estudavam os princípios Herméticos sob o pretexto de transformar chumbo em ouro. Todavia, a escusa utilizada pelos Alquimistas não passava de um pretexto. Seu verdadeiro objetivo era estudar o processo de transformação do ser humano. Como o ouro, o objetivo era transformar a essência humana imune à desintegração.
Através da contemplação e da cognição, talvez, com acesso a uma consciência superior (ou outra dimensão da nossa própria consciência), os filósofos e as civilizações antigas "intuíram" o que hoje estamos "descobrindo" através da ciência. E a Maçonaria, como repositório destas antigas civilizações e seus mistérios, traduz hoje em dia para cada um de nós, este conhecimento (Kabbalah) na forma de pilulas sobre a Verdade.
Nossa filosofia e a ciência não se chocam, se complementam. Nossa realidade sensitiva (fruto dos estímulos de nossos cinco sentidos no ambiente) é uma pequena porção da realidade. Somos mais do que corpo material, com cognição e inteligência. A ciência ainda não consegue explicar (e talvez nunca consiga) qual a  verdadeira dimensão da realidade. Pesquisas recentes buscam demostrar que poderemos co-existir em várias dimensões de realidade, ou em diversos Universos chamados de Mulltiversos (e já há modelos matemáticos que conseguem se aproximar desta tese). Assim, o que enxergamos, ouvimos, cheiramos, tocamos e sentimos o gosto, pode ser apenas uma "ilusão" da nossa mente. "O Todo é Mente; o Universo é mental", dizia Trimegisto à mais de 3.000 anos atrás.
Damos demasiada importância a este ciclo de nossa existência, que sequer sabemos se ela é real ou não. Descuidamos do essencial, preocupados no aparente. Precisamos prestar atenção nos ensinamentos que a nossa filosofia nos traz, nesta escalada que se nos apresenta (simbolicamente representada pela Escada de Jacó) que, muito além do que a religação ao Divino, se propõe a buscar a Luz, que pode ser a nossa Verdadeira Consciência Superior. E o caminho que se propõe é através da prática continuada da Virtude, cujas expressões máximas não: Fé, Esperança e o Amor Fraternal.
Somos matéria em 99% de vazios incongnisíveis!!!! Pretendemos ser a consciência do Universo, quando estamos limitados a cinco sentidos primários, e sequer sabemos como chegamos até aqui, e para onde devemos ir!!!! Precisamos atingir níveis mais elevados de nossa consciência, níveis mais situis, que nos permitam (através da meditação), buscar a Verdade oculta. Esta é a grande tarefa da Maçonaria e de nós Maçons. E esta poderá ser a grande contribuição que daremos à humanidade. 

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domingo, 25 de março de 2018

O Anel de Giges e o Maçom - Divagações Filosóficas


Por Luis Genaro Ladereche Figoli
M.'.I.'. (M.'. Moshe)
Grau 32°

Giges era um pastor que morava na região da Lídia. Após uma tempestade, seguida de um tremor de terra, o chão se abriu e formou uma larga cratera onde ele apascentava seu rebanho.

Surpreso e curioso, o pastor desceu até a cratera e descobriu, entre outras coisas, um cavalo de bronze, cheio de buracos através dos quais enfiou a cabeça e viu um grande homem nu que parecia estar morto.

Ao avistar um belo anel de ouro na mão do morto, Giges o tirou e tratou de fugir logo dali. Mais tarde, reunindo-se com os outros pastores para fazer o relatório mensal dos rebanhos ao rei, Giges usou o anel.

Após tomar seu lugar entre os pastores na Assembleia, ele girou por acaso o engaste do anel para o interior da mão e imediatamente tornou-se invisível para os demais presentes.

E foi assim, totalmente invisível, que Giges ouviu os colegas o mencionarem como se ele não estivesse ali. Mexeu novamente o engaste do anel para fora da mão e tornou a ficar visível. Admirado com a descoberta desse poder, Giges repetiu a experiência para confirmar a magia. Seguro de si, sem titubear, ele dirigiu-se ao palácio, seduziu a rainha, matou o rei a apoderou-se do trono.

Platão afirma que, tanto faz se colocarmos um anel desses no dedo de um homem justo e outro no dedo de um homem injusto, o fato é que não encontraremos ninguém com temperamento suficientemente forte para permanecer fiel à justiça e resistir à tentação de se apoderar dos bens e dos benefícios de outrem.

A Moral ela independe da repressão e do controle. Assim o entende a Maçonaria. A alegoria feita por Platão em seu livro "A República" tenta demonstrar que o homem, justo ou não, precisa de regras e normas, bem como de controle, para que não haja desvio de sua conduta.

Para o Maçom, o controle é a sua consciência. Mesmo com o anel, mesmo invisível, mesmo em condição de não ser percebido o seu erro ético ou moral, em último grau, a solidão de sua consciência o condenará. Por isso a nossa filosofia moral é superior. A condenação se dá dentro de nós em primeiro lugar!!! Somos instrumentos da mudança da sociedade. Precisamos agir ativamente dentro da sociedade, levando nossos conceitos morais, a todos aqueles que se relacionam conosco, como forma de buscarmos uma sociedade mais justa e mais perfeita.

De alguma forma, a Maçonaria nos dá o Anel de Giges para que possamos testar nosso comportamento moral, e o nível de nossa consciência. O Anel é a fraternidade. Saiba o que fazer com ele.

Fonte:
- Wikipedia (lenda);
- A República - Platão;
- Clóvis de Barros Filho, "Ética, o Invisível e o Virtuoso"

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domingo, 14 de maio de 2017

A Gênese Maçônica - Misticismo Egípcio e as Influências na Maçonaria - Parte V

                      A GÊNESE MAÇÔNICA - parte V


Por Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)*

b) Misticismo no Antigo Egito

O Egito antigo passou a ter sua história conhecida a partir de 3.200 a.C. com a unificação territorial, sendo praticamente uma continuação do período Neolítico, quando esses povos já ocupavam a região do vale no Nilo.

Essa impressionante civilização nos deixou legados importantes, principalmente nos padrões místicos, influenciando diversas culturas e povos, mas têm servido também de fonte de elucubrações fantásticas e afastadas de qualquer realidade comprovável.

Os traços marcantes da civilização egípcia foram:

  1. Formou uma classe sacerdotal, altamente teocratizada, com grande propensão à magia. A magia egípcia, chegou até nós, até aos nossos dias através do Livro dos Mortos, um grimório recheado de feitiços e encantamentos, de rituais para afastar o perigo e o mal ao longo da grande viagem da alma no outro mundo. O Egito antigo era o país da magia, e dos magos, o uso da magia era muito natural em todas as classes sociais, desde o agricultor até o faraó. As suas práticas mágicas ou de bruxaria decorriam de sua própria visão do mundo, onde a ordem e a segurança estavam constantemente ameaçadas pelas forças destruidoras. Era por isso necessário combatê-las a fim de proteger o reino e seus habitantes. Dentro da antiga religião se podia criar um ele divino junto aos deuses, através de rituais, palavras, ações, manifestando as características e poderes de um determinado deus. Se poderia utilizar desses rituais, palavras e ações para evocar determinada manifestação de um deus, ao mesmo tempo também poder-se-ia neutralizar das energias negativas de certos deuses opositores com oferendas e sortilégios. Ou mesmo alcançar apenas as boas graças dos mesmos. Através de tais práticas mágicas religiosas era possível transferir ao homem tais poderes divinos, através de amuletos, imagens, tatuagens, orações. Apesar de ser claro a influência dos egípcios entre as culturas que teve acesso, fica muito difícil conseguir distinguir tais toques culturais.
  2. O misticismo egípcio era dominado pelo culto aos mortos, pois a preocupação com o além era um traço marcante de sua mística, presente inclusive nas artes, na arquitetura e nas letras;
  3. A arquitetura era baseada em grandes monumentos, com culto aos mortos e aos seus deuses, com grandes colunas que ocupavam quase todo o espaço interno dos templos e cuja ornamentação tinha grande valor simbólico e não estrutural. Os templos representavam o universo e o piso a Terra dos quais surgiam grandes colunas como grandes papiros em direção ao céu;
  4. As artes (pinturas) tinham caráter místico, pois representavam uma manifestação mágica, garantindo ao retratado, a vida eterna. Além disso a arte religiosa, carregada de símbolos, permaneceu imutável durantes os milênios que durou a civilização do Egito;
  5. Havia uma divisão entre o misticismo sacerdotal (inacessível aos não iniciados) e o popular. No popular, com grande influencia do período Neolítico, havia a crença na Zoolatria (culto a alguns animais), as forças naturais, os astros, as forças da alma humana constituída um número muito grande de divindades no mundo sobrenatural. A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. O pensamento egípcio era profundamente religioso. Para aqueles homens, o universo não poderia ser protudo do acaso nem uma consequência de simples estados da matéria. Da matéria em si não se poderiam forma as estrelas nem o riso nem nada da natureza e menos ainda os estados de consciência do homem. Era uma concepção deísta da vida. Se encontramos no Egito mostras de uma religiosidade simples e fetichista, também encontramos ali sinais da mais alta metafísica religiosa. Para o egípcio havia uma natureza material e visível, porém havia também uma natureza espiritual e sagrada. Uma força espiritual, que sem confundir-se com o mundo material, nem se diluir nele, o alentava e vivificava. Esta natureza superior estava representada por seus deuses e se expressava em obras no mundo concreto. Considera-se que o egípcio era homem prático e concreto, e o era verdadeiramente, mas entendia que o que existe neste mundo era efeito de uma causa que transcende o fenômeno em si e que em última instância é uma realidade espiritual, a que o homem pode ter acesso.
  6. Havia a crença de que os egípcios, após a morte física, o Ba (alma) e o Ka (espírito guardião) continuavam a vida depois da morte, desde que houvesse conservação do corpo, como moradia da alma. Por isso, este povo desenvolveu técnicas de embalsamar e mumificar os corpos dos mortos, principalmente das dignidades e oficiais, embora tenha sido extensivo ao povo;
  7. A criação da tríade (Ozires, Isis, e Hórus)[1], tão presente em todas as religiões orientais e ocidentais, com outros nomes;
  8.  A astrologia também foi muito praticada no Egito antigo, trazendo grande evolução da astronomia. Construíram um calendário solar que foi o mais perfeito da antiguidade, com os quais conseguiam prever as cheias do Nilo. O calendário compunha-se de 365 dias, 12 meses de 30 dias e mas cinco dias adicionais;



Influência do Misticismo egípcio na Maçonaria

A influência da mística egípcia na Maçonaria, é em grande parte, similar à influência exercida pela mística mesopotâmica, no que diz respeito:

i.              Culto solar;

ii.            Astrologia;

iii.           Decoração do teto dos templos com o firmamento (exemplo Templo de Luxor);

iv.           Lenda de Osíris (morte e ressurreição). É por causa da lenda de Osíris que os maçons de denominam “Filhos da Viúva”, identificados com Hórus, filho de Isis e Osíris, morto por Set seu irmão;

v.            As colunas vestibulares e sua simbologia (lótus e papiro);


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[1] Osíris (Ausar em egípcio) era um deus da mitologia egípcia, associado à vegetação e a vida no Além. Oriundo de Busíris, no Baixo Egito, Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política. Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia. Osíris, é sem dúvida o deus mais conhecido do Antigo Egito, devido ao grande número de templos que lhe foram dedicados por todo o país; porém, os seus começos foram os de qualquer divindade local e é também um deus que julgava a alma dos egípcios se eles iam para o paraíso (lugar onde só há fartura). Para os seus primeiros adoradores, Osíris era apenas a encarnação das forças da terra e das plantas. À medida que o seu culto se foi difundindo por todo o espaço do Egito, Osíris enriqueceu-se com os atributos das divindades que suplantava, até que, por fim substituiu a religião solar. Por outro lado, a mitologia engendrou uma lenda em torno de Osíris, que foi recolhida fielmente por alguns escritores gregos, como Plutarco. A dupla imagem que de ambas as fontes chegou até nós deste deus, cuja cabeça aparece coberta com a mitra branca, é a de um ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, bem como a de uma divindade que encarna a terra egípcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo.

Fontes:
Wikipedia
http://www.oarquivo.com.br/temas-polemicos/religiao-cultos-e-outros/471-magia-e-feiticaria-do-egito-antigo-parte-1.html
Nicholas Postgate - La Mesopotamia arcaica: sociedad y economía en el amanecer de la historia
Castelani, José - História da Maçonaria;
Alsan, Nicolas - Maçonaria Operativa
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Da Série "O Mestre": Ep 3 "Sabedoria"


No Templo:


- Mestre, é importante ser sábio??

- Mais importante do que ser sábio é como vais usar essa sabedoria. Use-a para fazer o bem, construir pontes e ser um indivíduo que agrega, não que dispersa...Pensamentos sãos, Palavras boas e coração sereno....

O Mestre é Sábio!!!!

Por Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)*

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

A Gênese Maçônica - Maçonaria Operativa Fase Antiga ou Lendária - Parte IV



                      A GÊNESE MAÇÔNICA - parte IV


Por Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)*


A Maçonaria Operativa

Por definição, a Maçonaria Operativa, corresponde o período que vai de 1717 (onde foi estruturada e fundada a Grande Loja de Londres) a um passado remoto.

Neste período, que vai da escuridão dos dias até a data acima estabelecida, a Maçonaria era estruturada, não como a conhecemos hoje, mas como corporações de ofício e associações de classes (alguma coisa como Sindicatos atuais) que tinham como principal objetivo, dar proteção aos seus membros e guardar segredos sobre as técnicas de seus ofícios. Precisamos lembrar que a arte de construir não era ensinada nas Universidades (que não havia). Elas eram repassadas pelas corporações de ofício aos seus iniciados.

A influência da Religião no Estado (que se confundia com este) e na vida das pessoas era relevante. Não como hoje. Eram instituições que dominavam a vida e os destinos das pessoas, e influenciavam sobremaneira, as próprias corporações de ofício. Por isso, dominada foram por ritos, símbolos, alegorias e liturgias que aplicadas na Religião, faziam parte também das associações e sociedades humanas. O aspecto místico era importante, até pela falta de resposta aos diversos mistérios do Universo e da própria vida do homem.

Aonde não tem resposta, tem mistério. Onde têm mistério, tem mística. Onde tem mística, tem Religião.

Assim, por exemplo, antes de se empenhar em qualquer construção, os operários e mestres ofereciam o seu trabalho ao Deus (ou deuses) como forma de garantir sucesso na obra. Gradativamente, os elementos místicos e religiosos, passaram a ser incorporados na vida das corporações.

Mas precisamos distinguir neste período, duas fases bem distintas:

a)    Antiga ou Lendária – Nesta fase encontramos: Os antigos mistérios do misticismo da Mesopotâmia, do Antigo Egito, da Grécia Antiga, dos Persas e dos Hebreus.  Não há como estabelecer, até onde se sabe historicamente, uma ligação direta e um fio condutor horizontal que nos conduza à moderna Maçonaria, ou seja, não poderemos considerar que os antigos mistérios e ordens iniciáticas tenham direta relação com nossa Ordem. O que se estima é que haja uma influência destes mistérios, símbolos e alegorias, por enxertos posteriores, no que denominamos hoje de Maçonaria. Vide o caso da Lenda de Hiram-Abi e da própria Construção do Templo de Salomão. Este período vai de 5.000 ou 4.000 a.C. ao século VII a.C;
b)     Operativa ou Medieval – Nesta fase que inicia aproximadamente sete séculos antes do nascimento de Cristo e vai até 1717, representa as verdadeiras origens da Maçonaria de forma direta e estruturada. Encontramos nesta fase: As Corporações de Ofício, Os Alquimistas, Os Rosa-cruzes e Os Templários, entre outros.


Fase Antiga ou Lendária

a) O Misticismo na Mesopotâmia

A mesopotâmia, situada entre os rios Tigre e Eufrates, hoje ocupada em grande parte pelo Iraque, foi juntamente com o vale do Nilo, o berço das civilizações terrestres, facilitadas sobremaneira pela fertilidade do solo, o acesso fácil à água, o clima quente, favorável à agricultura e a criação de animais.

É do período Neolítico que surgem as civilizações El-Obeid, Uruk e Djendet Nache[1], que só se tem referência através da arqueologia. Nesta época, se cogita, ocorreram as grandes inundações fluviais do Tigre e do Eufrates que deram origem à Lenda do “Dilúvio Universal”, que através da Bíblia, passou a fazer parte do patrimônio místico da humanidade[2].

11. No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram,
12. E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
.....
17. E durou o dilúvio quarenta dias sobre a terra, e cresceram as águas e levantaram a arca, e ela se elevou sobre a terra.
18. E prevaleceram as águas e cresceram grandemente sobre a terra; e a arca andava sobre as águas.
19. E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos.
20. Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos.
.....
24.  E prevaleceram as águas sobre a terra cento e cinquenta dias.
Gênesis Capítulo 7

Mas as principais civilizações nesta região que deixaram marcas profundas até hoje foram os sumérios, acadianos, assírios e, posteriormente, os babilônicos.

A Suméria (na Bíblia, Sinar), geralmente considerada a civilização mais antiga da humanidade, localizava-se na parte sul da Mesopotâmia (apesar disto os proto sumérios surgiram no Norte da Mesopotâmia, no atual Curdistão, tal como não eram originalmente semitas, mas sim invadidos por eles via sul proto árabe), apropriadamente posicionada em terrenos conhecidos por sua fertilidade, entre os rios Tigre e Eufrates. Evidências arqueológicas datam o início da civilização suméria em meados do quarto milénio a.C. 

Entre 3500 e 3000 a.C. houve um florescimento cultural, e a Suméria exerceu influência sobre as áreas circunvizinhas, culminando na dinastia de Ágade, fundada em aproximadamente 2340 a.C. por Sargão I, sendo que este, ao que tudo indica, seria de etnia e língua semitas. Depois de 2000 a.C. a Suméria entrou em declínio, sendo absorvida pela Babilônia e pela Assíria.

O termo "sumério" é na verdade um exônimo[3] aplicado (e, provavelmente, cunhado) pelos acádios. Os sumérios autodescreveram-se como sag-gi-ga (o povo de cabeças negras) e chamaram sua terra Ki-en-gi, “o lugar dos senhores civilizados”. A palavra acadiana Shumer possivelmente representa esse nome num dialeto diferente.

Os sumerianos estabeleceram-se ao norte do golfo Pérsico, na embocadura do Tigre e do Eufrates 4000 anos a.C.. Acredita-se que pertencessem a uma etnia vizinha da dos egípcios.

Por volta de 3200 a.C., já tinham uma escrita feita de desenhos ou pictogramas. Mais primitiva que a dos egípcios, esta escrita era traçada com uma ponta, em tábuas de argila que eram cozidas no forno. Mais tarde, os pictogramas foram substituídos por sinais que representavam não mais objetos, mas sons e sílabas. Como se assemelhavam a cunhas, esta escrita foi chamada cuneiforme.

As cidades sumerianas, das quais a principal tinha o nome de Ur[4], eram construídas sobre vastos terraços artificiais. Cada uma tinha, por chefe, um rei ou governador. Quando morria um deles, enterravam junto suas joias, sua viúva e seus servidores. Os Sumerianos criaram uma arte vigorosa e realista. Usavam roupas tecidas, possuíam exército regular e utilizavam carros com rodas.

Do lado de fora das cidades-estados, ficavam os camponeses e os escravos, que cultivavam: pepinos, cebolas, legumes, trigo e criavam: bois, porcos e cabras. Uma vez que os estados locais cresceram em força bruta os Sumérios começaram a perder sua hegemonia política sobre a maioria das partes da Mesopotâmia.

Atormentados pelos ataques de tribos Elamitas e Amoritas, o império ruiu. Nesta época, os sumérios desapareceram da história, mas a influência de sua cultura nas civilizações subsequentes da Mesopotâmia teve longo alcance. Os Amoritas fundaram a Babilônia. Os Hurritas da Armênia estabeleceram o império de Mitanni na parte norte da Mesopotâmia por volta de 2000 a.C., enquanto os Babilônios controlavam o sul. Ambos os grupos defendiam-se dos Egípcios e dos Hititas. Esses últimos derrotaram Mitani, mas foram expulsos pelos Babilônios. Os Cassitas, entretanto, venceram os babilônios em 1400 a.C.. Os Cassitas foram depois vencidos pelos Elamitas por volta de 1150 a.C..

Alguns historiadores também acreditam que um “El Niño” colossal, acelerou o declínio dessa civilização. Se essa teoria (baseada em documentos arqueológicos em escrita cuneiforme) for verdade, uma enorme seca pode ter levado a uma das maiores ondas de fome da Antiguidade.

Os sumérios legaram para a posteridade o seguinte:

  1. Criação da escrita cuneiforme;
  2. Formação de Formas políticas como cidades-estado e impérios;
  3. Administração e Justiça fundada em códigos e Leis;
  4. Trocas de produção;
  5. Formas de pensamento religioso e místico, fundando uma sociedade Teocrática, politeísta e antropomórfica, comandando as forças da natureza (impregnado do misticismo Neolítico). Ex: ANU (Rei do Céu), ENLIL (Rei da Terra) e EA (Rei do Oceano). Um dos mais importantes deuses astrais (de segunda categoria) era o deus Dumuzi (agrário)[5] que ao representar o ciclo da morte e renascimento dos vegetais é o símbolo da imortalidade do espírito e da eternidade. O culto ao deus agrário foi o germe de todos os mitos e lendas da antiguidade sobre a morte e ressurreição.
Os acadianos passaram a dominar a região por volta do ano 2.350 a.C. sob a liderança de Sargão[6]. O misticismo religioso destes acadianos foi sensivelmente igual ao dos sumerianos, já que como povo guerreiro e conquistador não apresentaram grandes criações culturais[7]. Sargão é o primeiro indivíduo registrado na história a ter criado um império multiétnico governado a partir de um centro, e a sua dinastia governou a Mesopotâmia por cerca de um século e meio.

Acádia foi uma das mais famosas cidades mesopotâmias, cuja riqueza, esplendor e gloriosos soberanos seriam recordados por milênios; e ainda tem muita coisa a ser identificada e escavada. Não dispomos ate hoje de registro arqueológico da existência da cidade, nem depósitos de fundações, nem arquivos, nem sepulturas, nenhuma sequência estratificada de entulho, nenhum remanescente arquitetônico, nada de tijolos com inscrições para identificar o local. Mesmo assim, a realidade de Acádia como a nova capital de um estado fundado por Sargão nunca esteve em dúvida porque o nome da cidade aparece em documentos escritos a partir da segunda metade do terceiro milênio, provenientes de outros sítios arqueológicos mesopotâmios, além das frequentes referências a Acádia na literatura cuneiforme, em augúrios e títulos régios. Acádia era conhecida como o centro do mais bem-sucedido império jamais visto, o qual se estendia aos quatro cantos do mundo. Tão prestigioso era o seu nome que os reis babilônios intitularam-se “rei de Acádia” até o advento do período persa.

A cidade/região alcançou seu cume de poder entre os séculos XXVI a.C. e XXII a.C., antes da ascensão da Babilônia, além de representar o núcleo do reino bíblico de Nimrod[8] na terra de Sinar[9].

Os babilônicos (provavelmente fundado em 1950 a.C e com duração aproximada de 1.000 anos) edificaram o seu império paulatinamente e acabaram por ocupar toda a Mesopotâmia.


Apesar de não ter sido uma civilização inovadora, foi graças aos babilônicos que as criações sumerianas chegaram à nossa humanidade:

  1. De inspiração Teocrática, criou o chamado Código de Humurabi[10] que é um dos mais belos documentos da história universal. Nele consta a codificação do direito natural e consuetudinário e a compilação de todos os códigos sumerianos;
  2. Acreditavam na sobrevivência integral, ou seja, material e espiritual;
  3. Criou além dos Deuses, um séquito de demônios que eram responsáveis pelas más influencias;
  4. A noção de pecado não existia, e a verdadeira piedade era aplacar a ira dos deuses com oferendas e sacrifícios ou através de práticas de magia;
  5. A religião era estatizada, pois cada cidade-estado tinha o seu próprio deus senhor, com seu próprio templo, acima do qual reinava o deus sol. Os templos eram erguidos com uma torre em degraus (daí a lenda da Torre de Babel);
  6. O povo jamais entrava nos Templos, que só tinham acesso os sacerdotes;
  7. A Magia, a adivinhação e a astrologia, estão entre as contribuições mais duráveis da civilização babilônica;
  8. Houve as primeiras observações astronômicas;
  9. Ao elaborar o seu sistema cosmológico fizeram, então, uso das doze constelações principais, através dos quais o Sol e a Lua passam regularmente, e que foram precursoras do Zodíaco. As associações entre os astros com os deuses acabaram formando a base do saber astrológico, com os astros atuando sobre os homens e sobre as forças da natureza;
  10. Com grande saber matemático, chegaram a adquirir grandes conhecimentos matemáticos, prevendo eclipses e distinguindo planetas de estrelas;
  11. Passaram a conhecer os ciclos da Lua e aplicaram os conhecimentos à agricultura. Dividiram o ano em 12 meses lunares, os meses em semanas, as semanas em sete dias (cada consagrado a um astro) e os dias em 24 horas, as horas em 60 minutos e os minutos em 60 segundos. Por influência Babilônica, em espanhol, por exemplo, os dias da semana são assim denominados: Lunes (Lua), Martes (Marte), Miercoles (Mercúrio), Jueves (Júpiter), Viernes (Vênus), Sábado (Saturno) e Domingo (Sol);

Influência do Misticismo Mesopotâmico na Maçonaria

Na Maçonaria como também nas outras sociedades iniciáticas e sistemas filosóficos, bem como as religiões tiveram grande influência das sociedades místicas surgidas durante o período da civilização mesopotâmica, principalmente os babilônicos. 

Poderíamos dizer com bastante aproximação à verdade, de que os babilônicos são o berço da civilização como a conhecemos.

Influências:

i.              O mito solar. Na maçonaria o mito solar assume fundamental importância mística uma vez que a caminhada do iniciado representa uma marcha em direção à luz, meta transcendental nos povos antigos;
ii.            O templo maçônico é cósmico, pois representa a Terra, seus pontos cardeais e seu firmamento. As duas colunas vestibulares representam os trópicos e a linha divisória imaginária é o equador terrestre;
iii.           O teto dos templos é uma representação do firmamento, que foi um fascínio dos povos mesopotâmicos. Os principais cargos de dirigentes de uma Loja Maçônica também são associados ao misticismo dos povos babilônicos, que engloba os sete planetas conhecidos na antiguidade;
iv.           Por influência da Astrologia, dos quais os sumerianos foram pioneiros e os babilônicos aprofundaram os conhecimentos, os templos maçônicos apresentam as doze colunas encimadas pelos signos zodiacais;
v.            A maior influência, no entanto, é com relação ao mito do deus agrário Dumuzi, precursor de todas as lendas sobre os mistérios da morte e da ressurreição tão presente na Maçonaria e de alto significado espiritual e esotérico. A lenda de Dumuzi está presente na lenda de Osíris (Egipcios), na lenda Deméter (Grécia), Ceres (Roma) e nas lendas de Jesús (Católicos e Cristãos).




[1] - No atual Iraque.
[2] - Castellani, José – Rito Escocês Antigo e Aceito
[3] - Um nome pelo qual um nome próprio é conhecido em outra língua que não aquela(s) falada(s) nativamente. Em outras palavras, exônimos são nomes estrangeiros para nomes próprios.
[4] - Ur foi uma cidade da Mesopotâmia localizada a cerca de 160 km da grande Babilônia, junto ao rio Eufrates, habitada na Antiguidade pelos caldeus e que, de acordo com o livro de Génesis, foi a terra natal do patriarca dos hebreus Abraão, considerada também a maior cidade de sua época.
[5] - Dumuzi era uma antiga divindade suméria. O eterno apaixonado da deusa Inanna, trata-se de um humano que acabou por se tornar num deus, estando associado à vegetação e à agricultura, porquanto é um deus que morreu jovem, e ressuscitou no ano seguinte (e assim sucede também com a vegetação, que todos os anos renasce). É o oposto de An, um deus verdadeiramente imortal, e por isso mesmo tido por idoso, mas também por culto e experiente. Foi muito cultuado, mais tarde, em Babilónia, sob o nome de Tamuz. A sua lenda está quase de certeza por de trás de outros cultos antigos, designadamente o de Baal nas terras de Canaã e o de Adónis na Grécia Clássica.
[6] - Sargão da Acádia, também conhecido como Sargão, o Grande ( "o verdadeiro rei" ou "o rei é legítimo"), foi um imperador acádio célebre por sua conquista das cidades-estados sumérias nos séculos XXIV e XXIII a.C.. Fundador da dinastia de Acade, Sargão reinou por 56 anos, de 2270 a 2215 a.C. (cronologia curta). Tornou-se um membro proeminente da corte real de Kish, acabando por derrubar o rei local antes de partir para a conquista da Mesopotâmia. O vasto império de Sargão teria se estendido de Elam ao mar Mediterrâneo, incluindo toda a Mesopotâmia, partes dos atuais Irã e Síria, e possivelmente partes da Anatólia e da península Arábica. Governou a partir de uma nova capital, Acade (Akkad), que a lista de reis sumérios alega ter sido construída por ele (ou possivelmente reformada), situada na margem esquerda do Eufrates.
[7] - Castellani, José – Rito Escocês Antigo e Aceito
[8] - Nimrod (também grafado Ninrode ou Nemrod) é um personagem biblico descrito como o primeiro poderoso na terra (Génesis 10:8; 1 Crónicas 1:10). Filho de Cush, que era filho de Cam, que era filho de Noé. Os escritos rabínicos derivaram o nome Ninrode do verbo hebraico ma·rádh, que significa "rebelar". Assim, o Talmude Babilônico (Erubin 53a) declara: "Então, por que foi ele chamado de Ninrode? Porque incitou todo o mundo a se rebelar (himrid) contra a Sua soberania." Segundo a Bíblia, o reinado de Nimrod incluía as cidades de Babel, Arac (Araque), Acad e Calene (Calné), todas na terra de Sinear ou Senaar (Génesis 10:10). Foi, provavelmente, sob o seu comando que se iniciou a construção de Babel e da sua torre. Tal conclusão está de acordo com o conceito judaico tradicional. Sobre este homem, Josefo escreveu: "Pouco a pouco, transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes do seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho, achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre [...] e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas." — Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), I, 114, 115 (iv, 2, 3).
[9] - O termo "Sinar", ou, menos frequentemente, Shinar, é uma designação de característica ampla, aplicada à Mesopotâmia, aparecendo 8 vezes na Bíblia Hebraica.
[10] - Humurabi, nascido supostamente por volta de 1810 a.C. e falecido em 1750 a.C. Conseguiu, durante o seu reinado, conquistar a Suméria e Acádia, tornando-se o primeiro rei do Império babilônico. Hamurabi reinou de 1792 a.C. até sua morte, em 1750 a.C., tendo ampliado a hegemonia da Babilônia por quase toda a Mesopotâmia, iniciando pela dominação do sul, tomando Ur e Isin do rei de Larsa no início de seu reinado. A estela do Código de Hamurabi foi encontrada em Susa em 1901. Nela, além da coleção de cerca de 282 artigos (mais apropriadamente casos de jurisprudência), pode-se ver a imagem de Hamurabi em frente ao trono do deus Shamash.
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

A Gênese Maçônica - O Misticismo na História e suas Influências na Maçonaria - Parte III

                      A GÊNESE MAÇÔNICA - parte IIl


Por Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)*


O Misticismo na História e suas Influências na Maçonaria

Passada a Pré-história, o homem formou a civilização como a conhecemos hoje. Isto não ultrapassa os 6.000 anos. Neste período o homem passou a dominar as forças da natureza de forma progressiva, a se alimentar com o fruto de seu trabalho e inteligência, a ter segurança em habitações por ele realizada, a constituir sociedades estruturadas, com leis e regulamentos e, principalmente, a questionar-se sobre a sua verdadeira natureza. Surge com mais força a Filosofia, o Misticismo e a Religião.

Mas de forma objetiva:

Como e quando surgiu a Maçonaria?

De que maneira os diferentes sistemas místicos da antiguidade influenciaram no seu surgimento?

A Maçonaria surgiu aparte dos sistemas místicos antigos ou em decorrência dos mesmos?

Segundo os modernos pesquisadores sobre a Maçonaria, a Ordem (sob a óptica histórica) surgiu como decorrência dos sistemas místicos da antiguidade e das corporações de ofício medievais, bem como dos sistemas religiosos que a humanidade desenvolveu, principalmente nos últimos seis milênios.

Como já tratamos no Parte I deste trabalho, não vamos abordar o surgimento da Maçonaria sob os aspectos messiânicos ou metafísicos (Deus teria criado a Maçonaria juntamente com a humanidade, ou, Adão teria sido o primeiro Maçom, ou, os Egípcios formaram Lojas Maçônicas, ou a primeira Loja Maçônica seria a Fraternidade Branca, etc.) pois carecendo de comprovação científica, nos levaria a uma discussão interminável.

A Maçonaria, dentro da óptica histórica (e até onde é possível provar cientificamente), estaria estruturada em dois grandes momentos, como vimos anteriormente: A Maçonaria Operativa e a Maçonaria Especulativa.

Mas dentro da Maçonaria Operativa, teríamos uma subdivisão: antiga-lendária e medieval-operativa.

Vamos, para facilitar o entendimento, mostrar esquematicamente o que entendemos seja a evolução do surgimento da Maçonaria:
 









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