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sábado, 16 de agosto de 2008

O PAVIMENTO DE MOSAICO

PEÇA DE ARQUITETURA

A três passos da porta, que se encontra no Ocidente, estão situadas as duas colunas, J. e B., emblema dos dois princípios e dos pares de opostos que dominam o mundo visível. A atividade combinada destes dois princípios aparece manifestadamente no pavimento de mosaico em ladrilhos brancos e negros, que se estendem desde a base das colunas em direção ao Oriente, igualmente em forma de quadrilongo, ocupando o centro do Templo.

O pavimento de mosaico é um belo emblema da multiplicidade engendrada pela dualidade, constituída pelos pares de opostos que se encontram constantemente um perto do outro; o dia e a noite, a obscuridade e a luz, o sonho e a vigília, a dor e o prazer, as honras e as calúnias, o êxito e a desilusão, a sorte e o azar, etc. Sobre estes opostos, que se encontram em todos os caminhos e em todas as etapas de nossa existência, o iniciado que tenha provado da Taça da Amargura deve marchar com ânimo sereno e igual, sem deixar-se exaltar pelas condições favoráveis nem reprimir-se pelas aparências desfavoráveis.

Por cima desta visão dualística da vida formada por pares de opostos, levanta-se a ara ou Altar (etimologicamente "altura" ou elevação), símbolo da elevação de nossos pensamentos, por meio do qual percebemos a realidade transcendente que se esconde sob a aparência contraditória, e atingimos o conhecimento da palavra, ou seja da Verdade, que é o propósito intimamente benéfico de toda experiência, sempre compreendida como útil ao nosso progresso e benefício mais verdadeiro.

As três luzes que se encontram sobre o altar, formando um triângulo equilátero, representam a necessária relação, que deve existir em nossa inteligência, entre a dualidade ocidental (ou fenomênica) das colunas e a Unidade Oriental da Verdadeira Luz, por meio da qual se realiza o ternário da harmonia e do perfeito equilíbrio, sobre todos os extremos e as tendências dualistas.

Entre estas luzes tem seu lugar mais conveniente o livro sagrado, símbolo da Verdade que se encerra na tradição, uma vez que saibamos convenientemente interpretá-la por meio de nossas faculdades inteligentes, representadas pelo esquadro e o compasso que são colocados sobre esse livro para que possamos realmente compreendê-lo e medi-lo em toda a sua extensão.

5 comentários:

vilnei disse...

Irm.`.è sempre de grande valor para aprendizes como eu seus trabalhos.

Luis Genaro disse...

Obrigado Irm:. pelo incentivo. Continuirei postando peças de arquitetura pra seguirmos o caminho da arte real.

cleber machado da silva disse...

Ir.'. Luis, parabeniso-o pela brilhante peça de arquitetura que para mim foi de grande valia como conhecimento adquirido na conclusão do trabalho de 3ª instrução que tive que apresentar em loja.

Ir.'. Ap.'. M.'. Cléber Or.'. de Campo Grande-MS

Célia disse...

Parabéns a quem consegue dominar o verdadeiro mosaico que existe em nosso ser...A luz e as trevas...Equilíbrio para que a luz mesmo nas trevas prevaleça.Cada dia é uma guerra interior para o bem vencer o mau.Vamos dominar o universo,transbordando bondade!!!Fraterno abraço:.

samirbuchara disse...

Uma pequeno detalhe, a pavimentação na verdade, conforme o livro que devemos seguir, pelo menos no R.E.A.A. do GOB ele nao é como mostrado na imagem da peça acima, e sim na diagonal, ou seja, ele não é como um tabuleiro de xadrez, mas sim na diagonal, visto de quem entra.

TFA