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domingo, 21 de setembro de 2008

SIMBOLOGIA DOS NÚMEROS

PEÇA DE ARQUITETURA

REFLEXÕES SOBRE A 5a INSTRUÇÃO DE A:. M:.


Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli ( Moshe)

A NUMEROLOGIA é a ciência que estuda o simbolismo dos números. É a chave para desvendar os mistérios da vida, da cultura e da história humana. Utiliza-se dos números, símbolos sagrados, para a compreensão da realidade.

Numerologia é o estudo das influências e qualidades místicas dos números. Segundo a numerologia, cada número ou valor numérico é dotado de uma vibração ou essência individual e indicaria tendências de acontecimentos ou de personalidade, apesar de não haver qualquer evidência científica de que os números apresentem tais propriedades. O filósofo grego Pitágoras é considerado por alguns numerólogos o pai da numerologia, apesar de não haver qualquer relação entre os cálculos que formam o mapa numerológico e o filósofo grego. Na verdade a numerologia é uma derivação da Gematria , um ramo da Cabala, que utiliza o alfabeto hebraico como base. A numerologia seria então uma adaptação dos princípios da Gematria para o alfabeto romano.


DA HISTÓRIA DOS NÚMEROS

Os números naturais provavelmente tiveram suas origens nas palavras utilizadas para a contagem de objetos, começando com o número um.

O primeiro grande avanço na abstração foi o uso de numerais para representar os números. Isto permitiu o desenvolvimento de sistemas para o armazenamento de grandes números. Por exemplo, os babilônicos desenvolveram um poderoso sistema de atribuição de valor baseado essencialmente nos numerais de 1 a 10. Os egípcios antigos possuíam um sistema de numerais com hieróglifos distintos para 1, 10, e todas as potências de 10 até um milhão. Uma gravação em pedra encontrada em Karnak, datando de cerca de 1500 a.C. e atualmente no Louvre, em Paris, representa 276 como 2 centenas, 7 dezenas e 6 unidades; e uma representação similar para o número 4 622.

Um avanço muito posterior na abstração foi o desenvolvimento da idéia do zero com um número com seu próprio numeral. Um dígito zero tem sido utilizado como notação de posição desde cerca de 700 a.C. pelos babilônicos, porém ele nunca foi utilizado como elemento final.1 Os Olmecas e a civilização maia utilizaram o zero com um número separado desde o século I AC, aparentemente desenvolvido independentemente, porém seu uso não se difundiu na Mesoamérica. O conceito da forma que ele é utilizado atualmente se originou com o matemático indiano Brahmagupta em 628.

Contudo, o zero foi utilizado como um número por todos os computus (calculadoras da idade média) começando com Dionysius Exiguus em 525, porém no geral nenhum numeral romano foi utilizado para escrevê-lo. Ao invés disto, a palavra latina para "nenhum", "nullae", foi empregada.

O primeiro estudo esquemático dos números como abstração (ou seja, como entidades abstratas) é comumente atribuído aos filósofos gregos Pitágoras e Arquimedes. Entretanto, estudos independentes também ocorreram por volta do mesmo período na Índia, China, e Mesoamérica.

No século XIX, uma definição do conjunto teórico dos números naturais foi desenvolvida. Com esta definição, era mais conveniente incluir o zero (correspondente ao conjunto vazio) como um número natural. Esta convenção é seguida pelos teorizadores de conjuntos, logicistas, e cientistas da computação. Outros matemáticos, principalmente os teorizadores dos números, comumente preferem seguir a tradição antiga e excluir o zero dos números naturais.

Uma construção consistente do Conjunto dos Números Naturais foi desenvolvida no séc. XIX por Giuseppe Peano. Essa construção chamada de Axiomas de Peano, é uma estrutura simples e elegante, servindo como um bom exemplo, de construção de conjuntos numéricos.

Obviamente, que os primeiros sistemas de contagem foram as mãos e pequenas pedras, cada uma representando uma unidade, como por exemplo, para contar animais, dias, etc.
O primeiro objeto conhecido que atesta a habilidade de cálculo é do instrumento Ishango criado por populações da África Central e que e data de 20.000 a 25.000 anos atrás. O desenvolvimento da matemática permeou as primeiras civilizações, e tornou possível o desenvolvimento de aplicações concretas: o comércio, o manejo de plantações, a medição de terra, a previsão de eventos astronômicos, e por vezes, a realização de rituais religiosos.

O estudo de estruturas matemáticas começa com a aritmética dos números naturais e segue com a extração de raízes quadradas e cúbicas, a resolução de algumas equações polinomiais de grau 2, a trigonometria e o cálculo das frações, entre outros tópicos.

Tal desenvolvimento é creditado às civilizações acadiana, babilônica, egípcia, chinesa, ou ainda, àquelas do vale dos hindus. Na civilização grega, a matemática, influenciada pelos trabalhos anteriores, e pelas especulações filosóficas, tornou-se mais abstratas. Dois ramos se distinguiram, a aritmética e a geometria. Além disto, formalizaram-se as noções de demonstração e a definição axiomática dos objetos de estudo. Os Elementos de Euclides relatam uma parte dos conhecimentos geométricos na Grécia do século III a.D.

A civilização islâmica permitiu que a herança grega fosse conservada, e propiciou seu confronto com as descobertas chinesas e hindus, notadamente na questão da representação numérica. Os trabalhos matemáticos se desenvolveram consideravelmente tanto na trigonometria (introdução das funções trigonométricas), quanto na aritmética. Desenvolveu-se ainda a análise combinatória, a análise numérica e a álgebra de polinômios.

Durante o Renascentismo, uma parte dos textos árabes foram estudados e traduzidos para o latim. A pesquisa matemática se concentrou então, na Europa. O cálculo algébrico se desenvolveu rapidamente com os trabalhos dos franceses Viète e René Descartes. Em seguida, Newton e Leibiniz descobriram a noção de cálculo infinitesimal e introduziram a noção de fluxor (vocábulo abandonado posteriormente). Ao longo dos séculos XVIII e XIX, a matemática se desenvolveu fortemente com a introdução de novas estruturas abstratas, notadamente os grupos (graças aos trabalhos de Évariste Galois) sobre a resolubilidade de equações polinomiais, e os anéis definidos nos trabalhos de Richard Dedekind.

INLFUÊNCIA DA ESCOLA PITAGÓRICA NO ESTUDO DOS NÚMEROS E NA MAÇONARIA

A maior contribuição para o estudo místico dos números foi sem dúvida do Pitágoras.
Pitágoras de Samos (do grego Πυθαγόρας) foi um filósofo e matemático grego que nasceu em Samos pelos anos de 571 a.C. e 570 a.C. e morreu provavelmente em 497 a. C. ou 496 a.C. em Metaponto. Da vida de Pitágoras quase nada pode ser afirmado com certeza, já que ele foi objeto de uma série de relatos tardios e fantasiosos, como referentes a suas viagens e a seus contatos com as culturas orientais. Parece certo, contudo, que o Filósofo e matemático grego, fundou uma escola mística e filosófica em Crotona (colônia grega na península itálica), cujos princípios foram determinantes para evolução geral da matemática e da filosofia ocidental cujo principais enfoques eram: harmonia matemática, doutrina dos números e dualismo cósmico essencial. Aliás, ao que se sabe, Pitágoras foi o criador da palavra "filósofo".

Os pitagóricos interessavam-se pelo estudo das propriedades dos números - para eles o número (sinônimo de harmonia) era considerado como essência das coisas - é constituído então da soma de pares e ímpares, noções opostas (limitado e ilimitado) respectivamente números pares e ímpares expressando as relações que se encontram em permanente processo de mutação, criando a teoria da harmonia das esferas (o cosmos é regido por relações matemáticas).

Segundo o pitagorismo, a essência, que é o princípio fundamental que forma todas as coisas é o número. Os pitagóricos não distinguem forma, lei, e substância, considerando o número o elo entre estes elementos. Para esta escola existiam quatro elementos: terra, água, ar e fogo.

Teria chegado à concepção de que todas as coisas são números e o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço basicamente intelectual. A purificação resultaria de um trabalho intelectual, que descobre a estrutura numérica das coisas e torna, assim, a alma como uma unidade harmônica. Os números não seriam, neste caso, os símbolos, mas os valores das grandezas, ou seja, o mundo não seria composto dos números 0, 1, 2, etc., mas dos valores que eles exprimem. Assim, portanto, uma coisa manifestaria externamente a sua estrutura numérica, sendo esta coisa o que é por causa deste valor.

A Escola Pitagórica ensejou forte influência na poderosa verve de Euclides, Arquimedes e Platão, na antiga era cristã, na Idade Média, na Renascença e até em nossos dias com o Neopitagorismo.

Pensamentos de Pitágoras

1. Educai as crianças e não será preciso punir os homens.
2. Não é livre quem não obteve domínio sobre si.
3. Pensem o que quiserem de ti; faz aquilo que te parece justo.
4. O que fala semeia; o que escuta recolhe.
5. Ajuda teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues.
6. Com ordem e com tempo encontra-se o segredo de fazer tudo e tudo fazer bem.
7. Todas as coisas são números.
8. A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus.
9. A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.
10. A vida é como uma sala de espetáculos: entra-se, vê-se e sai-se.
11. A sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas os homens podem desejá-la ou amá-la tornando-se filósofos.

A numerologia mística maçônica encontra forte influência pitagórica, com também dos textos da cábala hebraica. A dualidade “corpo” e “alma” do orfismo e pitagorismo é encontrada em toda a extensão da doutrina mística maçônica.

O MISTICISMO DOS NÚMEROS – Simbologia e Interpretação

O plano para nosso sistema de algarismos segue uma continuidade definida. Para manter a ordem, números e nomes tiveram que ser estabelecidos. Revelam o fundamento místico de nosso sistema numérico. Depois que tivermos aprendido a razão desta sucessão específica de símbolos ou números, poderemos ver, prontamente, que tinham de seguir a ordem exata. Tal como ao construir uma Templo temos, antes de mais nada, de instalar os alicerces para depois levantar as paredes e o teto, os números evoluiram até a presente posição, porque isto era necessário.

Gêneses dos Números

Número “0”

No começo (no via a ser) nosso mundo ou universo era massa nebulosa ou bola, girando pelo seu próprio valor de vibração. Não tinha princípio nem fim, significando a eternidade, e parecia-se a um círculo ou zero. O zero, ou círculo é o embrião de todos os números. Quando uma semente foi plantada (ou força da vida), no círculo, logo começou a brotar como ser humano. Quando a semente germinou veio a terminar em uma linha que os antigos denominavam como número 1.

NÚMERO 1 . Mônada ou Unidade

O número UM representa o homem. Ou o princípio masculino. É o símbolo do Sol, o pai de todos os números, ou UNIDADE. O selvagem aponta para si mesmo e coloca uma vara no chão para representá-lo. EU. O UM aparece sozinho. É criativo, engendrando originalidade e liderança. Sugere a primeira noção que o homem teve de si mesmo.

NÚMERO 2. Diad ou Dualidade

Muito tempo depois o selvagem evoluiu suficientemente para compreender que tinha uma companheira. Designava a idéia, primeiro apontando para si próprio (EU) e depois para a companheira (TU). Representava a idéia colocando duas varas na areia, indicando dois. Outro símbolo usado é o das duas asas de um pássaro.

NÚMERO 3. Triad ou Trindade

O resultado da procriação do homem e de sua companheira é o filho (NÓS). Três é a expressão de um e dois. Agora o homem precisava encontrar um símbolo. Resolveu desenhando um triângulo ou figura de três linhas, formando o primeiro plano fechado. É o primeiro número perfeito, ou trindade e faz-se significado espiritual. Três significa complementação.

NÚMERO 4. Tetra ou Fundação

Tornou-se imperativo conquistar o abrigo e proteção para a ele, companheira e filho. Isso representava construir moradia ou fundação. Quatro é um número material. Desenhou um quadrado de quatro linhas que é um símbolo concreto, sugere sólida fundação. Outro símbolo que os antigos usaram é um homem levantando bem alto um triangulo. Outro símbolo é um animal com quatro pernas.


Finalidade Mística dos Números

• Pesquisadores, sábios, rosa-cruzes e magos, há milhares de anos, utilizam o conhecimento numerológico no mundo, como por exemplo: Platão, Aristóteles, Nicômaco, Fludd, Hermes Trimesgistus, Nostradamus, Cornelius Agrippa, Cagliostro, Eliphas Levi, Aleister Crowley, etc.;

• Até os dias atuais o homem continua usando os números como meio de acesso ao conhecimento que está além de sua mente racional.

• Os números emanam energias cósmicas, energias físicas telúricas, energias vibratórias sonoras, isso porque ao pronunciar o seu valor, um mantra é expelido com força, e cada um atua nos nossos chakras, podendo fazer-nos bem ou mal. Daí a importância da palavra;

• Cada número representa, portanto, uma área da experiência humana, fixada nos algarismos de 1 a 9;

• Cada letra da tabela numerológica corresponde a um número, recebendo, portanto a vibração dele e atraindo sua experiência;

• Assim, podemos realizar um mapeamento numerológico de uma pessoa ou de uma empresa, necessitando do nome completo de certidão ou a razão social, e a data de nascimento ou data da fundação;

• O nome de uma pessoa revela os traços mais marcantes de sua personalidade, além de identificar o seu grau evolutivo. A data de nascimento registra dentre outras coisas, como vai ser a vida prática da pessoa, indicando os melhores momentos, os níveis de desafios e testes a serem enfrentados;

• A utilização da Numerologia nos dá um método relativamente simples para entendermos a realidade e, conseqüentemente, o que o futuro nos trará, ajudando-nos a transformá-lo.

• Segundo os cabalistas, os números podem por isso ser usados e aplicados a fórmulas esotéricas, (numerologia), para entender e manipular estas forças espirituais a nosso favor, da mesma forma que os números também podem ser usados nos cálculos matemáticos para entender e manipular as forças, leis e energias do mundo físico a nosso favor.

• A numerologia é por isso um sistema místico que professa a crença na relação entre os números e essências espirituais, ou melhor: na possibilidade dos números poderem traduzir ou simbolizar as forças espirituais que influenciam as nossas vidas no mundo terreno

• A numerologia é composta por um vasto quadro de cálculos esotéricos, que permite conhecer as leis e fenômenos espirituais.

• No decorrer da historia, a numerologia evoluiu e separou-se da matemática, ( da qual proveio), da mesma forma como a astrologia se separou da astronomia, e a química se separou da alquimia.

• São Agostinho (13 Novembro 354- 28 Agosto 430 d.C.), eminente filosofo e teólogo dos inícios do Cristianismo, foi um dos mais destacados defensores da numerologia, tendo dito que:
«os números são a linguagem universal oferecida por Deus há humanidade como instrumento de confirmação das verdades [terrenas como espirituais] »

• Tal como Pitágoras, também o Bispo e Doutor da Igreja, acreditava que tudo possuía uma relação numérica entre si, e que a mente humana podia através do calculo numérico investigar os segredos de todas as coisas, sendo que pelos números se podiam revelar os mistérios da obra de Deus.

• Resumindo: Segundo as antigas e seculares tradições, Deus teria dado ao homem uma mente racional que seria o instrumento de contato entre a matéria (corpo), o espírito e a alma. Mas para que esse contato ocorra, é necessário uma chave ou um código secreto que é revelado através dos números. Os números então seriam a chave para acessar o mundo e a dimensão invisível onde habitam as energias sutis e superiores.

Simbologia Maçônica dos Números

Pelas doutrinas herméticas e ocultas, das quais a Maçonaria é originária, aos números Impares são atribuidas qualidades Místicas ou Misteriosas enquanto os númros Pares podem transmitir influências negativas.
No Grau de A:. M:. vamos limitar-nos ao estudo dos quatro primeiros números, quais sejam: 1, 2, 3 e o 4.

NÚMERO 1

• Representa a mônada individual, o astro e o homem, isto é o princípio ativo.

• Considera-se o Simbolo da Unidade da Vida;

• Representa o homem em toda sua plenitude;

• Pode-se entender como o zero antecedeu ao um: ambos são um só e mesmo deus, porém o primeiro (zero), está em seu aspecto imanifestado, enquanto que o segundo (um) apresenta-se em plena manifestaçãp em virtude do pathos da vontade divina. È um raio de luz cósmica emanado do zero para, com ele, formarem todos os outros números.

NÚMERO 2

• Significa o divisível, o antagônico, o passivo com relação ao primeiro, a saber: o fogo e a água, a luz e a sobra, o dia e a noite, o bem e o mal, o preto e o branco, o quente e o frio. Embora isso, os antônimos coexistem mesmo contrários na aparência;

• O número dois representa a dualidade. Age de forma dualística, como vimos representado por duas linha paralelas (como já vimos). Também poderia ser representado por uma linha perpendicular unida no topo inferior a outra linha horizontal.

• O Aprendiz não deve se aprofundar no estudo do número 2 porque, fraco ainda no cabedal de conhecimentos de nossa filosofia, poderá escolher o caminho oposto que deveria seguir. Por isso mesmo é que o Aprendiz deve ser guiado no caminho do conhecimento, para poder ultrapassar o abismo da dúvida e do descaminho, até atingir o terceiro número.

• Segundo as antigas tradições, Adão e Eva representavam o número 2 e acabaram por comer o fruto proibido (descaminho, descrédito, dúvida, falta de fé) sendo expulsos do Paraíso (plano espiritual).

NÚMERO 3

• Ao número 3 é atribuida a trindade de Deus: O pensamento (sabedoria), a ação (força) e o amor (beleza).

• O 3 é o primeiro número perfeito e completo de energia, pois observando o primitivismo do 1 somado ao antagonismo do 2, é gerado o equilíbrio perfeito, representado pela tríade;

• A tríade é a base da Geometria (tão importante para o trabalho maçônico) pois o trângulo é sua principal figura.

• Em quase todas as religões e doutrinas secretas encontramos a tríade como sendo a principal manifestação da entidade criadora.

• Na familia, se o 1 representa o Pai, o 2 representa o Pai e a Mãe, o três representa o Pai, a Mãe e o Filho em perfeita comunhão. O gerado, o engendrado.
• De maneira mística o Número 3 representa a tríade divina:

Vita = A Existência
Verbum= A Expressão ou o Verbo
Lux = A Sabedoria ou a Luz

• Na Maçonaria encontramos o ternário em praticamente todos em emblemas, símbolos, rituais e alegorias:

No Delta Sagrado
Nos Graus Simbólicos
Nas Colunas em que o Templo se sustenta: Sabedoria, Força e Beleza
Nos Conceitos Virtuosos: Liberdade, Iguladade e Fraternidade
Nas Joias Móveis – A Bíblia, o Esquadro e o Compasso;
Na idade do Apr:.
Nas Viagens Iniciáticas;
Nas Pancadas na Porta para adentrar ao Templo
Na Marcha do Apr:.
No Toque e na Bateria;
Os Tres primeiros degraus da Escada de Jacó para chegar a Mestre;
Nas três primeiras artes: Geometria , Lógica e Retórica.

NÚMERO 4

• Os números são como a vida, cíclicos. Como já dissemos antes, os números impares são místicos e os pares são mas ligados a aspectos materiais e terrenos. Por isso é que 4 são os elementos da antiguidade que tudo compôe: TERRA, ÁR, ÁGUA E FOGO;

• Iniciando o ciclo na unidade (o criado) involui para o dois (a ambiguidade) evolui para o tres (a perfeição, o espírito voltado ao criador) e finalmente involui para o quatro (a materialidade representado pelos quatro elementos). Mas o quatro nada mais é do que a passagem necessária para os números maiores. Neste momento, o Apr:. consciente de seus deveres, e tendo recebido a Luz, deverá recomeçar as quatro provas no caminho para o Segundo Grau, podendo caminhar só, mas com os conselhos dos fraternos IIrm:. e pela experiência de seus instrutores.


Autor:
Irm:. Luis Genaro Ladereche Fígoli Moshe
M:. M:.

Fontes Consultadas:
 Ritual do Grau de Apr:. M:. da GLRGS;
 Della Junior, Raymundo – Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz;
 Da Camino – Maçonaria Mística;
 Doyer, Colin – O Simbolismo na Maçonaria;
 Castellani, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito;
 Ragon, J.-M. – Ritual do Aprendiz Maçom (escrito por volta do ano 1810);
 Da Camino – O Maçom e a Intuição;
 Adoum, Jorge – O Grau do Aprendiz e seus Mistérios;
 Hitchcock, Helyn – A Magia dos Números ao seu Alcance






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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O Carpinteiro - Video Motivacional

Para os IIrm:. que me solicitaram, com T:.F:.A:. deste Aprendiz sempre:

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

O Surgimento da Maçonaria no Brasil

PEÇA DE ARQUITETURA


Antecendentes históricos e origens da Maçonaria no Brasil - Século XIX


Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli


A 17 de junho de 1822, foi criada a primeira Obediência maçônica do Brasil, O Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano com a finalidade principal de lutar pela independência política do Brasil. Para que fosse fundado o Grande Oriente, a Loja Comércio e Artes, criada em 1815, inativa após o alvará governamental de 1818, que proibia o funcionamento das sociedades secretas, e que reerguida em 1821, foi dividida em três Lojas, daí resultando, além dela mesma, a União e Tranqüilidade e a Esperança de Niterói.

O Grande Oriente Brasílico foi, praticamente, uma entidade política, que se dedicou, com exclusividade, à luta pela independência do Brasil e que, depois da concretização desta, foi envolvido por disputas políticas pelo poder, o que ocasionaria o seu fechamento.

Alguns pósteros têm criticado essa primeira célula do Grande Oriente do Brasil, por essa atividade política, que seria, segundo eles num ranço anacrônico, incompatível com a doutrina maçônica. Mas a luta pela independência do Brasil justifica qualquer procedimento e permanece, até hoje, como o maior galardão da história da maçonaria brasileira.

Como foi dito, mesmo a Maçonaria pré-existir à 1822 com uma Loja (Comércio das Artes) - dos quais não há muitos registros - é a partir dessa data e da fundação do Grande Oriente que vê-se consolidada a sociedade em solo pátrio, não sem inúmeras dificuldades e vicisitudes. Mesmo antes dessa data, a Maçanoaria foi em pelo menos dois momentos proibida de funcionar no Brasil.

O primiero momento, em 1818, através do Alvará Real de D. João VI, que proibia "todas e quaesquer Sociedades Secretas, de qualquer Denominação que ellas sejam" (no português arcaico da época). O referido Alvará Real, é um documento importante na História da Maçonaria brasileira, porque a sua meta principal era, exatamente, a de proibir o funcionamento das ainda incipientes Lojas do território nacional, na época em que o Brasil era Reino Unido ao de Portugal e Algarve.

E ele foi motivado pela agitação do meio maçônico, empenhado em obter a independência do Brasil, através de movimentos regionais nacionalistas, de caráter geralmente republicano, os quais não podiam, evidentemente, agradar à Coroa.

Toma-se o Alvará de 1818, como uma conseqüência direta da fracassada Revolução Pernambucana de 18175.

O seu texto mostra, na realidade, o empenho do rei D. João em proibir, com o uso da força, qualquer nova tentativa de rebelião, com participação das hostes maçônicas. Embora muito citado na literatura histórica da Maçonaria brasileira, o seu texto não é transcrito e, por isso, ainda permanece bastante desconhecido. Tratando-se, porém, de uma peça histórica relevante para o levantamento da História de nossa Independência, aí vai ele, com parte de seu texto integral, na ortografia da época:

"Eu El-Rei faço saber aos que este Alvará com força de Lei virem:
.................
Sou Servidor Declarar por Criminosas e Prohibidas todas e quaesquer Sociedades Secretas, de qualquer Denominação que ellas sejam; ou com os nomes e formas já conhecidas, ou debaixo de qualquer nome ou forma, que de novo se disponha ou imagine: pois que todas e quaesquer deverão ser consideradas, de agora em diante, como feitas para Conselho e Confederação contra o Rei e contra o Estado.

Pelo que Ordeno que todos aquelles, que forem comprehendidos em ir assistir em Lojas, Clubs, Comités ou qualquer outro ajuntamento de Sociedade Secreta; aquelles que para as ditas Lojas, ou Clubs, ou Ajuntamentos convocarem a outros; e aquelles que assistirem á entrada ou recepção de algum Socio, ou ella seja com juramento ou sem elle; fiquem incursos nas penas da Ordenação livro V, tit.VI e §§ 5 e 9, as quaes penas lhes serão impostas pelos Juizes, e pelas formas e processos estabelecidos nas Leis para punir os Réos de Lesa-Magestade.

Nas mesmas penas incorrerão os que forem Chefes ou Membros das mesmas Sociedades, qualquer que seja a denominação que tiverem, em se provando que fizeram qualquer acto, pesuasão ou convite de palavra ou por escrito, para estabelecer de novo, ou para renovar, ou para fazer permanecer qualquer das ditas Sociedades, Lojas, Clubs ou Comités dentro dos Meus Reinos e seus Dominios; ou para a correspondencia com outros fóra delles: ainda que sejão factos practicados individualmente, e não em Associação de Lojas, Clubs ou Comités.

Nos outros casos serão as penas moderadas a arbitrio dos Juizes na forma adiante declarada. As Casas, em que se congregarem, serão confiscadas, salvo provando os seus proprietarios que não souberão, nem podiam saber que a esse fim se destinavão. As medalhas, sellos, symbolos, estampas, livros, cathecismos ou instrucções, impressos ou manuscriptos, não poderão mais publicar-se, nem fazer d´elles uso algum, despacharem-se nas Alfandegas, venderem-se, darem-se, emprestarem-se, ou de qualquer maneira passarem de uma a outra pessoa, não sendo para immediata entrega ao Magistrado, debaixo da pena de Degredo para hum Presidio, de quatro até dez annos de tempo, conforme a gravidade da culpa e circumstancias della.

Ordeno outrossim que n´este crime, como excepto, não se admitta privilegio, isenção ou concessão alguma, ou seja de Foro, ou de Pessoa, ainda que sejão dos privilegios incorporados em Direito, os os Réos sejão Nacionaes ou Estrangeiros, Habitantes do Reino e Dominios, e que assim abusarem da hospitalidade que recebem; nem possa haver Seguro, Fiança, Homenagem, ou Fieis Carcereiros sem minha Especial Authoridade.

E os Ouvidores, Corregedores, e Justiças Ordinarias todos os annos devassarão deste Crime na Devassa geral. E constando-lhes que se fez Loja, se convidão ou congregão taes Sociedades, procederão logo á Devassa especial e á apprehensão e confisco, remettendo os que forem Réos e a culpa á Relação do Districto, ou ao Tribunal competente; e a copia dos Autos será tambem remettida á minha Real Presença.

E este se cumprirá tão inteiramente como nelle se contém, sem embargo de quaesquer Leis ou Ordens em contrario, que para este effeito Hei por derrogadas, como se dellas se fizesse expressa menção......"

Com o fracasso da Revolução de 1817 e a expedição do Alvará de 1818, as Lojas resolveram cessar os os seus trabalhos, até que pudessem ser reabertas sem perigo. Os maçons, todavia, continuaram a trabalhar, secretamente, no Clube da Resistência, fundado por José Joaquim da Rocha, em sua própria casa, na rua da Ajuda.

O agitado período de transição de Reino Unido ao de Portugal e Algarves, existente desde 1815, para país independente, iria trazer intensas lutas políticas pelo poder, envolvendo o Grande Oriente, já que lá estavam dois grupos que aspiravam à privança do príncipe regente D. Pedro (depois imperador) e que desejavam comandar, politicamente a jovem nação independente: o grupo do Grão-Mestre do Grande Oriente, José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro todo-poderoso da regência e figura internacionalmente conhecida, e o grupo do 1o. Grande Vigilante, Joaquim Gonçalves Ledo, político fluminense, que era, realmente, a maior liderança maçônica da época, mas não tinha o prestígio nacional e internacional do Andrada.

Nos primeiros dias após a proclamação da independência, de 7 de setembro de 1822, iam adiantadas as escaramuças entre os dois grupos, dentro do Grande Oriente, as quais culminariam com o golpe aplicado por Ledo, ao conseguir destituir Bonifácio do Grão-Mestrado, à socapa e fora de assembléia geral, empossando D. Pedro no cargo, a 4 de outubro de 1822. O troco seria no terreno político, com Bonifácio mostrando ao imperador que a luta da independência exigia um período de calmaria política interna, que estava sendo quebrada pelo grupo adversário, com exigências descabidas a D. Pedro e uma rede de intrigas, que poderiam minar a luta externa. As exigências descabidas eram: o juramento prévio de D. Pedro à Constituição ainda não votada e aprovada e a assinatura de três papéis em branco. Diante disso, enquanto José Bonifácio instaurava processo contra os membros do grupo de Ledo, D. Pedro enviava a este a ordem para fechar o Grande Oriente, o que aconteceria a 25 de outubro de 1822.

A carta enviada por D. Pedro, ao 1º Grande Vigilante, Joaquim Gonçalves Ledo, suspendendo os trabalhos do Grande Oriente, datada de 21 de outubro tinha o seguinte texto:


Meu Ledo:
Convindo fazer certas averiguações tanto publicas como particulares na M.: mando primo como Imperador, secundo como G.: M.: que os trabalhos se suspendão até segunda ordem Minha. É o que tenho a participar-vos agora. Resta-me reiterar os meus protestos como I.: Pedro Guatimozin G.: M.: - S. Cristovão, 21 Obro. 1822. PS ---
Hoje mesmo deve ter execução e espero que dure pouco tempo a suspensão porque em breve conseguiremos o fim que deve resultar das averiguações ”.

Ledo, porém, não cumpriu, imediatamente, a ordem, preferindo manter entendimentos com o Grão-Mestre, o qual, logo depois, reconhecendo, talvez, que havia tomado uma decisão precipitada, enviou, a 25 de outubro, ao seu 1º Grande Vigilante, a seguinte carta:

“Meu I.:
Tendo sido outro dia suspendidos nossos augustos trabalhos, pelos motivos que vos participei, e achando-se hoje concluidas as averiguações, vos faço saber que segunda feira que vem os nossos trabalhos devem recobrar o seu antigo vigor, começando a abertura pela G.: L.: em assembléa geral. É o que por ora tenho a participar-vos, para que passando as ordens necessarias assim o executeis. Queira o S.:A.: do U.: dar-vos fortunas imensas como vos deseja o vosso I.:P.:M.:R.: + ".
(I.P.M.R + significa Irmão Pedro Maçom Rosa-Cruz. Rosa-Cruz é o sétimo grau do Rito Francês, ouModerno, no qual funcionava o Grande Oriente Brasílico.)

Os acontecimentos políticos, todavia, iriam se precipitar, o que acabou impedindo essa reinstalação, sendo, o Grande Oriente, fechado, definitivamente, a 25 de outubro.

Durante praticamente todo o período restante do 1o. Império, as Lojas brasileiras permaneceram em recesso, só começando a ressurgir quando o cenário nacional caminhava para uma grave crise política, que iria levar, a 7 de abril de 1831, à abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho, D. Pedro, então com pouco mais de cinco anos de idade, ao qual, alguns dias depois, ele escreveria uma carta, como se adulto fosse o herdeiro, plena de dramaticidade.

Em 1830, então, ressurgia a Maçonaria brasileira, com a criação do Grande Oriente Nacional Brasileiro, o qual ficou, também, conhecido como Grande Oriente da rua de Santo Antônio e, posteriormente, Grande Oriente do Passeio, em alusão aos locais em que se instalou, no Rio de Janeiro.

Embora fundado em 1830, antes da abdicação de D. Pedro I, o Grande Oriente do Passeio viria a ser instalado a 24 de junho de 1831, quando passou a se denominar apenas Grande Oriente Brasileiro, que era formado pelas Lojas União, Vigilância da Pátria e Sete de Abril, às quais logo se juntou a Razão, de Cuiabá. Sua Constituição, elaborada no início de suas atividades, previa que o Grande Oriente Brasileiro seria instalado quando existissem, no mínimo, três Grandes Orientes Provinciais, o que ocorreu logo depois, quando, ao Grande Oriente da Província do Rio de Janeiro, juntaram-se o de Pernambuco e o Paulistano. A primeira Loja da Província de São Paulo foi a Inteligência, de Porto Feliz, fundada a 19 de agosto de 1831, no Rito Moderno e sob a jurisdição do Grande Oriente Brasileiro.

A administração do Grande Oriente do Passeio tinha homens de grande envergadura e de peso político-social, em seus quadros, como o senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, seu Grão-Mestre, Joaquim José Rodrigues Torres (visconde de Itaboraí ) como seu Grande Orador, e padre Belchior Pinheiro de Oliveira, como seu Grande Secretário.

Os remanescentes do antigo Grande Oriente Brasílico, todavia, verificando que, após o 7 de abril, havia um clima de maior liberdade política, que seria propício aos trabalhos maçônicos, reuniram-se em outubro de 1831, para deliberações, reinstalando os três primeiros quadros no 3o. dia do 9o. mês do Ano da Verdadeira Luz de 5831, ou seja, 23 de novembro de 1831, da Era Vulgar. Para que esse ato fosse legal, os primeiros Oficiais do Brasílico reuniram-se em Grande Loja (o corpo administrativo) juntamente com o primeiro Grão-Mestre nomeado, sob a determinação de que todos só serviriam provisoriamente, até que fosse concluída a Constituição do Grande Oriente do Brasil, sucessor do Brasílico, ou Brasiliano. Algum tempo depois, ou seja, no início de 1832, era lançado, com a assinatura do Grão-Mestre José Bonifácio e sem data, um manifesto do Grande Oriente do Brasil, dirigido às demais Potências maçônicas do mundo.

As duas Obediências maçônicas, passavam, evidentemente, a disputar a posição de legítima sucessora do Grande Oriente Brasílico. O Grande Oriente Brasileiro, ou do Passeio, fora fundado, na realidade, por muitos maçons remanescentes dos quadros do Grande Oriente de 1822, que o consideravam extinto. Quando antigos dignitários do antigo Brasílico resolveram reinstalá-lo como Grande Oriente do Brasil, muitos maçons e Lojas deixaram o Passeio e aderiram a ele.

Após muitas idas e vindas, com tentativas de fusão, incorporação, brigas e divisões políticas, o Grande Oriente Brasileiro ou do Passeio acabou exinguindo em 1860 com a absorção de suas últimas Lojas pelo Grande Oriente do Brasil. Passava, então, a Maçonaria brasileira a contar com apenas uma Obediência no território nacional.

Mas a paz no seio da Maçonaria não seria conseguida por muito tempo, o que é tema para outro artigo.

Todavia, o que desejamos ressaltar que o marco da nossa Maçonaria Nacional se encontra na ata que a seguir será decifrada e que marca o começo da primeira Obediência em nosso País:

“À Gloria do Grande Architecto do Universo:
Aos vinte e oito dias do terceiro mez do Anno da Verdadeira Luz 58221, achando-se abertos os trabalhos da nossa Officina em o gráo de Aprendiz e havendo descido do Oriente o irmão Graccho, Veneravel da Loja Commercio e Artes, única até este dia existente e regular no Rio de Janeiro e que nessa ocasião resumia o povo maçonico reunido para a inauguração e criação de um Grande Oriente Braziliano em toda a plenitude de seus poderes, foi por acclamação nomeado o irmão Graccho, que acabava de Veneravel, para presidente da sessão magna e extraordinaria naquella ocasião convocada para a eleição dos officiais da Grande Loja na conformidade do paragrafo-capitulo da parte da Constituição jurada. Tomando assento no meio do quadro em uma mesa para esse fim preparada,, na qual estavam o Evangelho, o Compasso, a Esquadria, a Constituição e uma urna, disse o irmão presidente que era mistér nomear um secretario e um escrutinador para a apuração dos votos na presente sessão. E sendo eleito o irmão Magalhães, que servira de primeiro Vigilante e o irmão Anibal, que servira de segundo, aquelle para secretario e este para escrutinador, fez o Presidente ler os artigos da Constituição respeitantes a eleição e logo depois que o Presidente disse que se passasse a fazer a nomeação do Grão Mestre da Maçonaria brasileira, foi nomeado por acclamação o irmão José Bonifacio de Andrada. Propos logo o irmão Presidente que se applaudisse tão distincta escolha com a triplice bateria e se despachasse ao novo eleito uma deputação a participar-lhe este successo e rogar-lhe seo comparecimento para prestar juramento de tão alto emprego. Foram nomeados o irmão Diderot e o irmão Demetrio, os quais voltaram dizendo o irmão Diderot que o Grão Mestre, por motivos de obrigação a que o chamava o seu emprego civil não podia comparecer, que acceitava o cargo com que a Loja o honrava e o agradecia, que protestava a todo o corpo maçonico brazileiro a mais cordial amizade e todos os serviços que lhe fossem possiveis. Procedeu-se depois á nomeação do Delegado do Grão Mestre e se bem que a Constituição determinasse que fosse ella feita por votos, o mesmo povo dispensou o artigo fazendo a escolha por acclamação e foi, com effeito, acclamado o irmão Joaquim de Oliveira Alvarez. Applaudiu-se a sua eleição e enviou-se-lhe uma deputação composta do irmão Turenne e do irmão Urtubie, a qual de volta participouque se achava na sala dos passos perdidos o irmão Grande Delegado. Saiu uma nova deputação de cinco membros dirigindo-lhe a palavra o irmão Diderot. Foi depois introduzido na Loja por baixo da abobada de aço e estrellada, prestando o seguinte juramento do ritual: “Eu, F.:, de livre accordo e vontade, na presença do Supr.: Arch.: do Universo, que le no meu coração e no de todo o Povo Maçon.: Brasil: aqui representado, juro não revelar a profano algum nem Maç.. deste ou de outro qualquer Or.: a palavra sagrada da Ord.: e a de Passe deste Or.:, assim como todos os segredos que são concernentes ao logar de Gr.: Delegado do Or.: Brasil.:, tanto nesta occasião como em outra qualquer, exceto ao meu futuro successor. Outrossim prometo preencher todas as obrigações do meu cargo conformando-me com a Constituição deste Or.: e com os regulamentos da Gr.: Loj.:, de uma maneira que possa promover o aumento e gloria deste Or.: e de todas as LLoj.: do seu circulo, e de empregar todos os meus esforços sempre que forem necessarios a bem de todos os maçons, e de sustentar a causa do Brazil quando compativel for com as minhas faculdades. E se trair e perjurar qualquer destas obrigações de novo me submetto ás penas dos meus ggr.: e ao desprezo e execração publica. Assim Deus me salve”! Recebeu applausos, dirigiu a palavra a toda a Grande Assembléa e pediu que o dispensassem de assistir por mais tempo, porque deveres igualmente sagrados de seu emprego o chamavam á casa. Sahindo o Grande Delegado, procedeu-se por cedulas nominaes á eleição dos demais Oficiaes da Grande Loja e sahiram com maioria absoluta, para Primeiro Grande Vigilante o irmão Diderot, para Segundo Grande Vigilante o irmão Graccho, para Grande Orador o irmão Kant, para Grande Secretario o irmão Bolivar, Promotor o irmão Turenne, Chanceler o irmão Adamastor. Foram gradualmente applaudidas as suas nomeações e seguiram-se as nomeações dos Veneraveis das tres Lojas Metropolitanas que se devião igualmente erigir e foram eleitos os irmãos Brutus, Anibal e Democrito2. Applaudiu-se a nomeação e em actosuccessivo prestou o Primeiro Grande Vigilante o juramento nas mãos do presidente e subindo ao trono, o deferiu a todos os outros Officiaes e Veneraveis. Mandando depois aos Officiaes da Gr.. Loj.: tomarem os seus logares, ordenou applausos de agradecimento a todos os OOff.: da preterita Loja Commercio e Artes pelos assiduos desvelos na causa da Maçonaria. Proposto pelo irmão 1º Gr.: Vig.: para a proxima sessão o sorteamento dos membros e a designação dos Dignitarios das Lojas então criadas, o irmão ex-Orador pedindo a palavra ponderou que podia, pela sorte, ficar algumas das Lojas privada de IIr.: que, pelo seu gráo, pudessem ser DDign.: e portanto propunha que se fizesse o sorteio por turmas dos ggr.: existentes, para que a cada uma coubesse igual numero de IIr.: graduados. Porem o 1º Vig.: tomando a palavra, mostrou que era mais liberal sortear promiscuamente e deixar a cada uma das LLoj.: a nomeação dos seus DDign.:, para o que poderia ser eleito qualquer Ir.: de qualquer gr.:, dando-se depois o gr.. de Mestr.:, assim como na criação da Gr.. Loj.., sahindo GGr.: DDign.: IIr.. MMestr.:, ipso facto hão de receber os altos ggr.: . E suposta a moção suficientementediscutida e posta a votos foi approvada a emenda e se decidiu que se procedesse da maneira indicada pelo ir.: 1º Gr.. Vig... Deste modo se deram por terminados os trabalhos desta sessão magna e extraordinaria ficando assim installada a Gr.. Loj.:, ordenando porém o ir: 1º Gr.: Vig.: que eu, Gr.: Secr.: da Gr.. Loj.: lavrasse e exarasse a presente acta, para perpetuo documento neste livro que deverá servir para as das Assembléas Geraes e igualmente da Gr.: Loj.:”(seguem-se as assinaturas).

Nota: Todos os nomes citados eram nomes simbólicos (ou heróicos) usados, na época. Assim, Graccho era o capitão João Mendes Vianna, Diderot era Joaquim Gonçalves Ledo, Kant era o cônego Januário da Cunha Barbosa, Bolivar era o capitão Manoel José Oliveira, Turenne era o coronel Francisco Luís Pereira da Nóbrega, Adamastor era Francisco das Chagas Ribeiro, Brutus era o major Manoel dos Santos Portugal, Aníbal era o major Albino dos Santos Pereira e Demócrito era o major-ajudante da Brigada de Marinha Pedro José da Costa Barros. Também observar que o termo Grande Loja, na época, referia-se à Alta Administração do Grande Oriente, com suas Dignidades e Oficiais.

*Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
M:.M:.

Fontes Consultadas:
 Castellani, José - A Maçonaria Brasileira na Década da Abolição e da República

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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A MORAL MAÇÔNICA E OUTRAS REFLEXÕES SOBRE A 4ª INSTRUÇÃO DE A.∙. M.∙.

PEÇA DE ARQUITETURA

Por Irm:. Luis Genaro Ladereche Figoli*

A 4ª Instrução de A.∙. M.∙. se desenvolve a partir de três temas centrais, que aparentemente desconexos numa leitura superficial, apresentam-se suficientemente complementares após uma análise mais aprofundada e interpretativa de seus significados, sendo o fio condutor, a moral Maçônica:

1. Da Forma e Dimensões do Templo (no ritual Loja);
2. Da Base de Sustentação do Templo (no ritual Loja);
3. Da Moral Maçônica e suas aplicações

O TEMPLO

O Templo é o lugar onde se desenvolvem os trabalhos maçônicos e é reunida a Loja, manifestação do Logos ou Palavra que vive em cada um de seus membros e encontra em seu conjunto uma expressão harmônica e completa.

É, ao mesmo tempo, um lugar de trabalho e de adoração, uma vez que nunca cessa de construir-se enquanto for de real proveito a todos; e como esta construção simbólica necessita ser a expressão do Plano do Grande Arquiteto, no qual a atividade construtiva busca sua inspiração, este esforço constante em direção à Verdade e à Virtude é a mais efetiva e verdadeira adoração.
Etimologicamente, a palavra templo relaciona-se com o sânscrito tamas, "escuridão", de onde vem também o latim tenebrae (por temebrae), "Trevas". Significa, portanto, lugar escuro, e por conseguinte "oculto", aludindo ao antigo costume de construir os templos em grutas ou criptas subterrâneas, fora da luz exterior e ao amparo da indiscrição profana.

Isto informa-nos que todos os templos no princípio, foram antes de tudo, lugares de recolhimento e silêncio; e da mesma forma também o são os templos sucessivamente erigidos sob uma forma arquitetônica específica mas sempre caracterizados interiormente por essa penumbra mais ou menos completa que favorece à concentração do pensamento e à sua elevação para o transcendente, em direção ao que há de menos conhecido e misterioso. Também este isolamento do mundo exterior é favorecido por uma atenção mais profunda sobre os ritos e cerimônias que nesses templos - sejam religiosos ou iniciáticos - tem se sempre desenvolvido.

O Templo maçônico é um quadrilongo estendido do Oriente ao Ocidente, isto é, "em direção à Luz". Sua largura é do Norte ao Sul (desde a potencialidade latente à plenitude do manifestado), e sua altura do Zênite ao Nadir. Isto quer dizer que praticamente não tem limites e compreende todo o Universo, no qual se esparge a atividade do Princípio Construtivo, que sempre atua na direção da Luz, como pode ser observado em toda a natureza.

Quanto às três dimensões do Templo, podemos considerá-las até certo ponto equivalentes; tanto o Sul e o Zênite, como o Oriente, indicam o Mundo Divino dos Princípios ou domínio do Transcendente; enquanto o Norte, o Nadir e o Ocidente representam, de diferentes modos, o mundo manifestado ou fenomênico.

A diferença baseia-se principalmente em que a direção do Oriente ao Ocidente refere-se à Senda da vida ou Caminho do Progresso; a do Norte ao Sul, à Lei dos ciclos, que nos aproxima alternativamente do domínio das Causas e dos Efeitos; e a vertical, ao Pai e a Mãe, de quem somos igualmente filhos, ou seja, às duas gravitações, celestial e terrena, que respectivamente atraem nossa natureza espiritual e material.



DA BASE DE SUSTENTAÇÃO DE UM TEMPLO

Três grandes colunas sustentam o Templo Maçônico (distintas das duas que se encontram no Ocidente): a Sabedoria, a Força e a Beleza, ou seja, a Onisciência, a Onipotência e a Onipresença do G.∙.A.∙.D.∙.U.∙., reafirmadas como Princípios de Verdade, de Atividade e de Amor ou Harmonia. Estas três colunas representam ao Ven.∙. Mestre e ao 1º e 2º Vig. que tem assento respectivamente no Oriente, no Ocidente, e no Meio dia, onde são manifestados respectivamente aquelas três qualidades.

O Delta luminoso, com o Olho Divino no centro, brilha no Oriente por cima do assento do Ven. Mestre, símbolo do Primeiro Princípio, que é a Suprema Realidade, em seus dois lados, ou qualidades primordiais que a definem, expressas em síntese inimitável a no trinômio vedântico Sat-Chit-Ananda (Ser, Consciência e Bem-Aventurança).

Nos dois lados do Delta, que representa a verdadeira luz (a luz da Realidade transcendente), aparecem o sol e a lua, os dois luminares visíveis, manifestação direta e refletida dessa luz invisível, que ilumina nossa terra e que simbolicamente representam a Luz Intelectual e a Material.

Em resumo, a primeira, Sabedoria, corresponde ao Venerável Mestre, ou seja, a inteligência criadora que concebe e manifesta interiormente o plano do G.: A.: D.: U.:, representada pela Deusa Minerva; a Força, que corresponde ao Primeiro Vigilante, é a força volitiva que trata de realizar o que a primeira concebe, representada por Hércules e a Beleza, consignada ao Segundo Vigilante e representada por Vênus. Estas três faculdades também as encontramos dentro do mesmo homem, segundo nos diz Jorge Adoum. Recebem, também, o nome de Colunas Morais. A Sabedoria, ou pensamento que a dirige; a Força, ou Energia Moral que a executa e a Beleza, ou Harmonia das forças mentais. 



DA MORAL MAÇÔNICA E SUAS APLICAÇÕES

Em Loja e fora dela falamos constantemente sobre moral, ética, dever, virtude, vício, sobre o bem e o mal e conceitos afins, pressupondo que todos tenham a mesma compreensão dessas idéias. Raramente paramos para refletir, de maneira crítica, sobre tais valores, a fim de estabelecer um conhecimento mais preciso e claro sobre eles, de forma a ter validade e entendimento gerais, entre todos nós.

A primeira Constituição Maçônica, aquela de 1721, publica em Londres em 1723, no seu primeiro artigo, já estabelecia que "Um Maçom é obrigado, por sua Condição, a obedecer à Lei moral;" Portanto, esse é o primeiro dever do Maçom, dever esse que precede a todos os outros e decorre, logicamente, do pressuposto de uma Ordem Superior e Inteligente, da qual temos consciência e atribuímos à sabedoria do G.'. A.'. D.'. U.'..

Moral é algo que diz respeito exclusivamente ao homem, enquanto ser livre e inteligente e, portanto, com capacidade para escolher entre esta ou aquela conduta, e agir conforme sua vontade. Não há moral entre os seres inferiores, pois estes, quando agem, o fazem em razão de sua natureza, sem interferência de juízo de valor. O leão que abate sua presa não age moral ou imoralmente, simplesmente segue sua natureza felina, para atender a uma necessidade vital.

A idéia de Moral implica, portanto, em noções de bem e de mal, de dever, de obrigação, de responsabilidade, enfim, de valores humanos que são necessários à vida em grupo. Para alcançar a perfeição de nossa natureza, quer física, quer espiritual, será necessário desenvolver nossas virtudes físicas e espirituais, procurando afastar de nós o seu contrário, a que damos o nome de vício.

Segundo Aristóteles, há duas espécies de virtude: uma intelectual e outra moral. A primeira, via de regra, adquire-se e cresce em nós graças ao ensino. Por isso requer experiência e tempo dedicado à instrução. A virtude moral, por outro lado, é adquirida como resultado de uma prática constante, ou seja, do hábito. É interessante notar que a palavra grega "éthos", que significa "hábito", deu origem também à palavra ética, que significa moral.

E aqui nós chegamos a um ponto fundamental para compreender o valor da Maçonaria, de seus métodos de ensino e de sua Moral. Se a virtude moral não se adquire pela instrução, pelo aprendizado teórico, mas sim pela prática de atos virtuosos, todo o esforço da Ordem deve estar direcionado para criar, desenvolver, conservar e aprimorar os hábitos que conduzam a essa virtude moral.

Todos nós nascemos com aptidão para desenvolver hábitos, bons ou maus. A Maçonaria oferece ao iniciado um método apropriado para desenvolver sua auto-disciplina, a partir da reiteração ritualística constante, exaltando os valores superiores que devem guiar o homem em suas relações consigo mesmo e com os seus semelhantes.

A própria dinâmica de uma sessão maçônica acaba por desenvolver a tolerância de seus participantes, fazendo com que aprendam a ouvir e somente falar nos momentos oportunos. A prática de ações e gestos ritualísticos são exercícios simbólicos que trazem para a consciência a natureza de hábitos que, muitas vezes, não foram devidamente considerados por nós.

Para entendermos Moral Maçônica e implicações, precisamos definir claramente qual a missão do A.∙. M.∙. sendo estes conceitos aplicáveis não apenas a este grau mais a todos os maçons de todos os graus.

Para a Maçonaria, o Gr.∙. de A.∙. M.∙. é considerado como sendo o alicerce de sua Filosofia Simbólica.

A principal missão de um A.∙. M.∙. é o desbastar da pedra bruta, isto é:

• Vencer as suas paixões;
• Desvencilhar-se de seus defeitos;
• Criar sólida fundamentação para sua própria Elevação;
• Contribuir para a reestruturação moral da humanidade;

Esta missão dar-se-á inicialmente através da inteligência que é o sentimento não adulterado do homem ainda no seu estado primitivo, áspero e despolido, conservando-se neste estado ate que pelo cuidado de seus Mestres e pelo próprio esforço e perseverança adquire a educação liberal, virtuosa e indispensável para que se transforme em um homem culto e valioso, plenamente capaz de fazer parte da sociedade civilizada.

O A.∙. M.∙. deve abrir seu coração para:

• Praticar o Bem;
• Exercer a Fraternidade;
• Exercer a Caridade;
• Ser exemplo no âmbito familiar, no trabalho e no ambiente social;

Assim procedendo tornar-se-á útil para a construção do Verdadeiro Templo à Virtude.

A Maçonaria (e nós Maçons) tem como obrigação, defender:

• A liberdade dos homens e dos bons costumes;
• O reconhecimento da igualdade de todos perante a Lei Natural e perante o G:.A:.D:.U:.;
• A prática permanente da Fraternidade;
• A prática permanente da Solidariedade;
• O reconhecimento de todos como verdadeiros IIrms.∙.
E lutar contra;
• Os Vícios;
• A Ignorância;
• Os erros;
• A Intolerância;
• O Fanatismo.


Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nro 213
G:.L:.R:.G:.S:.
M:.M:.

Fontes Consultadas:
 Ritual do Aprendiz Maçom (REAA) GLRGS
 D´elia Junior, Raymundo – Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz;
 Autor Desconhecido – Manual do Aprendiz Maçom;
 Da Camino, Rizzardo – Maçonaria Mística;
 Da Camino, Rizzardo – O Maçom e a Intuição;
 Adum, Jorge – Grau do Aprendiz Maçom e seus Mistérios;
 Dyer, Colin – O Simbolismo na Maçonaria;
 Bloes, Antonio Carlos – Peça de Arquitetura “O Dever Fundamental”

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

POR QUE MORREM AS LOJAS MAÇÔNICAS ?


As Lojas Maçônicas morrem pela observância/inobservância de quaisquer das ações e atitudes seguintes:

01. Por não se freqüentar os seus trabalhos;
02. Pela falta de energia do Ven:.;
03. Pela falta de atividade do Secr:.;
04. Pela falta de empenho do Tes:.;
05. Por não se chegar nunca na hora do início dos trabalhos;
06. Por não se querer aceitar cargos;
07. Por se estar sempre disposto a criticar e nunca disposto a fazer;
08. Por procurar-se encontrar sempre algum defeito nos trabalhos da Of:.;
09. Por desgostar-se em não ser indicado para integrar alguma Comissão;
10. Por não se desempenhar seu trabalho;
11. Por não se emitir opinião franca e leal sobre os assuntos consultados, e, criticar, depois, a alternativa seguida;
12. Por pensar e exteriorizar opinião que desabone oficiais e dignidades;
13. Por ser intempestivo, arrogante, vaidoso ao ponto de não reconhecer seus próprios erros;
14. Por fazer-se uso da palavra para agredir e tratar assuntos políticos e religiosos, proibidos em L:.;
15. Por acreditar-se perfeito, infalível e superior;
16. Por aspirar-se a todos os direitos e não se cumprir com os deveres;
17. Por não se praticar na vida profana a conduta que devemos ter com os IIrm:.;
18. Por não se respeitar as opiniões nem os direitos maçônicos e profanos, civis, econômicos e sociais, de todos os Irm:.

Com a colaboração do Irm:. Paulo Kettner, enviado por e mail. Clique para ler mais...
MAÇONARIA E RELIGIÃO

Enviado por e mail pelo Irm:. Paulo Kettner Clique para ler mais...