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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Iniciação na Maçonaria: O Início de uma Jornada Mística

Peça de Arquitetura


Por Irm.´. Luis Genaro L. Fígoli (Moshe)
Sobre o Livro “O Diário de Um Maçom” de Paulo Valzacchi

Apresentação

Garimpando minha biblioteca, encontrei um pequeno, mas interessante Livro, que havia tempo não lia, e me deparei com um capítulo que me chamou a atenção pela beleza plástica e profundidade de conceitos, dentro de uma aparente simplicidade. Uma reflexão se impõe antes de me debruçar sobre o assunto: é dentro de pedras aparentemente sem nenhum valor que encontramos uma joia. Precisamos lapida-la para encontra-la, e para isso precisamos de ferramentas, sendo que a principal é a sabedoria. Podemos ler muitas vezes um livro, uma frase ou um texto qualquer, mas para entendê-lo e decifrá-lo precisamos algo mais do que conhecimento e interpretação. Precisamos de sabedoria. É por isso que a cada leitura, a cada instrução que recebemos, sempre conseguimos ver outra faceta ou ângulo do assunto em questão. Esta é a beleza de nossa Filosofia.

Mas voltando ao Livro, trata-se de uma obra publicada pela editora Universo dos Livros, escrito por Paulo Valzacchi e o nome “O Diário de um Maçom”. O capítulo em questão é “O Início da Jornada Mística” que trata dos sentimentos havidos pelo escritor, quando fora iniciado nos Augustos Mistérios de nossa Ordem. Para quem já é iniciado na Maçonaria, encontrará certamente lembranças de sua própria iniciação, com todos os sentimentos que se projetam nesta belíssima cerimônia. Para quem não é iniciado, servirá como conhecimento superficial (sutil) da forma como na Maçonaria estudamos a filosofia.

Não farei a transcrição literal de todo o capítulo, mas pinçarei àquelas passagens mais interessantes e enriquecerei com comentários ou acréscimos meus. Espero que seja do agrado do leitor, assim como o foi para mim.


O INÍCIO DA JORNADA MÍSTICA

Após alguns anos, fui chamado para ir à Ordem Maçônica. Naquele dia eu estava ansioso e demasiadamente repleto de medo. Embora eu tivesse muito conhecimento sobre a Ordem, estava tomado por uma impetuosa sensação de insegurança, afinal não sabia o que estava por vir em sua íntegra. Eu havia seguido todos os pré-requisitos solicitados pelos irmãos da Loja, ou seja, de não me alimentar fartamente, de não comer carne, para manter minha vibração em uma sintonia positiva, de beber muita água e orar mais frequentemente, com a finalidade de aumentar minha luminosidade espiritual.

Fui recebido por um senhor de cabelos brancos, de voz mansa e ponderada, o que, de certa maneira, transmitiu-me segurança e tranquilidade. Conversamos por alguns minutos e suas palavras invadiram-me o espírito como uma forma de preparação pelos eventos que se seguiriam. Jamais poderei esquecer as palavras dóceis e sábias transmitidas por ele que abordaram a respeito da calma, da utilização dos sentidos, da espiritualidade de da confiança. Havia algo de sublime no ar, algo que as simples palavras não poderiam expressar.

Iniciar nos mistérios sagrados é algo que não ocorre somente no plano físico, como muitas pessoas imaginam. Existe algo mais complexo que transcende o significado físico para adentrar outras esferas, Em outras palavras: uma verdadeira viagem.
Minutos se passaram, e o senhor que havia me recepcionado levou-me ao interior do templo. Fui então conduzido por corredores imensuráveis, andando em voltas por muito tempo, como em um labirinto escuro e interminável. Toda a jornada foi silenciosa e parecia que deixava para trás toda uma vida de escuridão e desencontros, um círculo de conflitos.

Fui levado a uma pequena sala, simples e escura, onde havia apenas uma cadeira, uma mesa e uma lamparina. Observei e senti algo fúnebre no ar, pois notei que havia, no teto da sala, algumas pequenas cav.´. entalhadas, o que me levou a mais insegurança sobre os próximos atos.

Então comecei a ponderar sobre aquela visão. Eu estava realmente diante de uma reflexão profunda, a própria morte, e era nítido que naquele instante eu iria morrer, mas não fisicamente. Eu estava começando a entender algo primordial. Não sobre a morte, mas sobre a vida.

Todos nós teremos de passar por essa transição. Aliás, esta é a única certeza que temos sobre a nossa vida, ou seja, o rito de passagem da vida para a morte.

Certamente a grande lição é que tudo no mundo é extremadamente efêmero, tudo muda em fração de segundos, o universo é dinâmico, existe apenas o agora, o passado acabou de ficar para trás e o futuro é realmente incerto.

Um dos obstáculos que se apresentam constantemente em nossas vidas é a recorrência do passado. As viajarmos mentalmente através do tempo, migramos diretamente ao passado doloroso, como um replay do sofrimento e dos erros, que, ao invés de nos fortalecer com as experiências ocorridas, nos prende a uma teia de hesitação, e dessa maneira limita nossos passos.

Não somos capazes de nos libertarmos do nosso passado, mas poderemos conseguir que ele não se torne um fantasma que assombre nossa vida.

Como fazer isso?

Esteja sempre querendo alcançar o desenvolvimento, É claro que às vezes precisamos dar uma parada, para nos orientarmos, mas isso não significa que devemos ficar estacionados, pois isso seria negar a própria vida. Naqueles instantes que se seguiram sobre a luz tênue da lamparina, dentro de mim brotou um silencio avassalador, mas a minha mente continuava frenética, buscando por respostas. Senti-me muito pequeno, lembrei-me de todos os meus apegos materiais, e como somos apegados as coisas, apegados ao carro, onde um pequeno risco na pintura pode acabar com a harmonia de nosso dia, apegados ao dinheiro, como a falta dele nos desequilibra, apegados às paixões transitórias, ao sexo fortuito e ao pessimismo, somos criaturas que, via de regra, não sabemos o que queremos. Quantas vezes naquele recinto me perguntei sobre o que realmente queria? Esta é uma pergunta que ajuda a nos desvencilharmos de todas as ilusões, pois percebemos que temos tudo, que toda a felicidade está a nosso lado, mas não compreendemos isso.

Lembrei-me das pessoas dizendo aquela famosa frase: “Eu era feliz e não sabia”.

Essa é a grande verdade, você é feliz, eu sou feliz, mas iremos apenas a nos dar conta dessa felicidade daqui a alguns anos. Percebemos, então, que já e tarde demais e precisamos começar já a realizar as verdadeiras mudanças, hoje, agora!

Jamais poderia imaginar que ficar em silêncio por algumas horas poderia me levar a tantas conclusões, afinal, estamos sempre com pessoas a nosso lado, sempre ruminando, conflitando as ideias, subordinados a uma gritaria interior. Tenho certeza, o silêncio pode nos deixar loucos por não estarmos acostumados a ele. Foi somente com o passar dos anos que aprendi que o silêncio é uma forma poderosa de meditação e eu tenho a convicção de que ele pode lhe ajudar muito, afinal, com o tempo, quando ensinamos a nossa mente a morar no silêncio, toda a gritaria se dissipa e é possível ouvir uma voz refinada, uma voz que pode guiar seus passos por um caminho seguro: a intuição.

Neste momento precisamos estabelecer uma diferença na forma de agir de homens e mulheres. As mulheres naturalmente tem a capacidade de intuir, pois são dotadas deste sentido sutil (6° sentido). Não fazem nenhuma força ou meditação, é extremadamente natural que consigam enxergar com os olhos que vêm e enxergam. O homem, pragmático por natureza, não desenvolveu esta capacidade. Como diz John Gray em seu Livro “Os homens são de Marte e as mulheres de Vênus”, provavelmente, estas capacidades foram adquiridas e desenvolvidas quando o gênero humano ainda estava nas cavernas. O homem precisava combater para proteger sua prole, caçar e pescar para alimentá-la (daí o desenvolvimento da força, destreza, agilidade, sentido de direção e pragmatismo), enquanto as mulheres permaneciam nas cavernas, em sociedade, cuidando, alimentando e protegendo a prole e sociabilizando-se com as demais famílias. Daí a facilidade de comunicação e o desenvolvimento da intuição (para saber, por exemplo, quando seus bebês estavam com fome, frio, doentes, etc.). Nós homens, quanto temos problemas para resolver (inclusive de conflitos internos) entramos em nossa “caverna” para buscar a solução. Não queremos conversar, sociabilizar o problema. A solução está “dentro” de nós e precisamos do silêncio para “despertar” a nossa intuição. Já as mulheres, “contrario senso”, como a sua intuição sempre mostra o caminho, precisam, por natureza, conversar sobe o problema, pois apesar de intuitivas tem pouco senso prático, pincipalmente em se tratando de relacionamento social.

É para despertar a consciência, ou a intuição, que o Apr.´. M.´. deve primar pelo silêncio. O estado de meditação é o mais propício para poder absorver estados mais sutis da consciência e ingressar na subconsciência, onde encontramos as respostas para uma série de indagações sobre a nossa natureza. Em silêncio, em profunda meditação, conseguimos aquietar nossa mente e nosso espírito, desabrochando uma série de experiências que são únicas e somente alcançadas através desse caminho.


Dentro de cada m de nós há uma luz poderosíssima, mas é preciso estar “acordado” para fazer uso dela; se dormir, ou seja, se a consciência não estiver “desperta”, será igual aos homens que estão há milhares de anos adormecidos. Viverá da mesma maneira que eles, nas trevas. Mas, ao despertar do sono profundo, alcançará a graça da felicidade.

Após algum tempo em que minha mente começou a silenciar-se, detive-me a olhar a chama da lamparina e lentamente fui me sentindo diferente, calmo, tranquilo e relaxado. Eu sabia que aquele exercício era realizado pelos rosa-cruzes, para treinar a concentração, mas diante de toda aquela atmosfera algo maior aconteceu: eu estava integrado ao fogo da chama e tudo ao meu lado começou lentamente a desvanecer, eu simplesmente não conseguia observar o ambiente físico. Teria eu perdido a razão, a lógica ou a visão?

Era certo que a chama que havia eliminado a minha visão colocou-me em um estado único de percepção aguçada, e naquele instante (quando o meu guia entrou na sala) eu estava pronto para iniciar a grande jornada mística.

- Levante-se e siga-o, disse-me a intuição.

O guia não poupou palavras e me passou um ensinamento fundamental:

- A calma é dos atributos especiais das pessoas sensatas, afinal ela é o tempo específico para que tudo passe pelo crivo da razão antes de chegar à ação. Manter-se neste estado é indispensável em momentos de crise e, uma vez nesse estado e colhendo os frutos dessa sabedoria, você terá alcançado o sucesso.

Bibliografia:
- Valzacchi, Paulo – O Diário de um Maçom – Editora Universo dos Livros, 2008;
- Gray, John – Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus – Editora Rocco, 1997;
- Wikipédia.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

A COMPARISON OF THE BIBLICAL AND MASONIC ACCOUNTS OF THE BUILDING OF KING SOLOMON'S TEMPLE

by Bro. Terence Satchell
Mt. Rushmore Lodge #220
Grand Lodge of South Dakota


Resumo: "Apresenta um estudo comparativo entre a lenda da construção do Templo de Salomão, como descrito na Bíblia e como é descrito em nossa lenda Maçônica".

The paper offers a comparison between the account of the building of King Solomon's Temple in Masonic Ritual and the accounts given in the Old Testament of the Bible. Its intent is to condense the information regarding the adaptation of the story of King Solomon's Temple in Masonic Ritual into one paper so that Masonic Brethren can study and compare the two accounts more easily. It concludes that while many similarities between the Biblical and Masonic account of this event exist, there are also some discrepancies.

Introduction

Once upon a time, when I was receiving the three degrees of Masonry, an old friend informed me that everything in the Masonic ritual could be found in the Bible. He was right, much of what is found in the ritual may be discovered in the Old Testament. However, the scriptures present two different accounts of that primary Masonic allegory: the building of King Solomon's Temple.

The two accounts of this temple's construction can be found in 1 Kings and 2 Chronicles. The historical accounts presented in both books are very similar. However, there are some discrepancies in some of the details of the story. For instance, it is common to find differences in the quantities presented in the two different accounts.

The discovery of Masonic ritual in scriptural readings has always been particularly fascinating to me. It is exciting to know a secret meaning regarding scripture, particularly when surrounded by those unaware of its relevance to the private order of Freemasonry. However, it is surprising that many Masons never take the time to examine the information presented in Masonic rituals in its original context. It can be an enlightening experience to discover both the accuracy of Biblical accounts in Masonic ritual as well as discover the discrepancies between the Biblical and Masonic accounts of these events.

Both the Hebrew history found in the Old Testament and the Masonic ritual are subject to the errors of oral communication. The Old Testament was written down only after many years of oral communication which eroded the details of the original eye witness accounts. Likewise, Masonic ritual has been subject to errors of the same nature over time and the fact that the ritual has been continually revised and abridged for several centuries. Due to the presentation of the ritual by memory, the Masonic initiate may receive inaccurate information that he may never discover to be in error unless he conducts his own research on the subject.

This paper offers no new information or exciting conclusions. It is simply condensing information that is in many places into one to allow the Mason easy access to discover the story of King Solomon's Temple as told in the Bible. It will prove most enlightening if the reader keeps a translation of the Old Testament at hand so that Biblical references may be quickly accessed.

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this paper are the New International Version Study Bible edited by Kenneth Baker published by Zondervan Publishing House in 1995 and the Holy Bible King James Version published by Heirloom Bible Publishers 1988. The Masonic ritual used as a reference is the ritual authorized for use by the Grand Lodge of South Dakota.

Entered Apprentice Degree: Historical Lecture

The historical lecture found in the Entered Apprentice degree seeks to use the historical accounts found in the Hebrew traditions to rationalize the events which occur in the first degree. The first reference to King Solomon's Temple in this lecture regards the fact that the stones taken from the quarry were properly hewn and squared at the quarry and not at the construction site at the temple.

“You were divested of all metals for two reasons: First that you might carry nothing offensive or defensive into the Lodge; second, at the building of King Solomon’s Temple, there was not heard the sound of an ax, hammer, or any tools of iron. The stones were all hewn, squared and numbered at the quarries where they were raised...”

Indeed, this can be found in the 1 Kings account of the construction of King Solomon's Temple. 1 King 6:7 reads, “In building the temple, only blocks dressed at the quarry were used, and no hammer, chisel or any other iron tool was heard at the temple site while it was being built.” Therefore, this fact is taken directly from the Old Testament. The following excerpt from the first lecture of the Entered Apprentice degree explains the method by which the lumber for the temple was transported to Jerusalem.

“The timbers felled and prepared in the Forests of Lebanon. conveyed by sea in floats to Joppa, thence by land to Jerusalem, where they were set up with wooden mauls prepared for that purpose; and when the building was completed, its several parts fitted with such exact nicety, that it had more the appearance of the handy-work of the Supreme Architect of the Universe than of human hands.”

This part of the historical account may be found in King Hiram's response to King Solomon in 1 Kings 9:9. The final sentence of this excerpt from the ritual appears to be an addition designed to glorify the workmanship of the craftsmen which labored on the temple. Perhaps it is meant to stress the importance of the symbolic lessons which can be learned from the building of King Solomon's Temple.

The historical lecture of this degree refers to the Mason's apron with the following statement:

"You were presented with a lamb-skin or white leather apron, because the lamb has, in all ages, been deemed an emblem of innocence; he therefore, who wears the lamb-skin as a badge of a Mason is thereby continually reminded of that purity of life and conduct, which is so essentially necessary to his gaining admission to that Celestial Lodge above, where the Supreme Architect of the Universe presides.”

This makes no mention of any Biblical reference, which indicates that the wear of the apron by speculative Masons as well as the manner in which the apron in worn is in fact a Masonic invention. The ritual of the first section of the degree supports this by saying that “Masonic tradition informs us that at the building of King Solomon’s Temple, the workmen were known or distinguished by the manner in which they wore their aprons.” Indeed, an examination of the accounts of the construction of King Solomon's Temple shows that the apron of the craftsmen is never mentioned.

The lecture also contains two other statements that appear to have no Biblical basis. First, the lecture states that guards were placed at the east, south, and west gates of King Solomon's Temple. No mention of these gates is made in the accounts of King Solomon's Temple provided in scripture. The lecture also mentions that the first stone of the foundation of a building is placed in the northeast corner. No Biblical account of the building of the temple mentions the placement of the first stone and therefore this statement is derived solely from the tradition of operative Masons.

Entered Apprentice Degree: Illustrated Lecture

The second lecture in the first degree is said to relate more particularly to the lodge. It is no surprise then, that its contents relies heavily on the Biblical account of King Solomon's Temple in order to rationalize the forms, supports, covering, furniture, ornaments, lights, and jewels found in the lodge.

It is said that the “form of the Lodge is an oblong square, extending from East to West and between the North and South, from the center to the surface, and from the earth to the highest Heaven.” The information regarding the shape and orientation of the lodge does indeed originate from the Biblical accounts of King Solomon's Temple. The measurements of the temple in the Old Testament say that it was “sixty cubits long, twenty wide and thirty high (1 Kings 6:2).” 2 Chronicles gives the same dimensions for the length and width of the building. Therefore, the shape would be an oblong square or rectangle. The orientation of this building requires a study of the pillars at the entrance of the temple. While these pillars will be discussed in more detail in the section pertaining to the Fellowcraft degree, it is necessary to have a brief discussion of their position hear to prove the lodge's orientation.

The New International Version of the Bible states that “He erected the pillars at the portico of the temple. The Pillar to the south he named Jakin and the one to the north Boaz (1 Kings 7:21).” However, this does not clearly define which way the temple was oriented. Luckily, the King James Version provides some light to this confusion. The same verse in the King James Version reads “And he set up the pillars in the porch of the temple: and he set up the right pillar, and called the name thereof Jachin: and he set up the left pillar and called the name therof Boaz.” So the north pillar was also the left hand pillar which means that the temple did face the east. The ritual states that the temple faces east because it was modeled based on the tabernacle. While this is a likely assumption, the idea that the temple was built based on the tabernacle is not expressly written in the Old Testament.

The illustrated lecture specifies the ornaments of the lodge as the mosaic pavement, indented tessel, and blazing star. The blazing star is stated in the ritual as being a Masonic symbol. However, the ritual says that, “ The Mosaic Pavement is a representation of the ground floor of King Solomon’s Temple; the Indented Tessel, of the beautiful tessellated borders or skirting which surrounded it.” In 1 Kings 6:15, the New International Version of the Bible specifies the flooring for the ground floor of the temple as pine and the King James Version specifies fir as the flooring of choice. However, in the opening of lodge Entered Apprentice, the Senior Warden says that he was made an Entered Apprentice “In a regularly constituted Lodge of Entered Apprentices, duly assembled in a room or place representing the ground floor of King Solomon’s Temple.” So the comparison of the flooring of the lodge to the flooring of King Solomon's Temple is probably a statement which means that a lodge of Entered Apprentice represents the ground floor of King Solomon's Temple and the word 'mosaic' has nothing to do with the actual flooring of the temple.

The indented tessel is an adaptation of the description of the temple given in the Old Testament. 1 Kings 6:15 says, “He lined its interior walls with cedar boards, paneling them from the floor of the temple to the ceiling...” Verse eighteen of the sixth chapter of 1 Kings says that, “The inside of the temple was cedar, carved with gourds and open flowers.” This would indicate that the walls were decorated. So the statement “the Indented Tessel, of the beautiful tessellated borders or skirting which surrounded it,” is referring to the decorated walls found in the temple.

The final specific reference to the actual construction of King Solomon's Temple in the first degree refers to the lights of the lodge. Masonic ritual states that “A Lodge has three lights, situated East, West and South – none in the North, because of the situation of King Solomon’s Temple, that having been situated so far north of the elliptic, that the sun or Moon at meridian height could dart no ray of light in the north part of it.” The temple did have windows as specified in 1 Kings 6:4. However, this excerpt from the ritual deals with the geographic location of King Solomon's Temple. The temple was built at Jerusalem. Geographically, Jerusalem is positioned north of the equator as well as north of the Tropic of Cancer. Therefore, the sun or moon would never be positioned north of the temple and no light would ever enter directly through the windows on the north side of the temple, even at meridian height.

Fellowcraft Degree: Middle Chamber Lecture

The Middle Chamber Lecture is littered with references to King Solomon's Temple. The first reference to the construction of King Solomon's Temple details the working habits of the craftsmen who built the temple. The ritual says “ They worked six days before receiving their wages, but did not work on the seventh, for in six days God created the Heaven and the earth, and rested upon the seventh day.” This is doubtlessly a reference to the fourth commandment which reads “Remember the Sabbath day by keeping it holy. Six days you shall labor and do all your work, but the seventh day is a Sabbath to the Lord your God (Exodus 20:8).” As this commandment was Jewish law at the time of the building of King Solomon's Temple, it is certain that the craftsmen conformed to this regulation.

The next section of the Middle Chamber lecture gives a detailed description of the pillars at the entrance of King Solomon's Temple. The ritual states:

“The first thing that attracts your attention, as we advance, is a representation of two brazen pillars, one on the left hand, the other on the right. The one on the left hand is called BOAZ and denotes strength; that upon the right is called JACHIN, and denotes establishment; together, they allude to a promise made by God to David that in strength would He establish his kingdom. The pillars which these represent were cast in the clay grounds on the plains of Jordan, between Succoth and Zeredatha where all the Holy Vessels for King Solomon’s Temple were cast, by one Hiram, a widow’s son, of the tribe of Napththali”

The King James Version of the Old Testament affirms the name and position of the pillars in 1 Kings 7:21. The the word Jachin is defined as he establishes and the word Boaz is defined as in him is strength in the notes found in New International Version of the Bible. This is said to allude to a promise made by God to David. This can be found in the seventh chapter of 2 Samuel. While the specific phrase “in strength would He establish his kingdom” does not appear, the chapter features the promise which the Lord made to David. The Lord reminds David of the strength that he has provided by cutting off David's enemies and making him king. Therefore, the Lord would indeed establish a kingdom for David and David would build him a “house of cedar.” This is obviously a reference to King Solomon's Temple and serves well to tie the meaning of the pillars into the story. However, nothing is mentioned in the books of 1 Kings and 2 Chronicles of the pillars' allusion to this promise. It is therefore a Masonic conjecture.

The Old Testament confirms the location and manner of the pillars' construction. 1 Kings 7:46 reads, “The king had them cast in clay molds in the plain of the Jordan between Succoth and Zarethan.” In the King James Version, 2 Chronicle 4:17 describes the location as being between Succoth and Zeredathah. Therefore, the various spellings of this place can be attributed to different translations. The pillars were cast in this location along with a number of other items that were created to adorn the temple.

The builder of the pillars was a man named Hiram. 1 Kings 7:13-14 says “King Solomon sent to Tyre and brought Huram, whose mother was a widow from the tribe of Naphtali and whose father was a man of Tyre and a craftsman in bronze.” The 2 Chronicles account of this bronze worker describes him as Huram Abi and of his lineage it says “Whose mother was from Dan and whose father was from Tyre (2 Chronicles 2:14).” It is interesting to note that the Danites were located near the Sidonians, a Phoenician people (Judges 18:7). This would make the widow's relationship to a man of Tyre very reasonable. However, she could have been a member of the Tribe of Naphtali living in Dan. It is an interesting conflict between the two accounts with no absolute explanation to be found in scripture. The account of the man named Hiram in 2 Chronicles expands the breadth of his expertise. King Hiram says of the craftsman, “He is trained to to work in gold and silver, bronze and iron, stone and wood, and with purple and blue and crimson yarn and fine linen. He is experienced in all kinds of engraving and can execute any design given to him. He will work with your craftsmen and with those of my lord, David your father.” Therefore, Hiram was a jack of all trades, he was the artificer designated to craft all of the decorative adornments for the temple.

The pillars are described in detail in the Masonic ritual. The following excerpt is the Masonic account of the appearance of the pillars.

“They were cast hollow, the better to serve as a safe repository for the archives of Masonry against all inundations and conflagrations. They were thirty five cubits in height, twelve in circumference, or four in diameter, to which were added chapiters of five cubits each making in all forty cubits. These chapiters were adorned with lily work, net-work and pomegranates, denoting peace, unity and plenty. The lily, from its purity and the retired situation in which it grows, denotes peace; the net- work, from the intricate connection of its parts, denotes unity; and the pomegranate, from the exuberance of its seeds, denotes plenty. The chapiters were further adorned with pommels on the top representing globes, which denote Masonry universality.”

No mention is made in the Bible of the pillars being cast hollow. This would make sense because the large pillars would be far more expensive and would be of an incredible weight if they were not cast hollow. However, the phrase “the better to serve as a safe repository for the archives of Masonry” indicates that this is a Masonic assumption on the construction and purpose for the pillars. There is certainly no mention made of any archives deposited into the pillars.

The Old Testament features conflicting accounts of the height of the pillars. The King James Version of 2 Chronicles 3:15 says “Also he made before the house two pillars of thirty and five cubits high, and the chapiter that was on the top of each of them was five cubits.” However, in 1 Kings the pillars are said to be “each eighteen cubits high and twelve cubits around, by line. He also made two capitals of cast bronze to set on the tops of the pillars; each capital was five cubits high (1 Kings 7:15-16).” No conflict ever arises around the measurement of the diameter of the pillars.

It is interesting to note that the New International Version states that the pillars “together were thirty-five cubits.” The notes of that text point out that the word 'together' was added to reconcile the difference in the measurements of the two versions. This is doubtlessly only speculation on the true value of the measurements as two different quantities are provided in scripture. Yet another different account of the dimensions of the pillars exists. In 2 Kings 25:17, the height of the capitals are given as three cubits in the King James Version. Stranger still, the New International version lists the measurements given in 2 Kings in feet, although the measurements given in this version are the correct size. The New International Version of the Bible does not give a conclusive answer to who authored these books. However, this version does say the books of 1 Kings and 2 Kings are actually part of the same work which indicates that they had the same author. While the tradition of communicating history orally was common at this time, it is certainly odd that one author would provide two different measurements of these pillars. The true dimensions therefore, are unknown.

The chapiters were adorned with lily work, net work, and pomegranates. 1 Kings 7:17-19 mentions these three types of adornments found on the chapiters. However, 2 Chronicles 3:16 makes no mention of lilies on the chapiters. This discrepancy may be attributed to the fact that the two books were created from two different oral accounts of the temple. The meanings attributed to these adornments are Masonic in origin. Scripture describes the shape of the chapiters as “bowl shaped(1 Kings 7:41).” This indicates that the pillars perhaps supported a roof and did not terminate in the spherical globes mentioned in Masonic ritual. The ritual says that, “These globes are two artificial spherical bodies, on the convex surfaces of which are represented the countries, seas, and various parts of the earth, the face of the Heavens, the planetary revolutions, and other important particulars.” There is absolutely no evidence in the Old Testament that there were representations of the globe or the celestial bodies on the pillars built by the widow's son.

After learning about the pillars at the entrance of the temple, the lecture proceeds to discuss a winding staircase consisting of three, five, and seven steps. If one reads the account of the temple in the New International Version, he may well be confused as to where the Bible speaks of the winding stairs. This version mentions only a stairway which led from the ground floor to the middle level. However, in the King James Version, the winding stairs can be found. 1 Kings 6:8 says, “The door for the middle chamber was in the right side of the house: and they went up with winding stairs in into the middle chamber, and out of the middle chamber into the third.” No mention is made anywhere in the Bible of the stairway consisting of three, five, and seven steps. This is a Masonic addition and a number of articles have been written on the meaning of these numbers. This paper will not attempt to address the symbolism of the number of steps because that explanation requires a volume of its own.

At this point, it is necessary to explain the arrangement of the floors King Solomon's Temple. The New International Version of the Bible provides an explanation of the arrangement of the temple which can be difficult to compare with Masonic teachings. The King James Version provides an easier text for which the arrangement of the temple in Masonic ritual may be studied. Chapter 6 of 1 Kings explains the arrangement thus:

“And against the wall of the house he built chambers round about, against the walls of the house round about, both of the temple and of the oracle: and he made chambers round about: The nethermost chamber was five cubits broad and the middle was six cubits broad, and the third was seven cubits broad: for without in the wall of the house he made narrowed rests round about, that the beams should not be fastened in the walls of the house...The door for the middle chamber was in the right side of the house: and they went up with winding stairs into the middle chamber, and out of the middle into the third.” (1 Kings 6:5-8)

The 'house' is the inner sanctuary of King Solomon's Temple, or the Sanctum Sanctorum. The ground floor and middle chamber which are referred to in the Masonic degrees were actually side chambers built around the Sanctum Sanctorum. There were three levels of outer chambers. The ground floor and the middle chamber are mentioned in Masonic ritual and the third floor is neglected.

The next part of the lecture is a journey through the inner and outer doors of the middle chamber. From the earlier discussion on the orientation of the temple, it is understood that the direction referred to as 'right' in the King James Version is the southern direction. Therefore, the entrance to the outer door was situated in the south and corresponds with the Junior Warden's station as the representation of the outer door as his station resides in the south. Judging from scripture, it would appear that the discussion of the outer door should come before the section on the winding staircase. No discussion of an inner door takes place in scripture and therefore it is Masonic tradition that it exists at the west side of the chamber.

When in the chamber, the recipient of the lecture receives the wages of a Fellowcraft: corn, wine, and oil. This comes from the agreement made between King Solomon of Israel and King Hiram of Tyre. King Hiram says to Solomon, “Now let my lord send his servants the wheat and barley and the olive oil and wine he promised (2 Chronicles 2:15).” While no mention of corn is made, it can be assumed that this was simply a substitution for wheat and barley as it is another staple grain. Therefore, the Masonic definition of the Fellowcraft's wages are indeed the same wages that the Old Testament confirms were given to the craftsmen at the temple.

The last mention of King Solomon's Temple in this lecture occurs during the discussion on the letter 'G' as the initial of geometry. This lecture mentions that King Solomon's Temple “ escaped not the unsparing ravages of barbarous force.” It is true that the temple was destroyed. 2 Chronicles 36:18-19 says, “He [Nebuchadnezzar] carried to Babylon all the articles from the temple of God, both large and small, and the treasures of the Lord's temple and the treasures of the king and his officials. They set fire to God's temple and broke down the wall of Jerusalem; they burned all the places and destroyed everything of value there.”

Master Mason Degree: The Hiramic Lesson

This paper will not cover the Hiramic Legend of this degree, because it is just that: a legend. The historic lecture also summarizes this story. The proof that it is only a legend can be found in the Biblical account of the construction of King Solomon's Temple. The historic lecture begins by stating that Hiram, the craftsman, was killed prior to the completion of the temple. However, this is not in agreement with the Old Testament. Both 1 Kings and 2 Chronicles state that Hiram completed the work that he had undertaken for King Solomon in 1 Kings 7:40 and 2 Chronicles 4:11. The details pertaining to his assassination are entirely Masonic in origin.

Master Mason Degree: The Illustrated Lecture

The introduction of this lecture deals specifically with the building of King Solomon's Temple. The ritual says that, “This magnificent structure was supported by 1453 columns and 2906 pilasters, all hewn from the finest Parian marble.”

Scripture is silent on the number of columns and pilasters and the belief that Parian marble was used is certainly perplexing. Parian marble comes from Paros and would require a long voyage across the seas to be delivered to Jerusalem.[1] The Old Testament speaks only of the transportation of the lumber from Lebanon. Such a great undertaking as importing marble from Paros would be a point of pride and it is odd that such a detail is not included in the Hebrew traditions. Therefore, this belief is a Masonic development.

The lecture gives the following numbers for the workers at the temple: There were employed in this building, 3 Grand Masters, 3,300 Masters or overseers of the work, 80,000 Fellow Crafts, and 70,000 Entered Apprentices, or bearers of burdens.” While the three Grand Masters are not specifically referred to with that title in the Bible, King Solomon of Israel, King Hiram of Tire, and Hiram Abif are the three main characters in the construction of King Solomon's Temple. It is interesting to note that King Solomon was a Jew, King Hiram a Phoenician, and Hiram Abif a man of mixed birth (as discussed earlier in the paper). This lays the foundation for the idea that Masons need only to believe in a Supreme Being and not in a specific doctrine. Because at least one man (and probably two, depending on which of his parent's religions Hiram Abif accepted) who was intimately involved in building King Solomon's Temple was not a Jew, it would be absurd for Masons to limit their membership to one religious discipline when the allegory which they base their order on contains men of different religions. Also, three different nationalities of men were employed as craftsmen during the project. 1 Kings 5:18 says, “The craftsmen of Solomon and Hiram and the men of Gebal cut and prepared the timber and stone for the building of the temple.” So the construction of the temple was certainly a multicultural affair. This certainly provides an excellent allegory on which the universal Brotherhood of Masonry can base its teachings.

The book of 1 Kings confirms the number of Master Masons, Fellowcrafts, Entered Apprentices employed during the building of the temple. 1 Kings 5:15-16 reads, “Solomon had seventy thousand carriers and eighty thousand stonecutters in the hills, as well as thirty-three hundred foremen who supervised the project and directed the workmen.” 2 Chronicles gives thirty-six hundred as the number of Master Masons employed. This is doubtlessly an error from passing the tale through oral communication.

Conclusion

The Masonic account of the construction of King Solomon's Temple presents an interesting weave of Biblical information and Masonic tradition. If a Mason took the ritual at its word and assumed that it borrowed only from the Old Testament and never invented any part of the story to enhance its symbolic meaning, he would be quite mistaken. While the ritual borrows liberally from the scriptural accounts of the project, it definitely invents a number of facts relating to the building of the temple.

However, despite the discrepancies between Masonic ritual and the Bible, perhaps the most intriguing information presented by the Biblical account of King Solomon's Temple is the universal nature of the group of craftsmen who constructed the building. More than one-hundred fifty thousand men are said to have labored on the temple. These men were of different races and creeds and constituted the craft which symbolizes our modern Masonic assemblies. They were united to build a temple to Deity, one that would become the envy of architects. It appears that perhaps the modern craft and that ancient assembly weren't so different after all.

[1] Parian Marble, Wikipedia, http://en.wikipedia.org/wiki/Parian_marble.

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Espaço do Maçom no Mundo


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

CONHECIMENTO E SABEDORIA

Na Filosofia e na doutrina Maçônica


Por Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)

Nos conceitos de Conhecimento e Sabedoria encontramos uma dicotomia, nem sempre muito esclarecida nas hostes de nossa Instituição, nas Instruções ou em trabalhos realizados pelos nossos IIrm.´. e, frequentemente, uma confundida com a outra como se sinônimos fossem.

Um Maçom deve ter Conhecimento ou Sabedoria??? Qual a diferença entre as duas?? O que é mais importante??? Podemos ter Sabedoria, sem Conhecimento?? E vice-versa??.
Eis o que pretendemos perscrutar com este Artigo.

Em princípio, conhecimento e sabedoria, conhecer e saber, são noções que podem ser confundidos. Com efeito, conceitualmente falando, ter o conhecimento é ter noção, informação, saber. Por outro lado, ter sabedoria é ter grande conhecimento, erudição, prudência, moderação, temperança, sensatez, reflexão (conceitos dados pelo “Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa”, 2ª ed., Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, pág. 454 e 1.530/1.531).

Ainda na Wikipédia, conceitua-se Conhecimento como o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma coisa, como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato (obter informação); saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento). O tema "conhecimento" inclui, mas não está limitado a, descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são ou úteis ou verdadeiros. O estudo do conhecimento é a Gnoseologia(1). Hoje existem vários conceitos para esta palavra e é de ampla compreensão que conhecimento é aquilo que se sabe de algo ou alguém. Isso em um conceito menos específico. Contudo, para falar deste tema é indispensável abordar dado e informação.

Também é importante definir Dado e Informação.

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Dado é um emaranhado de códigos decifráveis ou não. Em bruto são um conjunto de números, caracteres, imagens ou outros dispositivos de saídas para converter quantidades físicas em símbolos, num sentido muito extenso.

Informação é o resultado do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema (pessoa, animal ou máquina) que a recebe. Informação vem do latim “informatio onis”, ("delinear, conceber idéia"), ou seja, dar forma ou moldar na mente, como em educação, instrução ou treinamento. Enquanto conceito, carrega uma diversidade de significados, do uso cotidiano ao técnico. Genericamente, o conceito de informação está intimamente ligado às noções de restrição, comunicação, controle, dados, forma, instrução, conhecimento, significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento.

Então, informação seria aquilo que se tem através da decodificação de dados, não podendo existir sem um processo de comunicação. Essas informações adquiridas servem de base para a construção do conhecimento. Segundo esta afirmação, o conhecimento deriva das informações absorvidas. Constroem-se conhecimentos nas interações com outras pessoas, com o meio físico e natural. Assim Conhecimento é aquilo que se admite a partir da captação sensitiva, sendo acumulável à mente humana. Ou seja, é aquilo que o homem absorve de alguma maneira, através de informações que de alguma forma lhe são apresentadas, para um determinado fim ou não. O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade. Tanto os conhecimentos como a informação consistem de declarações verdadeiras, mas o conhecimento pode ser considerado informação com um propósito ou uma utilidade.

Associamos Informação à semântica (2) . Conhecimento está associado com pragmática (3) , isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no "mundo real" do qual temos uma experiência directa.

Como vimos Informação não pode existir sem um Processo de Comunicação.

Por sua vez, podemos conceituar a Comunicação como o trabalho de formação de uma consciência por meio da utilização de meios acessíveis à percepção sensorial (4) . Os modelos de comunicação podem se diferenciar de acordo com os participantes, que podem possuir consciência individual ou coletiva, ou os conteúdos a serem comunicados e a duração da comunicação(5). O riso e o choro são, por exemplo, formas de comunicação ópticas que nascem com os indivíduos, sendo uma expressão visível no rostro, não necessáriamente aprendidas. Quanto a outros gestos, aparentam serem símbolos culturais, cuja utilização passa a ser adquirida no trasncorrer da vida.

A língua é um sistema de sistemas acústicos e a escrita um sistema de sinais ópticos que reproduz um sistema de sinais acústicos. A linguagem humana, escrita ou falada, é formada de valores simbólicos, imagens, idéias, emoções, sonoridades, grafismos, servindo de expressão de pensamentos e sentimentos. É a maneira utilizada pelos homens para se comunicarem entre si e com a divindade. Simboliza o Verbo, a Inteligência e a Vontade Divina da Criação, pos o mundo é o resultado da Palavra Divina.

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Ele estava no princípio com Deus.

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai".
João 1:1,2,3,14


A linguagem (fundamental no Processo de Comunicação e no Conhecimento) é o símbolo da vontade Criadora de Deus, da revelação primordial do Conhecimento e da Sabedoria, o que leva o ser humano a buscar a palavra perdida (6) , ou a primeira revelação feita com a língua primordial que, segundo a tradição muçulmana, seria a língua siríaca ou solar.

O Conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, idéias e conceitos o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma atividade intelectual através da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa.

A definição clássica de conhecimento, originada em Platão (7) , diz que ele consiste de crença verdadeira e justificada. Aristóteles (8) divide o conhecimento em três áreas: científica, prática e técnica.

Segundo o modelo de Platão, o homem teria um conjunto de Crenças (dogmas) que se cotejadas com a Verdade, é àquelas que fossem verdadeiras, representariam as “Crenças Verdadeiras” entre as quais estariam as “Justificadas” das quais derivariam o Conhecimento.

E quanto à caracterização filosófica da Sabedoria?

Sabedoria (em grego "sofía") é o que detém o "sábio" (em grego "sofós"). Desta palavra derivam várias outras, como por exemplo, "amor à sabedoria" (filos/sofia). Há também o termo “Phronesis” - usado por Aristóteles na obra Ética a Nicômaco para descrever a “sabedoria prática”, ou a habilidade para agir de maneira acertada.

É um conceito diferente de "inteligência" ou de "esperteza".

Inteligência (9)(do Latim intellectus, de intelligere = inteligir, entender, compreender. Composto de íntus = dentro e lègere = recolher, escolher, ler) pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender. Embora pessoas leigas geralmente percebam o conceito de inteligência sob um escopo muito maior, na Psicologia, o estudo da inteligência geralmente entende que este conceito não compreende a criatividade, o caráter ou a sabedoria. Conforme a definição que se tome, pode ser considerado um dos aspectos da personalidade.

Já Esperteza pode ser definida como agudeza ou sutileza nas ações.
Mesmo para "Sophia" há conceitos diferentes: muitos fazem distinção entre a "sabedoria humana" e a "sabedoria divina" (Teosofia (10)).

Sabedoria humana seria a capacidade que ajuda o homem a identificar seus erros e os da sociedade e corrigi-los. Sabedoria divina seria provavelmente a capacidade de aprofundar os conhecimentos humanos e elaborar as versões do Divino e questões semelhantes.

Sabedoria é a utilização do conhecimento na construção da felicidade.

Na Bíblia Sagrada pode-se encontrar, dentre muitos outros, os seguintes versículos referentes à sabedoria:

"Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada." (Tiago 1:5)
"Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro". (Prov. 3:13-14)
“Quem é como o sábio? e quem sabe a interpretação das coisas? A sabedoria do homem faz brilhar o seu rosto, e com ela a dureza do seu rosto se transforma.” (Eclesiastes 8:1)


Pois bem, claramente percebem-se semelhanças no conceito dessas palavras, o que acarreta no emprego indiscriminado de ambas sem a distinção do conceito intrínseco de cada uma. Porém, existe uma distinção entre elas que muda totalmente o sentido da frase onde são colocadas.

Conhecimento é ter informação, noção ciência de algo ou alguma coisa. É conhecer alguma técnica ou ciência, diferencia-la de outras técnicas ou ciência, ser versado por essa técnica ou ciência. No entanto, o simples fato de conhecer uma dada informação não implica em ser aquilo que se conhece. É ter acesso àquele dado, e até mesmo procurar aplicá-lo, mas sem se tornar aquele conhecimento. Em síntese, o Conhecimento não está dentro do conhecedor, mas é apenas algo que pode ser acessa empregado, usado por ele.

Por outro lado, a Sabedoria é igualmente ter grande conhecimento, erudição, prudência, moderação, temperança, sensatez, reflexão, mas com uma característica diferente. A Sabedoria pressupõe não só ter o Conhecimento, mas também saber como utilizar esse conhecimento, não só em ocasiões especiais, mas em todos os fatos da vida. Ou seja, Saber não é apenas ter conhecimento, mas é SER o Conhecimento. E aqui reside a diferença entre Conhecimento e Sabedoria, pois a Sabedoria pressupõe não só o Conhecimento, mas a transformação daquele que conhece na própria imagem da Sabedoria, a representação desse Saber.

E é aplicando esses conceitos na vida que poderemos distinguir se a pessoa tem conhecimento ou é a sabedoria. É evidente que conhecer algo é importante, pois se pode aplicar esse conhecimento em determinado campo de saber humano. No entanto, o mais importante é saber, ou seja, é tornar-se esse conhecimento, é transformar a sua vida a imagem da própria sabedoria.

E o que fazemos com as lições que a vida nos oferece? Apenas tomamos conhecimento dela e seguimos ou passamos a reconhecê-la, aplicá-la e vivê-la?

Na Maçonaria aprendemos que o Maçom tem, como glorioso papel, o de Construtor Social. Somos recebidos como Pedra Bruta para que em nosso ser moral, façamos o desbaste das arestas e das asperezas que sobrevivam à Iniciação, para que nos tornemos elementos úteis à construção do edifício social que à Maçonaria compete erigir. Uma Moral em Ação como nós é instruída, com o fim de “dominar os corações mais rebeldes e mais inclinados para ao mal; moral que dá a cada um na proporção de seus direitos e de seus deveres”. Sendo Maçom conhecemos o Templo Simbólico e somos sabedores que ela não se constrói com pedras e madeiras, mas com Virtude, Sabedoria, Força, Prudência, Glória e Beleza.

Ainda, nos ensinam nossas Instruções, que o trabalho de um Maçom é “ conhecer-se e aperfeiçoar-se, a fim de que, livre dos preconceitos e vícios do mundo, possa aspirar o estudo da tradição e da história maçônica, cujos ensinamentos tem iluminado o Mundo”. Só então, “compreendereis à custa de quantas vidas se construiu o Edifício Moral da Maçonaria”.

Primeiro, conhecer-se, depois aplicar o conhecimento, com Sabedoria. Nesse mesmo diapasão, os filósofos Gregos ensinavam a necessidade do autoconhecimento para a sublimação:

"...Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses", estava inscrito no Templo em homenagem a Apolo em Delfos (11).

A nossa Filosofia se baseia na Sabedoria, que é, em suma, o Amor ao próximo.

É nesse sentido que somos Construtores Sociais, a nós próprios através do aperfeiçoamento moral, e ao próximo praticando a Tolerância e a Fraternidade, pilares do Amor incondicional ao ser humano, assim como o Mestre Jesus nos mostrou.

Como ensina João Francisco Guimarães, “Nesse panorama presente, como no passado, para que o gênero humano mantenha, no futuro, os preceitos do livre-arbítrio e crescimento, em seu próprio foro social e pessoal, bem como manter-se transformador e arquiteto de seu próprio destino – em um novo Humanismo redivivo, consentâneo com a realidade do tempo – a doutrina Maçônica aponta para a plena aderência aos seus preceitos milenares, conformada pela busca incessante do conhecimento”(12)

Prossegue “as cláusulas pétreas, tais como Tradição e Regularidade, são fontes perenes de Conhecimento e Sabedoria, conceitos abstratos que são capazes de resgatar e fortalecer os vínculos da atuação moderna da Ordem com os elementos mais puros que conformam sua gênese”(13).

O grande Irm.´. Walnyr Goulart Jacques em sua obra “Uma Loja Simbólica – Rito Escocês Antigo e Aceito” (14)nos apresenta uma fábula, de um encontro entre um Sábio e um Neófito, que dialoga muito com àquilo que elaboramos neste Artigo e que apresentamos como encerramento:

- “Filho, que vês diante de teus olhos?”.
- “Vejo o campo e as árvores”, respondeu.
- “Mas só isso, que está tão perto?” arguiu o Sábio.
- “Bem, vejo mais além, o mar e os montes” disse o Neófito.
- “Só isso, filho?”
- “Vejo também, as nuvens e o Céu” respondeu.
- “Nada mais consegues ver?” insistiu o Sábio.
- “Nada, Senhor”.
- “Meu Filho, se consegues ver só o que os teus olhos (conhecimento) alcançam, jamais conseguirás sentir o que é belo e que no se vê materialmente; precisarás de tempo e dedicação para, gradualmente, com observação, estudo e meditação, conseguires ver (Sabedoria) mais além do que teus olhos alcanças...aí estarás apto.”(15)


Referências:

1 - Gnoseologia - Gnosiologia (também chamada Gnoseologia) é o ramo da filosofia que se preocupa com a validade do conhecimento em função do sujeito cognoscente, ou seja, daquele que conhece o objeto. Este (o objeto), por sua vez, é questionado pela Ontologia que é o ramo da filosofia que se preocupa com o ser. Fazem-se necessárias algumas observações para se evitar confusões. A Gnoseologia não pode ser confundida com Epistemologia, termo empregado para referir-se ao estudo do conhecimento relativo ao campo de pesquisa, em cada ramo das ciências. A Metafísica também não pode ser confundida com Ontologia, ambas se preocupam com o ser, porém a metafísica põe em questão a própria essência e existência do ser. Em outras palavras, a grosso modo, a Ontologia insere-se na teoria geral do conhecimento, ou Ontognoseologia, que preocupa-se com a validade do pensamento e das condições do objeto e sua relação o sujeito Cognoscente, enquanto que a Metafísica procura a verdadeira essência e condições de existência do ser.
2 - A semântica (do grego derivado de sema, sinal) refere-se ao estudo do significado, em todos os sentidos do termo. A semântica opõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo é expresso (por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica cognitiva, por exemplo, estudam o mesmo fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes;
3 - Pragmática: é o ramo da linguística que estuda a linguagem no contexto de seu uso na comunicação. As palavras, em sua significação comum, assumem muitas vezes outros significados distintos no uso da língua e, mais recentemente, o campo de estudo da pragmática passou a englobar o estudo da linguagem comum e o uso concreto da linguagem, enquanto a semântica e a sintaxe constituem a construção teórica. A pragmática, portanto, estuda os significados linguísticos determinados não exclusivamente pela semântica proposicional ou frásica, mas aqueles que se deduzem a partir de um contexto extralinguístico: discursivo, situacional, etc;
4 - Queiroz, Álvaro de – Os Símbolos da Maçonaria – Editora Madras – Pág. 30;
5 - Idem;
6 - - Palavra Perdida é um dos mistérios da Maçonaria. A busca da Palavra Perdida é uma das missões de cada Maçom, conjuntamente com a alquimista V.I.T.R.I.O.L.;
7 - Platão (em grego "amplo") Atenas, 428/347 a.C. - Foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas, entre eles a ética, a política, a metafísica e a teoria do conhecimento;
8 - Aristóteles (Estagira, Calcídica, 384 a.C. - 322 a.C.) foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico. Aristóteles figura entre os mais influentes filósofos gregos, ao lado de Sócrates e Platão, que transformaram a filosofia pré-socrática, construindo um dos principais fundamentos da filosofia ocidental. Aristóteles prestou contribuições fundantes em diversas áreas do conhecimento humano, destacando-se: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia, história natural.É considerado por muitos o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental;
9 - De acordo com a Maçonaria é a faculdade que a alma tem de formar ideias gerais, após tê-las criticado e distinguido por meio do juízo; mais concretamente, "modo de entender". Da Camino;
10 - Teosofia - é um corpo de conhecimento que sintetiza Filosofia, Religião e Ciência. Tanto hoje como na antiguidade, a Teosofia se constitui na sabedoria universal e eterna presente nas grandes religiões, filosofias e nas principais ciências da humanidade, e pode ser encontrada na raiz ou origem, em maior ou menor grau, dos diversos sistemas de crenças ao longo da história. A teosofia foi apresentada ao mundo moderno por Helena Blavatsky, no final do século XIX, e desde então vem sendo divulgada por teosofistas em diversos países. Com seu caráter interdisciplinar, a teosofia proporciona uma ponte entre as diversas culturas e tradições religiosas. Segundo Blavatsky, “Teosofia é conhecimento divino ou ciência divina.”;
11 - é um aforismo grego que segundo a tradição estaria inscrito nos pórticos do Templo de Apolo em Delfos, na Antiga Grécia. É uma pedra-angular da filosofia de Sócrates e do seu método, a maiêutica, e é muito citado pelo filósofo nos relatos de Platão (Alcibíades, 128d-129) e Xenofonte (Memoráveis, IV, II, 26). O oráculo do templo teria proclamado Sócrates o homem mais sábio na Grécia, ao que Sócrates terá respondido com a célebre frase: "Só sei que nada sei";
12 - Guimarães, João Francisco – Aprendiz: Conhecimento Básicos da Maçonaria – Editora Madras, Pág. 34;
13 - Idem;
14 - Goulart Jaques, Walnyr – Uma Loja Simbólica – REAA – Pág. 178 e 179;
15 - Grifo nosso



Fontes de Consulta:
- Guimarães, João Francisco – Aprendiz: Conhecimentos Básicos da Maçonaria – Editora Madras;
- Goulart Jaques, Walnyr – Uma Loja Simbólica: REAA – Editora Pontho Virtual;
- Anatalino, João – Conhecendo a Arte Real: Maçonaria e suas Influências Históricas e Filosóficas – Editora Madras;
- Rodrigues da Silva, Robson – Reflexos da Senda Maçônica – Editora Madras;
- Da Camino, Rizzardo – Maçonaria Mística – Editora Aurora;
- Queiroz, Álvaro de – Os Símbolos Maçônicos: REAA – Editora Madras;
- Ritual do REAA;
- Wikipédia;
- Artigos diversos na Internet.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

ENTRE O ESQUADRO E O COMPASSO

ENTRE O ESQUADRO E O COMPASSO

Reflexões sobre a 2a Instrução de M.´.M.´.


Por: Irm.`. Luis Genaro (Moshe)



Numa linguagem literária – e até certo ponto convencional -, o compasso é considerado entre nós como o emblema das ciências exatas, do rigor matemático, por oposição à fantasia imaginativa, à poesia. As noções de regra e régua, de retidão, direitura, estão também na base do kuei chinês.

E, no entanto, quer no esoterismo ocidental, quer na China antiga, o compasso – geralmente associado ao esquadro - é um importante símbolo cosmológico, uma vez que serve para medir e para traçar o círculo, enquanto o esquadro serve para traçar o quadrado. É no esquadro e no compasso, dizem os legistas, que está a perfeição do quadrado e do círculo.



Segue.......

Para ter acesso à Peça de Arquitetura completa, é necessário ser M.´.´M.´. e solicitar a mesma através do e mail: luisgenaro@hotmail.com


Estrutura da Peça:
I - Introdução;
II - O Esquadro e o Compasso nas diversas Culturas;
III - O Esquadro e o Compasso na Maçonaria;
IV - Entre o Esquadro e o Compasso;
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terça-feira, 4 de maio de 2010

SOBRE LA RELIGION, EL ATEISMO Y LA MASONERIA (en Español)

QQ.`. HH.`. del idioma Castellano: Estamos a partir deste artículo, atendiendo pedidos de hermanos de otras latitudes que querian material escrito en la lengua de Cervantes. Estaremos, dentro de lo posíble, atendiendo estos pedidos, com material enviado por los hermanos hispanos y, futuramente, también publicaremos artículos en Inlges.


SOBRE LA RELIGION, EL ATEISMO Y LA MASONERIA


por el Q:.H:. Marcos Desiderio M:. M:.
Logia "Decretos de la Providencia" No. 6
Gran Logia de la Masonería del Uruguay


El problema de la Religión y la Masonería, o mejor dicho el problema de la Masonería en relación con la Religión, es una de las cuestiones más polémicas de la Obediencia. Ligada la temática a cuestiones históricas y atendiendo a las diferentes ópticas ideológicas dentro de nuestro movimiento, se proyecta a nuestro entender la discusión en dos vertientes: 1) Qué relaciones existe entre Religión y Masonería; 2) Si es o no la Masonería una Religión. En tan álgido entredicho pretenderemos sumar nuestro pretendido aporte, que tememos a muchos no conformará o será objeto de refutaciones. Como el tema Religión y el del Ateísmo en la Orden se encuentran entrelezados o poseen ciertos puntos de contacto, en su relación con la Masonería nos gustaría tratarlos dentro de un mismo Capítulo.

La Gran Logia Unida de Inglaterra ha llegado a proclamar a la Masonería ya como una Religión (carta a la Gran Logia de la Masonería del Uruguay en 1950), ya como un Auxiliar de la Religión (1981), y ha llegado a negar a la Masonería como Religión (1985). Muchos Autores y Hermanos autorizados y con todo su derecho han negado a la Obediencia como una Religión. Todas estas opiniones tienes sus razones y fundamentos, y son todas respetables. En definitiva, cada Masón dará al tema la respuesta que él desee.

I. El Fenómeno Religioso y la Masonería

Recordando a Leadbeater en las diferentes teorías sobre el Origen de la Masonería (Auténtica, Antropológica, Mística, Oculta), veremos que sea cual fuere la orientación que se siga siempre encontramos la Masonería asociada o ligada a Creencias de base Teogónicas. Para quienes conciben a la Orden como procedente de antiguos cultos que se pierden en la Historia o en el Antiguo Egipto, siempre se encuentra conectada dentro, paralela o coexistente de las concepciones teológicas y religiosas de la Epoca. Los relatos concernientes a los diferentes GGr.: muestran orígenes vinculados a Cuerpos Teocráticos, Ordenes, Colegios de Profesiones influídos por la Religión institucional oficial de las diferentes épocas. En la Edad Media, las antiguas Corporaciones de Libres Masones tienen una profunda base religiosa, creen en Dios, tienen Santos Patronos Protectores, están destinadas originariamente a la Arquitectura de carácter religioso (Templos, Catedrales). Los primeros importantes doctrinos de la Masonería Moderna fueron Clérigos (Anderson, Desaguliers), y las invocaciones al G.: A.: D.: U.: como Dios son explícitas en muchos textos y RRit.: desde hace ya tiempo inmerorable. El Cuerpo de Doctrina y la Emblemática masónica desde siempre comparten Símbolos de las Religiones (la Menorah, la Estrella de David, la Cruz en ciertos Grados, la Biblia en la Masonería Regular, por citar elementales ejemplos), y en los siglos XVIII y XIX fue tolerada o perseguida como "Secta" por la Iglesia Católica. Pero por otra parte y en contextos históricos de ciertos países como Francia y el Uruguay, polémicas y enfrentamientos temporales con los movimientos religiosos vernáculos llevó a la Masonería a querer distanciarse de lo religioso.

Todos recuerdan la famosa frase de las Constituciones de Anderson que el Masón no puede ser "ni un estúpido ateo ni un libertino irreligioso", cuya Autoridad histórica parece Tabú controvertir para algunos. Cuando se postuló a Sierra Partida como Gran Maestre de la Gran Logia de México, alguien objetó su candidatura recordando esta frase ya que Sierra Partida era precisamente Ateo. Y éste contestó: Sí, es cierto, pero ¿Qué tal un Ateo Inteligente?

Un Landmark de la Masonería Regular ha sido la Creencia en un Gran Arquitecto del Universo o Ser Supremo (en el Uruguay es el Landmark No. II), que en sus orígenes claramente se asociaba a Dios aunque hoy se deja que cada H.: se lo imagine y componga como quiera. Pero el Gran Oriente de Francia, hoy la mayor potencia masónica en ese país, sustituyó la invocación de sus trabajos bajo el lema "A la Gloria de la Humanidad" y borró su Referencia oficial al G.: A.: D.: U.:, lo que le valió la ruptura de relaciones con la Gran Logia de Inglaterra por 1877.

La Masonería se define tradicionalmente como una "Asociación Filantrópica, Filosófica y Progresiva", o "Sistema Moral", para pretender según algunos separarse conceptualmente de una definición como "Religión". De hecho, no se mete con las creencias personales trascendentales de sus miembros, y prohibe todo debate o discusión religiosa en las TTen.:, no pontifica sobre dónde se encuentra la Verdad y deja que cada uno defina y entienda cualquier Principio Superior como él lo desee. Basado en ello muchos H.:, y destacamos en nuestro país los esfuerzos del Il.: y Pod.: H.: Roberto Gerla, han entendido que la Masonería no es una Religión por cuanto no define la verdad, no afirma, no dogmatiza, y deja que cada uno defina al G.: A.: D.: U.: como quiera.

Es cierto que para prohibir las discusiones o debates sobre Religión en las Logias (mejor dicho sobre cuál son las mejores Religiones positivas, ya que nunca se prohibió la discusión de la Religión como Fenómeno Humano en un sentido general y no dogmático), la misma Masonería se sintió en ocasiones necesitada de abjurarse a sí misma como Religión. Pero es ello ante todo, una cuestión metodológica para la viabilidad de su funcionamiento. El Método por sí no determina ni define la Naturaleza de una cosa. Prohibir las discusiones religiosas en la Masonería por tanto no la hace ni irreligiosa, ni intolerante de las Religiones.

No obstante lo expuesto, no podemos negar que en las Emblemas, Signos, Símbolos y Enseñanzas de la Obediencia hay innegables influencias religiosas, al punto de considerársele por algunos a nuestra Augusta Institución como una "Síncresis" de carácter Teocéntrica, malgrado su reniego de ello. Incluso el Elemento "Mágico" que subyace en lo Religioso, es como destaca Gargiulo otra característica que comparte la Masonería.

Hemos oído decir que la Masonería no es una Religión por cuanto no tiene una Doctrina, Credo o Libro oficial, ni es Revelada, ni tiene Sacerdotes, ni Dogmas. Pero éstos no son atributos necesarios de la Religión, o de las Religiones. Los griegos y romanos no tenían una Doctrina, Credo o Libro Oficial u orgánicos. Los hindúes no tienen uno sino varios Libros (a veces tan contradictorios entre sí y según las sectas se toman algunos sobre otros), y la Masonería reconoce como Libro de la Ley a la Biblia pero también al Corán o a los Libros Védicos donde se practica profanamente dichas religiones. Las Religiones romana y griega no eran "reveladas", y en el Judaísmo actual, Hinduísmo, Islamismo o en el Budismo (para quienes consideran al último Religión) no existen Sacerdocios oficialmente organizados o no se precisa Sacerdocio para dirigir el Culto y la Adoración, si bien hay ciertos profesionales del Culto en algunos casos (caso de los Rabinos en el Judaísmo o los Imanes en el Islam, pero no son en sentido estricto "Sacerdotes"). En cuanto a los Dogmas, el Hinduísmo por ejemplo no los tiene, y en cuanto a la Masonería ésta no puede prescindir de nociones tales como la de "Gran Arquitecto del Universo" y tiene criterios precisos en los cuales basa su Regularidad por fuera de los cuales no se reconoce a ninguna organización como masónica, que son los Landmarks.

En otro aspecto debemos recordar que la Obediencia tiene Templos y Rituales, un Sistema de Creencias ilustrado en Alegorías y Símbolos, cierto Cuerpo de acción un Sistema de Creencias ilustrado en Alegorías y Símbolos, cierto Cuerpo de acción Moral (como las Religiones PProf.:), a veces emplea Oraciones o Plegarias rituálicas o improvisadas, y tributa su actuar a la "Gloria del Gran Arquitecto" o "Gran Símbolo" si bien actualmente ese concepto no tiene una concepción definida y queda librado al contenido de cada H.: como ya hemos recordado. Mal que bien, no puede negarse que lo Religioso, de alguna forma u otra, ha influído, influye y no es ajeno a lo masónico. Otra cosa sería ignorar una Realidad. Cox Learche enseña: "Debemos reconocer que la Masonería tiene un origen religioso. ¿Por qué sus Templos? ¿Porqué la invocación al G.A.D.U. en todos sus Rituales?".

Paralelamente existe en la Orden dos vertientes, la Místico-Espiritualista con cortes judeocristianos, rosacrucianos o teosóficos en algunas orientaciones, y la Agnóstico-Racionalista que pretende prescindir del fenómeno Deico, en ocasiones con fuertes vertientes Ateístas y marcada por el Anticlericalismo. Tanto una como otra son hoy aceptadas y reconocidas como válidas por la Masonería. Como sintetiza muy bien el H.: Jorge Caillabet:, las concepciones espiritualistas y racionalistas se enfrentan permanentemente buscando el camino apto, pero la Masonería no puede ni debe descartar ninguna de estas concepciones porque su Esencia, el Libre Pensamiento, hace que cada hombre pueda elegir su pensar. Pero debe analizarse en sentido masónico, o sea, libre de dogmas o ataduras si el camino elegido es el correcto, para que el resultado final sea libre. Para usar las palabras de Alain Bauer, debe existir Equilibrio entre una dimensión íntima y una dimensión racional hacia siempre una forma de Individualidad.

Quedará claro que la Masonería no es una Religión en el sentido institucional y positivo. Tampoco es una "Secta" (movimiento religioso positivo de reducidas dimensiones de adeptos). Debe entenderse el Concepto de Religión desde un punto de vista diferente, mucho más Amplio, Trascendente, Elevado y Universal.

Todos recordamos que la palabra "Religión" deriva del latín "Religo, are" que significa "Volver a unir (lo que estaba separado)". Su contenido se acentúa más en el Reencuentro que en la Sujeción u Obediencia. Supone un Compromiso con lo Trascendental por lo Trascendental mismo y no únicamente una identificación con una Institución. De este modo lo Religioso no tiene que pasar necesariamente sólo por la mediación o supeditación a una organización positiva u organizada, sino que puede aludir a un Comportamiento o Forma de Ser apropiada para aspirar o llegar a ese Reencuentro que reclama el significado de lo Religioso, a una Conducta para poner al Hombre "en Sintonía" o contacto con ese otro Extremo. Si la Orden y cada H.: dedica su tarea y tributa su vivir "A la G.: D.: A.: D.: U.:" o al "Ingens Architectus", podemos ubicar los extremos de la conducta masónica entre el propio Masón por un lado, y nuestro Gran Símbolo por el otro. Más que un Camino, hay un verdadero Espacio entre el Hombre y lo Absoluto donde el M.:, como Hombre de Buenas Costumbres y Libre, tiene posibilidades de ir forjando su propio Sendero. En el Hombre Libre y de Buenas Costumbres lo Religioso no se conforma con lo Institucional puesto que las organizaciones llamadas religiosas positivas no han podido probar sean por sí mismas el Camino y el hecho que no logren convencer a todos muestra su débil relatividad. Las llamadas religiones positivas y organizadas, como dice Cox Learche, tratan de la periferia de la Religión y se apartan de la sencillez de la Verdadera Religión. En Masonería la dimensión de lo Religioso se confunde con una Aventura Espiritual, de contenido más profundo que el que le da la Religión Profana. Así la Masonería, más modesta, no se afirma como "El Camino" y por eso se descarta como Religión positiva u organizada como tal, ofreciendo por su parte Espacio como para que cada uno pueda construir su Camino de Reencuentro, pero para el cual nos da ciertas Pistas que son las Leyendas, Alegorías y Símbolos. Tampoco lo Religioso tiene que ser cuestión necesariamente de Fe revelada, puesto que el Masón es un Investigador y un Trabajador, no pudiendo evitar que su camino hacia el Supremo esté jalonado por la Razón. Aun en sus creencias particulares, el Espíritu masónico no permite al Hermano admitir su doctrina de creencias individuales o positivas sólo por la Fe, porque su Razón no le dejará aceptar lo que no le convence.

En una Tumba del Cementerio Central de Montevideo que recuerda a un antiguo H.: en el O.: E.: encontré esculpido un Círculo dividido en tres partes con la siguiente inscripción: "Hacer el mayor Bien posible. Hacer el menor Mal posible. Creer en algo Superior a nosotros mismos". ¡Sabio legado! ¿Habrá acaso algo más Directo a lo Supremo que éste? Esto es una Religión Natural, una Verdadera Religión Universal en cuanto por su simpleza todos la pueden abrazar sin discusiones, sin instituciones positivas, basada en la más pura Moral y sin más Dogmas y ataduras que estos tres principios. Más que una organización, la Real Religión es una forma de actuar. Más que un Camino, la Religión es Espacio. Cada uno, particularmente, es de este modo un Sacerdote Militante que no pretende hacer conversos sino generar con su Conducta un Crédito para que la Humanidad sea más Justa y Perfecta, para llegar a compartir la Bondad del Supremo Principio y para colaborar como modesto Obrero en la tarea de la Construcción Universal. Ese es nuestro personal aporte al concepto de Religión. Puede ser que se objete que así se estaría identificando el concepto de "Religión" con el de "Sistema Filosófico" o de "Filosofía Práctica". Es una cuestión que nos tiene sin preocupación, del mismo modo que al Budismo se lo parangona como Fenómeno Religioso o Religión cuando en realidad bien podría ser un Sistema Moral con vistas a lo Trascendente, pero en lo práctico aquél se ejerce en abstracción a los debates conceptuales.

Pero si definimos a la Religión como una Forma de Ser, de Actuar y de Vivir en la práctica del Bien con vistas al perfeccionamiento del Hombre y la Gloria del Supremo, y si la Masonería busca exactamente lo mismo. ¿Por qué no pueden identificarse así Masonería y Religión como lo mismo?

Mackey asevera que un gran número de escritores de ensayos u obras masónicas en el esfuerzo de probar que la M.: no es una Religión han consumido inútilmente su ingenuidad y su talento, quizá por miedo a pensar que podría sustituir al Cristianismo o para querer diferenciarse de las Religiones positivas existentes y de sus defectos. Para ellos la Ob.: es una institución eminentemente religiosa por los elementos que contiene por su origen y contenido, porque repasa conceptos de Religión e incluye la creencia en el ser y perfecciones del G.: A.: D.: U.:. La devoción y piedad de la vida es invariable para el M.:. La práctica de la Piedad y los Deberes hacia a Dios y con los semejantes. No se hace bien sólo por los Estatutos de la Orden. Pero a diferencia de lo que llamamos las Religiones en sentido institucional, no pretende ser ni asumir un lugar en el mundo como sistema de fe y adoración sectaria, ni pretende ser su sustituto. En todo caso, realza y da nuevos elementos para recalibrar la fe del ya creyente en sus instituciones o sistemas de creencias. Las señales, ceremonias, símbolos y alegorías masónicas inculcan doctrina religiosa, pero es una Religión no sectaria, y no rehusa a ninguno por su posición sectaria. Consideran a la Masonería la Religión trasmitida por el Sacerdocio de Melchisedec que nadie puede definir a qué institución pertenecía. Por ende la Masonería es una institución religiosa y deberá defenderla bajo este principio el M.:.

Nosotros opinamos, dentro de este tema polémico y sin pretender imponerlo como Verdad dejándolo tan sólo como conclusión particular, que la Masonería es conforme a lo dicho una Religión, acorde a nuestra definición de lo que es "Religión". Obviamente, no entendemos a la Religión como una institución positiva u organizada con Dogmas, sino como una Forma de Vivir y de Realizarse Trascendentalmente. Si concibiéramos a la palabra "Religión" como Institución o Sistema de Creencias de Verdad que se suponen provienen de lo Alto y estarían recogido en Escrituras Sagradas, con un Proyecto de Salvación o Culto sistemático, todo Dogmático y Totalizante, es claro que la Mas.: no lo es. La Humanidad ha probado por Experiencia que el Fanatismo y el Sectarismo es desgastante, que destruye y que nos aleja de todo Proyecto Evolutivo; aunque se pretexte como Religioso en la práctica nada tiene que ver con lo Religioso. En verdad, eso es un concepto Profano o Profanizante del sentido "Religión", que no encaja con la Definición Liberadora del Espacio que nos lleva y liga con nuestro Gran Principio y con lo más Profundo de Nosotros. Como el significado del G.: A.: D.: U.:, "Religión" es un concepto que se rellena con el contenido de explicación que le da cada M.:. Porque si "Religión" es para nosotros una Forma de Ser y Actuar con vistas u orientados a un Designio Superior, dentro de un Espacio donde la Libertad es el Límite para que el Obrar y el Pensar sea amplio, creativo, fecundo y constructivo, creyendo en lo que se quiera creer, ¿por qué no admitir que la Masonería no es una Religión en este buen sentido del término? Nuestro Templo es el Universo Entero como tan amplia es la dimensión de la Logia, o sea desde el Centro de la Tierra o desde lo más Profundo de nosotros mismos hasta los confines del Infinito o hacia la Grandeza del Ser Supremo; nuestro Sacerdote es Uno mismo; nuestro Credo es la Libertad y el Amor que se trasunta en la Igualdad y la Fraternidad para los demás; nuestro Libro de la Ley es aquel que cada uno reverencia cuyo Texto se aprende y cuya Enseñanza se atesora en los más Nobles Principios y Virtudes del Corazón; nuestra Doctrina es Hacer el Bien y Honrar con nuestro Trabajo a nuestro Gran Constructor. Esa es nuestra pretendida "Religión Masónica", la Religión en su sentido más Puro que recuerda las Enseñanzas de Grandes Iniciados como Jesús y que resumían la práctica simplemente en Amar a Dios y al Prójimo como a uno mismo. Cualquiera podría practicar esta Religión sin mengua de sus particularidades. Y como la Masonería tiene los fundamentos sobre los cuales se asienta una Religión sin Dogmas y que cualquier Hombre podría aceptar, eso es lo que marca su vocación de Universal.

Dice Buck: "Quitad los agregados teológicos... y os encontraréis con la Masonería". Sí, busquemos lo Coincidente y aquello en lo que están de acuerdo las Religiones, y veremos que hay Unión en lo Principal. En esa "Comun-Unión" está lo más Puro, la Religión Prístina que se hace Universal porque compendia la Sabiduría de todas. ¿Acaso no coincide ese Sendero común con lo que enseñamos nosotros?, por no decir: ¿no es lo mismo que enseñamos nosotros? La Obediencia entonces se constituye en una Real o Verdadera Religión Universal en cuanto compendia lo más puro y noble de todas, y como enseña Swinburne Clymer, sólo por esta razón única y exclusiva de abarcar, recibir y aceptar a todas las Religiones, es Universal. La Masonería, por cuanto predica la Religión Universal, es en cierto modo Religiosa en el sentido más elevado, adogmático y asectario del término. La Masonería es según Wirth, la Iglesia del Progreso Humano. Sin hacer ninguna referencia a las formas o modalidades de la Fe, provee a través de sus Símbolos y Leyendas evidencias indirectas que operan silenciosamente para establecer los grandes principios generales de la Religión, haciendo del Amor a la Humanidad y a la Vida su verdadera Fe. La Religión Masónica no revela, sino que invita a descubrir que hay más allá de lo profanamente perceptible. El acierto de la Obediencia es ofrecer una verdadera Experiencia Religiosa libre de todo sectarismo o exclusivismo, que cualquier persona puede practicar, porque tiene por Base una Mentalidad Amplia. Sin ser cristiana, predica una humildad verdaderamente cristiana que haría la envidia de las Iglesias, con la diferencia que deja los Dogmas y las Teologías a los dogmáticos y a los teólogos. La Libertad, la Igualdad y la Fraternidad, según la "Revue Maconnique de Lyon" de 1840, sería "la doctrina misma de Jesús", lo cual no debería escandalizar porque dicho Gran Maestro vino a enseñarnos a actuar bien y no a fundar una Institución religiosa. A diferencia de las religiones profanas, la Religión Masónica no pretende competir con ellas. El único secreto es que la Religión se convierte en un elemento aglutinador de las creencias de todos los Seres Humanos y no una cuestión que los separa por lo que opinen. Mackey, autoridad doctrinaria indiscutible, proclama que la Masonería es una institución religiosa, pero que preconiza aquella Religión en la que todos los Hombres están de acuerdo, guardando en más cada uno sus convicciones particulares cuyas especificidades la Obediencia tolera libremente y en las cuales no se aventura. Después de todo la Masonería tolera los sentimientos de Creencias de cada H.:, que luego cada uno aporta como Ingrediente a ese Gran Puchero en la Búsqueda colectiva de la Verdad con que todos los Masones hoy nos deleitamos pero del cual cada uno puede escoger lo que más le gusta, con el propósito de Alimentarse y Crecer en el Conocimiento. Parece mentira, pero para saber qué es Religión Verdadera en Masonería, las Fuentes nos siguen abrevando. Dicen las Constituciones de Anderson que la Religión que el Masón profesa es "la que todo hombre acepta, dejando a cada uno libertad en sus opiniones individuales... De este modo, la Masonería es el centro de unión y el medio de conciliar verdadera fraternidad entre personas, que hubieran permanecido perpetuamente distanciadas.". Nuestra Orden sólo pretende rescatar la Tradición más Pura y Universal de nuestra Relación con lo Trascendente o del Fenómeno Religioso, que paradójicamente es la Doctrina más antigua que captamos como la "Fe Masónica".

Ricardo Baronio decía que la Historia de la Religión es la Historia del Progreso, donde la comprensión de los fenómenos del Universo pasa a ser captada en situaciones mas nobles y racionales. La Religión es una actividad del Hombre que experimenta cambios, que empieza a preocuparse de la captación intelectual de la relación del Ser Humano con el Universo a través de una vida de moral coherente y unificada. En su aspecto mas alto y desarrollado aspira a un sentido de comunión con lo divino y a la paz y seguridad que deriva de la entrega del individuo a la voluntad de Dios, pero expresa realmente una necesidad moral objetiva, profundamente sentida y comprendida. Como en el Sendero Camino Iniciático, la Religión es lo que cada hombre hace en su soledad y desde su soledad. Esto lo elemental y primero. Y ello es un objetivo esencial de la Masonería configurando su relación fructífera con el hecho religioso. La Masonería, recuerda Torelló, es esencialmente espiritualista y lo sigue siendo. Por didáctica recurrió a símbolos y se desarrolló a través de Niveles, y posee orientación filosófica como también lo tiene la Religión. Religión no es sinónimo de Iglesia, y debemos terminar con la costumbre de referirnos a la Religión para aludir a instituciones como la Iglesia Católica. El principio religioso no significa la aceptación de una Divinidad Personal ni un concepto único de interpretación, sino que la Idea Moral que subyace respecto al Hombre y a la Humanidad es la esencia de la Religión, aunque cada uno le da su contenido (A. M. Cataldi). La Masonería es Religión puesto que "Religa" a un Grupo de Profanos convirtiéndolos en HH.:. Pero en la Orden nosotros mismos somos los que quedamos.

En cierta forma y como nos recuerda el H.: Goldenberg, la Masonería es la Religión de las Religiones en el sentido que sin practicar ninguna de carácter positivo o institucional, educa a respetar y a amar a todas, como también a la que en Vida cada Profano o H.: para sí elige. La Fe del Masón es la Luz con que el G.:A.:D.: U.: (en que el Masón cree como parte de su responsabilidad con lo Trascendente) ilumina o dirige su Espíritu. Su acción está orientada por una Norma Inspirada se crea en lo Divino o en aquellos Principios Morales en que los Hombres se han puesto de acuerdo, que simbólicamente se dice compendiada en un Libro de la Ley que se representa pero no tiene por qué identificarse necesariamente con la Biblia, el Corán, ciertos Libros Védicos u otros que acostumbre el uso masónico según el ámbito cultural de su región o país. En cuanto a cómo maneja cada Persona su relación con Dios, la Mas.: lo deja librado a su Libre Albedrío y a su Esfera Intima, aunque como Institución en más no acepta ni recomienda la práctica de una Religión Sectarista ni el Fanatismo. Así y sin proponérselo ella misma, sólo como Camino o Propuesta de Perfección, de Amor y de Unión del Hombre con lo Superior y con la Humanidad, la Mas.: es una verdadera Religión "del más Noble y Puro Metal".

Por tanto, afirmamos que la Masonería es para nosotros una Religión, en el sentido más Puro y Universal con que nosotros concebimos y según es para nosotros la palabra "Religión": un simple Camino de Acción en el Bien y de Reencuentro con Uno Mismo y con ese Principio Supremo del que venimos y al que tributamos nuestras Obras. El concepto Masónico de Religión para nosotros es propio, originalísimo y muy diferente al que le da el Mundo Profano. Pero en cuanto al Fin de Búsqueda de la Verdad y Construcción del Templo Espiritual propio y de la Humanidad, si la Masonería y la Religión buscan lo mismo, ¿por qué no pensar que son lo mismo?

No nos asusta como se dice, por algunos y no sin cierto ánimo de tacha, que algunos Grados del Sendero progresivo Masónico sean considerados "Religiosos". En verdad todos los Grados, desde el Primero hasta intuimos el Ultimo inclusive, lo son. En todo caso, son siempre "Religiosos" en el Buen y Constructivo Sentido de la palabra y no con acepción Profana o Profanizante. El concepto de "Religión" debe pues, también interpretarse con otra perspectiva, o sea con el Criterio Masónico y no con la idea mundana de "institución de creencias positivas y axiomáticas" o de "Credo". Quien ve en cualquier etapa del Sendero Progresivo nuestro Dogmas o Religión en criterio positivo u organizacional, a nuestro modo de ver no comprende que en los Estados de Conciencia Acrecentada que representa cada Grado hay que Abrir y Expandir cada vez más la Mente, y que los Conceptos o Símbolos deben captarse no en sentido Profano sino en su Dimensión o Clave Iniciática. Por tanto la palabra "Religión" debe pues, también interpretarse con Calibre Masónico.

La Masonería nos invita y no nos obliga a ser ejemplos vivientes de virtudes y transmutadores de las acciones materiales en nutrientes espirituales, manteniendo la Tradición del culto monoteísta del Dios de cada Corazón (lo que cada uno cree por tal, no el Dios teológico) al que se designa con el nombre genérico de "G.: A.: D.: U.:". Como Persona comprometida con un Ideal Elevado, el Masón debe asegurarse en su Templo Interior la Paz que le permita la comunicación con su Dios personal estableciendo nexos con planos más elevados del ser, ejerciendo un Sacerdocio de la Vida para la G.: D.: G.: A.: D.: U.:, y para una fluida comunicación fraternal que ilumine en el Amor y guíe a la Humanidad en la senda del conocimiento espiritual y la reconciliación, en un Mundo pleno de Armonía y Luz. En una interpretación auténticamente masónica de estos contenidos, vemos que se preconiza un Justo y Perfecto modo de actuar en relación a Uno mismo y de Militancia por los demás, en consonancia con el Supremo Principio. Esto es la forma Realizar la Luz en la Tierra y en el Cielo. Cualquiera puede hacer esta Labor si está imbuido de los Principios de la Obediencia.

Nosotros hemos concluido personalmente que la Masonería es una Religión en lo que interpretamos es nuestro significado de dicho término, y en esta orientación podríamos hablar de una "Religión Masónica". Ojalá, en sentido institucional, la Masonería fuera más Religiosa y la Religión fuera más Masónica. Creemos que así descubrirían algo más de sí mismas y se enriquecerían abriendo nuevas Realidades. El Sentimiento Masónico ofrece Espacio, como la Respuesta de Leuconoe, y no concebimos Religión sin Espacio para permitir volar al Espíritu. Si la Religión como la Masonería ofrecen Espacio para llegar hacia la misma Patria que es nuestro Gran Símbolo, ¿por qué no pensar también que pueden ser complementarios, por no decir que pueden identificarse?

La Masonería prefiere en realidad, más que como Religión, postularse como una Escuela de Moral y de Virtudes. En este aspecto están de acuerdo con que lo es, tanto los que aceptan como los que no a la Obediencia como una Religión. Pero sea que la considere como una Religión o como una Escuela, ello no quita a la Masonería lo que siempre y verdaderamente es: un Camino con Corazón.

II. Del Ateísmo y la Masonería

La cuestión entre el tema del Ateísmo en relación con la Masonería se plantea como un aspecto paralelo al problema de las vinculaciones entre la Obediencia y la Religión. Las profundas raíces religiosas y místicas de la Orden, que ha hecho decir a Cassard que “la Masonería es la verdad y la esencia de todas las religiones. Tan pura es su doctrina y su moral”, hace entender la ligazón especial que existe entre ella y la noción de un Principio o Ser Superior. Porque desde todos los documentos más elementales de la Masonería Regular, y afirmado como Landmark II en el Uruguay, la Orden trabaja y dedica sus actuaciones, desde las administrativas hasta las morales, a un Ente o Idea Elevada que alude con el nombre de G.: A.: D.: U.:. En la Doctrina o en el Arte Real Masónico, el Gran Símbolo es una figura imprescindible en la labor e intimidad de nuestro quehacer. Vale decir que si se prescinde o no se comprende la importancia de concebir o admitir su existencia, o por lo menos la posibilidad de su existencia, no se podría ser verdadero Masón. Masonería sin G.: A.: D.: U.: no es lo mismo, o por lo menos sería otra cosa. Por supuesto no importa la concepción que se tenga sobre la naturaleza de nuestro Gran Símbolo puesto que nada se impone al respecto, pero por lo menos cada M.: debe tener una Idea o Aproximación de aquél. Esto, por cuanto la Figuración del G.: A.: D.: U.: está conectada con el Propósito Trascendente que anima la Obra de la Orden, siendo su Referente u orientador.

No estableceremos una definición de la palabra “Ateo” pero básicamente todos sabemos que el Ateo prescinde o niega de la Idea de un Ser Supremo o de un Dios, para diferenciarlo del Agnóstico que no se introduce ni teoriza en la problemática de Dios aunque no lo niegue eventualmente. Sólo nos interesa qué cabida pueden tener los Ateos o el Ateísmo en la Masonería.

El texto de las Constituciones de Anderson de 1723 es escueto pero contundente: “El Masón... si comprende debidamente el Arte, no será jamás un estúpido ateo, ni un libertino irreligioso”. La Noción o Creencia en un Ser o Idea Superior para el Masón aparece no sólo condición o como una necesidad “sine qua non”, sino como hasta natural para la comprensión del Mester Masónico. La práctica Masónica misma lleva por otro lado a la comprensión del G.: A.: D.: U.: o denota al H.: que la Masonería está animada por la propia Suposición del G.: A.: D.: U:. Y “si comprende debidamente el Arte” no puede el M.: desligarse de la Idea de un Ser Supremo y por eso forzosamente no se puede ser Ateo; no porque no se tenga el derecho de serlo, sino porque no se puede comprender el Arte Masónico sin la Idea del GADU. El Adjetivo “Stupid” (“Estúpido”) original inglés en las Constituciones no sólo se comprende en su sentido literal insultante de “Tonto, Idiota” sino en el sentido que tiene la palabra también de “Insensato”, y también de “Desagradable” o “Rechazable” (“Collins Cobuild English Dictionary”), y se quiso interpretar también como “Silvestre”, Indómito”. Pero de todos modos la expresión “Estúpido Ateo” denota la mala idea que se tiene por algunos estudiosos de ellos como presencia en la Masonería. Sobre este pasaje de las CConst.: de Anderson, Mackey ha explicado que los Masones comprenden lo peligroso de lo que llama “el dogma del Ateísmo” y lo han desvanecido, exigiéndole a cada candidato que declare su confianza en Dios. Otros autores en esta línea han rechazado y condenado al Ateísmo en la Ob.:, como Frau Abrines que lo considerado opuesto a la Masonería por negar verdades y creencias de la Ord.:, Rizzardo da Camino que afirma que bajo lo increíble de esa descreencia (que considera al Ateísmo) organízanse las corrientes de los ateístas, o Nessi que expresa que el Masón no puede ser ateo en forma alguna.

La posibilidad de admitir o no Ateos en el seno de la Orden fue históricamente y aún es a la Actualidad objeto de polémicas por cuanto siempre se venía admitiendo que en nuestra Augusta Inst.: “La primera condición es la Creencia en un Ser Superior”, pero esa frase comenzó a sentir fisuras en la discusión de su alcance, contenido e incluso vigencia. Recordemos los debates ya endémicos entre Sajones y Latinos que llevó a grandes rupturas como entre el Gran Oriente de Francia y la Gran Logia Unida de Inglaterra por 1877, o la problemática vivida por 1948 y 1950 entre la Gran Logia de la Masonería del Uruguay y la Gran Logia Unida de Inglaterra (hoy felizmente superada).

La Idea de que el Masón no puede ser Ateo impone no obstante muchas precisiones. En primer lugar, no puede negarse las corrientes Agnósticas, Racionalistas, Anticlericales (contra las religiones positivas) o incluso Ateístas dentro de la Orden que llegan a no observar incompatibilidad entre la condición de Masón y la condición de Ateo. Asimismo, la interpretación histórica que se dio posteriormente a la frase de Anderson citada fue recreando y dando otras aristas a la polémica de las relaciones entre el Ateísmo y la Masonería. En cierto particular, desde la óptica de la Libertad de Pensamiento o desde una concepción Tolerante, debemos recordar que la Masonería no segrega a nadie por sus opiniones, y renegar o no aceptar a los Ateos podría significar una contradicción con la Filosofía de la Tolerancia y respeto que nos jactamos de profesar. En nombre de la Libertad de Opinión debe respetarse tanto a los que creen en un Principio Superior como los que no. Los Ateos ocupan en la práctica un lugar en la Orden e incluso contribuyen con toda su Inteligencia y capacidad intelectual a ella. Y nos preguntamos: ¿Es incompatible o no el Ateísmo con la Filosofía Masónica? ¿Bajo qué condiciones?

Muchos han planteado el tema del Ateísmo en referencia a la negación de un Ser Espiritual con Personalidad. Pero ya sabemos que el G.: A.: D.: U.: en Masonería como concepto es mucho más amplio y que también puede abarcar la Idea de Orientador Filosófico o de Acción Moral.

Parece para algunos que en principio un Masón puede ser Ateo si lo desea. En cuanto su Creencia o Descreencia no colida con los TTrab.:, aporta y al no estar en contra está a favor de la Obediencia. Como dijera Castellanos, no hay inconveniente entre ser M.: y Ateo siempre que se precise que este Ateísmo no niegue el derecho a los demás a creer lo que les parezca y que se permita la Libertad de Creencias y Conciencias.

Recordamos en el Subcapítulo anterior que cuando se postuló a Sierra Partida como Ven.: Gr.: Maes.: de la Gran Logia de México alguien objetó su condición de Ateo recordando la famosa frase de Anderson de que un Masón no podía ser un estúpido ateo. Y Sierra Partida le replicó: “Sí es cierto, ¿pero qué tal un “Ateo Inteligente”?

A nuestro modo, un Masón no podría ser ni un estúpido ateo, ni un estúpido fanático religioso.

En realidad, un Masón no puede permitirse ser Estúpido, directa y simplemente. Un Masón siempre debe ser Inteligente, crea en lo que crea o no crea en lo que no crea.

Porque el Masón es ante todo un Buscador o un Investigador, que debe tener hasta suficiente Autocrítica para eventualmente tener que corregir sus Postulados. Ahora bien, digamos que si desea profundizar y comprender el Arte en Serio, parecería que tarde o temprano la Noción o Idea de Ateísta o de Negación de un Ser o Postulado Trascendente, podría quedarle a un M.: estrecha. Más que el Rechazo o Creencia en un Ser o Ideal Superior, creemos que a la Masonería le interesa que el H.: tenga una Actitud de Amplitud Mental para no conformarse con lo inmediato, y para que no descarte nunca la posibilidad aunque fuere hipotética, de que puede haber algún Orientador o Guiador, o algo más allá o más permanente a descubrir, se llame como pudiera llamarse. El Masón no tiene por qué creer en un Ser Superior con Personalidad, pero parece pensable que no puede negar Principios o Ideas Superiores de orientación Espiritual o Moral. Ateo o Creyente en Dios, el Masón no puede permitirse el lujo de encarar tales posturas como Dogmas o Postulados inamovibles sino como Hipótesis de Investigación, debiendo comprender que los requerimientos del Arte Real, esencialmente progresivo y dinámico, pueden implicar siempre la Redefinición de Conceptos. Pero determinada Elevación en el Camino del Conocimiento Masónico importa reconocer que sin un Orientador Espiritual o Moral, el Masón no puede continuar en su Investigación sin perjuicio que pueda incluso hasta redefinir o reapreciar qué significa para él tal Orientador. Si no sabe hacia dónde quiere el Masón ir y si no tiene un Propósito Trascendental, se perderá en un lodazal de especulaciones o insensateces.

Un Ateo a nuestro modo es una persona que carece de todo tipo de Orientador Moral o Espiritual, sea una Idea o una Personalidad, y sin esa Guía no podrá comprender realmente el Arte de la Masonería. El concepto de Ateo en Masonería sería en nuestra óptica diferente que el sentido profano referido a quien no cree en un Ser Supremo Espiritual o a quien descree en las Religiones o Verdades Oficiales. El Ateo sería así y supone la asunción lisa y llana de lo cotidiano como única verdad o realidad, privándose del Sabor y de la Ventura de creer que se puede intentar encontrar algo Más Allá. En la resignación a esas Sombras no podrá concebir ni apreciar la probabilidad de la Luz, un verdadero Lujo o Negación que no le permitirá captar qué es la Masonería.

Si un Masón, como dijera Cruz, cumple con todas las exigencias morales y espirituales y quiere llegar hacia una Gran Luz de Verdad, si está dispuesto a que la Masonería lo convierta internamente, jamás será un Ateo. El Masón puede no creer en Dios, pero no sería admisible que careciera de sentido Espiritual y de Espiritualidad. Para recordar una idea de Flores Colombino que nos parece muy apropiada, en la Masonería pueden convivir todos, tanto los que tengan Religión como los que no creen y los que crean en un Dios como quienes no lo creen, mientras sientan una Fe Masónica que es independiente a esos temas y no se modifica.

Y así llegamos a la siguiente Idea: El Masón, sea cual sea la postura que tome en relación al tema de Dios o del G.: A.: D.: U.:, no puede carecer de Orientación o Regulación Espiritual ni de Espiritualidad. Si no posee ese “Minimum” no tendrá la menor Idea de por qué está en la Orden, ni comprenderá ni será penetrado internamente los Secretos del Arte Real aunque pase muchos años. Desde ese punto de vista, si carece de Dimensión o de Referencia Espiritual a nuestro entender será “Ateo” y así será también “Estúpido” porque sólo perderá el tiempo en nuestra Institución. Esto, tanto en el Grado 1o. como en los GGr.: que vengan, todos consagrados “A L.: G.: D.: G.: A.: D.: U.:”.

Sin una noción u orientación de lo Divino o Trascendente, no se puede asumir una Filosofía orientada y referida hacia lo Divino o Trascendente. Por eso un Ateo, en el sentido de negador de todo propósito Espiritual o Superior, no tendrá cabida en la Masonería no por precepto o requerimiento institucional, sino porque la Masonería a la larga o a la corta le resultará algo insípido que no le reportará nada con la pérdida inútil de esfuerzos y de tiempo para su parte. No concebimos como Ateo a quien crea en Algo o tenga un Sostén de su Actividad, sea la Realidad, la Naturaleza, el Destino Humano, El mismo o cualquier otra Idea orientadora de Sentido Elevado; donde ponga su Corazón allá estará su G.: A.: D.: U.: o Dios. Lo que le reclama la Orden, tanto a él como a todo Masón Creyente o No Creyente, es ser Inteligente y Atreverse a Abrir su Capacidad de Comprensión hacia eventuales Realidades Superiores y hacia Altos Valores, que esté en Consonancia, Coherencia o Relación Directa entre quién es y qué lo anima, que mejor potencie y disfrute guiado por un Sentido de Orden el Milagro de Vivir. Creemos que va por allí el Secreto y el Sabor de nuestro Ministerio Sacerdotal en su Concepto más Noble, hasta con prescindencia o independientemente de la polémica entre Ateísmo y Masonería.

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