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terça-feira, 22 de junho de 2010

SOLSTÍCIOS E A LOJA DE SÃO JOÃO

UM POUCO DE HISTÓRIA



Para os povos da Antiguidade, junho era um mês especial. A primavera chegava ao fim e o verão se aproximava. E, com a nova estação, dias mais longos e quentes: época ideal para o plantio.

A festa Junina é uma celebração brasileira de origem europeia, historicamente relacionada com a festa pagã do solstício de verão (Litha) que era celebrada no dia 24 de junho segundo o calendário pré-gregoriano e cristianizado na Idade Média como “festa de São João”.

Alguns estudiosos dizem que essa festa começou na época dos celtas, na Europa por volta do ano 1250 a.C. O dia 24 de junho é próximo do Solstício de Verão (o dia mais longo do ano), época em que eles festejavam as colheitas e a fertilidade dos campos.

Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras.

As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados "junônias". Daí tem uma das procedências do atual nome "festas juninas".
Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Igreja Católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.

Na Europa, as festas juninas comemoravam a deusa Juno, mulher de Júpiter, que fazia parte do panteão do Império Romano. Para diferenciar as festas de Juno da festa de João, a Igreja Católica passou a chamá-las "joaninas". Com o tempo, as festas joaninas, realizadas em junho, acabaram sendo mais conhecidas como "juninas".

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Como veio para o Brasil

As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: "os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque é muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas".

Quando os jesuítas chegaram ao Brasil, difundiram várias festas religiosas. Junto com essas festas trouxeram em especial as festas joaninas. Comemoradas com fogueiras, rezas e muita alegria, o curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar de que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses). De junho a setembro é época de seca em muitas regiões do país. Os rios baixos e o solo seco deviam ser preparados para o plantio. Os roçados do ano anterior ainda estavam repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, abóbora e abacaxi. Também era época de colheita do milho, do feijão e do amendoim. Tanta fartura era considerada uma bênção e devia ser comemorada com danças, cantos, rezas e muita comida. Essa coincidência de comemorações fez com que as festas juninas ficassem entre as preferidas da população. E a tradição mantém-se até hoje em várias cidades brasileiras: nas festas juninas deve-se agradecer a abundância do ano anterior, reforçar os laços familiares e rezar para que os maus espíritos não impeçam a próxima colheita. As festas de Santo Antônio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas.

As Fogueiras

Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. As festas juninas são as guardiãs da tradição secular de dançar ao redor do fogo. Originalmente, o ponto alto dos festejos ao ar livre era o solstício de verão, em 22 de junho (ou 23), o dia mais longo do ano no Hemisfério Norte. As tribos pagãs também comemoravam dois eventos marcantes nessa época: a chegada do verão e os preparativos para a colheita.

Nos cultos, celebrava-se a fertilidade da terra. Ao pé da fogueira, faziam-se oferendas, pedindo aos deuses para espantar os maus espíritos e trazer prosperidade à aldeia.

Assim como a cristianização da árvore pagã do solstício de inverno em árvore de Natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (24 de Junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João, o santo celebrado nesse mesmo dia.

Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias (da Estônia ao Portugal, da Finlândia à França).

INFLUÊNCIAS NA MAÇONARIA

De acordo com alguns autores, o S. João a que se referem às Lojas dos graus simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceite, não é nenhum dos dois S. Joãos Solsticiais celebrados pelo Cristianismo, na tradição romana dos Janua - o Baptista (24 de Junho) e o Evangelista (27 de Dezembro) -, mas o cipriota S. João Esmoler, também conhecido como S. João de Jerusalém, cujas ações de apoio aos cruzados e à reedificação de templos, entretanto destruídos pelos povos ditos bárbaros lhe teriam valido a eleição como patrono da Maçonaria.

A tradição recente, contudo, (e esta vem, pelo menos, do séc. XVIII), atribui ao Solstício de Verão, incarnado pela festividade de S. João Baptista, uma importância diferenciada, símbolo do início de numa nova vida, através do baptismo, e da entrada numa época cíclica de maior Luz. O Baptista, que hoje celebramos, lembra-nos, assim, o fundamento iniciático da Ordem a que pertencemos. Parafraseando René Guénon, a iniciação consiste essencialmente na transmissão de uma influência espiritual, transmissão que só se pode efetuar por intermédio de uma organização tradicional regular, sendo completamente descabido falar de iniciação fora do âmbito de uma tal organização . A regularidade a que Guénon alude, refere-se a organizações que, ao longo dos tempos, de forma não interrompida, numa cadeia de transmissão contínua, asseguram uma influência espiritual, suportada em ritos apropriados.

A identidade específica e o sentido de pertença de cada um dos seus membros a uma organização iniciática tradicional são suficientes para uma iniciação virtual, uma vez que o trabalho interior que se lhe segue se refere à iniciação efetiva, que é, em suma, em todos os seus graus, o desenvolvimento no ato das possibilidades que a iniciação virtual propicia. Esta iniciação virtual funciona, assim, como uma entrada, um começo, o ponto de partida para um caminho, cujo objetivo é chegar ao fim. Assim, se a iniciação virtual é a entrada no caminho, o percurso que ele aponta constituirá a iniciação efetiva. O caminho que a iniciação abre é, sempre, um caminho operativo, que consiste no sistemático trabalho sobre a pedra bruta que cada um de nós é. Desviarmo-nos daqui, é fugir do percurso que nos foi desvelado no dia da nossa iniciação.

É claro que, na senda do nosso aperfeiçoamento, está implícita a procura do aperfeiçoamento do Mundo que habitamos, e de tudo o que o povoa. O trabalho de Loja, no entanto, consiste numa ajuda exterior ao trabalho interior de realização e nunca numa projeção para o exterior de algo que não esteja devidamente depurado das suas impurezas e irregularidades, como a pedra bruta que cada um de nós representa.

Existe por vezes uma urgência extrema em alguns de nós, na transposição dos trabalhos de Loja para o mundo profano, no exercício de ações conjunturais para fora dos muros da nossa Augusta Ordem. Todas as ações conjunturais de verdadeiros Maçons no mundo profano são conjunturalmente positivas, mas não são ações maçónicas.
O verdadeiro trabalho maçónico é o trabalho de Loja, que é o aperfeiçoamento de cada elemento ou pedra que a constitui. Sempre que esse trabalho não é devidamente realizado, o processo iniciático interrompe-se, ou é abalado, e surge uma necessidade imediata de projeção para o exterior do que está incompleto ou imperfeito. Essa projeção é, frequentemente, nefasta, quer para a Maçonaria, quer para os Maçons, quer para a sociedade profana. Qualquer edificação composta de materiais imperfeitos está condenada a ruir, e a provocar vítimas inocentes. No concílio de Arras, em 1023, as autoridades eclesiásticas determinaram que as igrejas deveriam exprimir a representação, nas suas paredes, das cenas e dos ensinamentos das Sagradas Escrituras. É assim que as igrejas e as futuras catedrais se transformam num verdadeiro catecismo visual da mensagem cristã: os personagens do Antigo Testamento são colocados no Norte, enquanto que os do Novo Testamento recebem a luz brilhante do sol , pela sua localização no sul do edifício.

Esta codificação, que se estende também aos arquétipos formais dos diversos personagens intervenientes, resulta numa verdadeira sinergia de comunicação. A iconografia mostrava de modo recorrente, a imagem central de Cristo crucificado, tendo à sua direita Maria a Mãe -, e à sua esquerda, o discípulo que Ele mais amava João Evangelista, eventualmente simbolizando o Novo Testamento, a Luz, o amigo fiel. Na época medieval era este um dos santos mais venerados. A sua festa realizava-se a 27 de Dezembro, por alturas do solstício de Inverno. No entanto, os velhos manuscritos alemães e ingleses das corporações de pedreiros livres apenas fazem referência a Cristo, a Maria e aos quatro mártires coroados os “quatro coronati” que se constituíam patronos e protetores dos construtores.

Um velho ritual pagão que festejava o Sol no mês de Junho, foi apropriado pelo culto romano da deusa Vesta, patrona do Fogo e, posteriormente, pelo cristianismo, que o atribuiu a João Baptista, no solstício de Verão, a 24 de Junho. Etimologicamente, Junho, deriva do latim Junius-Junior, que significa o mais novo, ou o que renova. Para o Cristianismo, João Baptista é o testemunho da Luz, do verbo incarnado, o que introduz o rito do baptismo, ou seja, da renovação. Vinte e três Papas adoptaram o seu nome; duas ordens cavalheirescas renderam-lhe homenagem. Por diversas vezes, ao longo destes anos de aprendizagem das coisas da Maçonaria, tenho partilhado convosco algumas reflexões sobre o sentido e a intensidade simbólica da tradição Joanita e doutras que, em diferentes sistemas culturais e religiosos, a precederam ou acompanharam.

De igual modo estabelecemos a sua relação com os ciclos naturais. No caso vertente, com os que se referem a essa relação íntima e inultrapassável entre o movimento de translação da Terra e a fonte de luz, de vida, de energia que é o Sol. Conjuntamente, percorremos os trilhos da inegável atribuição mítica dos momentos solsticiais. Do Oriente mais ou menos próximo à Sul américa pré-colombiana, das estepes gélidas do Norte à saturada humidade equatorial, da Patagônia ao Alasca, penso que, embora com declinações e efeitos diferenciados, há uma consciência simultaneamente pragmática e mística do aparente ciclo solar, essência do mito do eterno retorno.

Se pensar é perguntar para obter respostas, não estarei longe da verdade ao admitir que estas desaguam no registo das repetições a que nos habituámos a ter como regras. Esta eterna, periódica e sistemática recorrência solsticial, que ao fim e ao cabo sintetiza o sentido natural da vida, estão explicadas, na sua dimensão simbólica, no ritual que acabamos de interpretar. A nossa memória está prenhe. Que mais dizer? Os Joãos que temos vindo a referir não são, na tradição Maçónica, meros símbolos solsticiais. São mais que as duas portas da eterna repetição que os romanos atribuíam a Janus bicéfalo, que os pitri e deva yana hindus, ou o yin e yang do Zen.

O positivismo iluminista do século XVIII, juntamente com a coeva descristianização da Maçonaria Anglo-Saxónica, relegaram para plano secundário o papel fundador que o João Baptista, primeiro e, mais tarde, o João Evangelista, representam na ancestral cultura Maçónica, na sua síntese filosófica e esotérica, e que se reporta ao tempo de Salomão. Ao procurar repor, pela erudição, um sentido naturalista no ato simbólico que hoje festejamos, as Lojas que seguiram essa tendência afastaram-se da sua essência cultural.

Pretendo com isto dizer que, na tradição ancestral, as Lojas Maçónicas não são Lojas Solsticiais, mas sim e antes de tudo, Lojas de S. João. E é o profundo significado filosófico e esotérico desse fato que importa aqui tentar reter, como cultura, mais do que todos os aspectos científicos e naturalistas relacionados com o ciclo Solar e as inerentes relações agrárias ou agrícolas. Estas, sim, são meramente simbólicas, no que diz respeito à nossa Nobre e Augusta Ordem. João Baptista é um profeta que anuncia e prepara, no sistema iniciático, a vinda da Luz. Ele ensina a humildade, a renúncia ao ego, sem as quais a iniciação e o progresso espiritual são impossíveis: É preciso que ele cresça e que eu diminua. (Haverá expressão mais profunda deste sentido do que esta? Pobre do Mestre que não aspire a ser ultrapassado pelo seu discípulo!). Baptista simboliza, assim, o grande iniciador, o Mestre sábio que prepara, humildemente, o caminho ao Aprendiz.

O Evangelista, em contrapartida, representa o Irmão que recebeu a Luz e que a dimana na sua sabedoria, identificando-a com o Verbo e com o Amor.

É assim que os Joãos que, sistemática e racionalmente procuramos reduzir ao emblemático ciclo solsticial, simbolizam duas fases fundamentais que cada Maçom deve atravessar e reviver no seu percurso iniciático: a da expectativa do vislumbre da Luz, num esforço e em obras que constituem já amor; e a da chegada da Luz que, em simultâneo com o conhecimento, nele fará eclodir o Amor na sua verdadeira perfeição.

Antigo e Novo Testamento, Moisés e Salomão, Baptista e Evangelista, mais do que marcos emblemáticos, icónicos ou simbólicos, são a face exprimível de uma cultura ancestral que nos enforma. Mais do que negada ou substituída, ela deve ser entendida na sua real substância e esta, sobrejaz a todo e qualquer sistema religioso ou eclesiástico, do mesmo modo que a língua, os usos ou os costumes.

Serve isto para propor aquilo que nos pertence e nos é intrínseco. Mais do que ir ao mundo profano buscar figuras influentes, pro fluentes e eventualmente poderosas, para decorar a vaidade das nossas Lojas, importa receber no nosso seio aqueles que, humildemente, queiram partilhar conosco essa busca do Saber que se sustenta na Beleza do Amor e na Força do trabalho e da sustentabilidade, para que os nossos valores, mais do que as pessoas que os encarnam ou transmitem, possam de facto exercer a influência necessária à sua consolidação naquilo a que hoje resumidamente chamamos o sentido de cidadania.

Que a força iniciática do baptismo renovador que celebramos no Solstício de Verão, produza a Luz sábia e irradiante que, por intermédio do Amor, voltaremos a colher no próximo solstício de Inverno.

O Baptista, que agora celebramos, deverá lembrar-nos o fundamento iniciático da Ordem a que pertencemos.

Bibliogragfia:
- Trabalho atribuído a Luis C.•. (M.•. M.•. - R.•. L.•. Convergência, n.º 501, a Oriente de Lisboa, G.•. O.•. L.•.)
- Wikipédia
- Rodrigues da Silva, Robson – Reflexos da Senda Maçônica;
- Castellani, José – O Rito Escocês Antigo e Aceito;
- Dyer, Colin – O Simbolismo na Maçonaria








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domingo, 20 de junho de 2010

Mistérios do Número 5 - A Quintessência (Simbologia dos Números)




Por Irm.´. Luis Genaro L. Fígoli (Moshe)
Loja Palmares do Sul 213 RS

No princípio criou Deus os céus e a terra. Foi a criação dos elementos Ar e Terra. O espírito de Deus se movia sobre a face das águas. A Água tinha sido criada. E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus. Foi a criação do Fogo.

O Fogo do Sol evaporava a Água que subia em forma de Ar úmido e caia sobre a Terra novamente como Água.

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra que era Ar, Água, Fogo e Terra, e soprou em suas narinas o “fôlego da vida”. Aos quatro elementos que eram matéria inerte, foi agregada uma alma, um espírito. Todos os animais (Gênesis 1:30) incluindo o Homem (Gênesis 2:7) receberam um sopro de vida (nefesh, em hebraico). Entretanto somente Adão recebeu algo novo e inédito no Universo: o hálito vivo de Deus (neshamah, em hebraico) com o que ambos, criatura e Criador, se tornam inseparavelmente ligados. Foi isso que distinguiu o Homem dos outros animais. Nasce a quinta-essência na versão das Sagradas Escrituras.

No Dicionário Brasileiro da Enciclopédia Mirador vemos que quinta-essência é: substância etérea e sutil considerada pelos alquimistas como o quinto elemento, além da água, ar, terra e fogo, e que é obtida após cinco destilações sucessivas; é o elemento mais puro do organismo humano. Ele pode também ser escrito como quintessência.

Os alquimistas se esforçaram pela busca de um elemento primordial do qual derivariam todos os demais. Diferentes pensadores antigos tentam definir este elemento primordial que para uns seria um dos quatro elementos unidos ou, simplesmente, o ouro representante simbólico do Sol, da Luz, do Poder Criativo e da Revelação Divina.
Para os cabalistas a quinta-essência se forma de Quatro pela adição de Um. Quatro são os elementos: Ar, Água, Terra e Fogo. Um é o espírito dominando os quatro elementos.

A Metafísica considerava a quinta-essência como o espírito ou causa universal de todas as coisas.

Na alquimia o número cinco ocupa uma posição de destaque. Vem dela o nome quintessência; símbolo, de concepção alquímica segundo a qual os quatro elementos da antigüidade ( água, fogo, terra e ar ) devem ser complementados por uma quinta essência originária do elemento dominante imaterial do espirito do mundo. Sua participação na totalidade do Universo deveria ser acrescida mediante a atividade espiritual. Este quinto elemento, como coroação dos outros, era visto como o elemento vivificador e mencionado a águia do ar, a fênix no fogo, o golfinho na água e o homem na terra. A representação matéria viva deixa então de ser quaternária para ser quintenária e a sua formulação gráfica da matéria quintessência da é o pentagrama.

A matéria sem a quintescencia é considerada inerte pois é esse "espírito" universal que permite a vivificação da matéria.

Neste ponto podemos dizer o que vem a ser a quintessência dos alquimistas. Na realidade é o mais alto aspecto da água. A água no universo se apresenta em sete níveis, cinco no plano material e dois do espiritual. Assim em ralação à vida orgânica a água se manifesta em cinco estados: Solido , Líquido, Gasoso, Vapor, e Quintessência.

Tales de Mileto e outros filósofos antigos afirmavam ser a água o principio de todas as coisas. Na realidade quando os sacerdotes e filósofos assim ensinavam eles na realidade não estavam se referindo ás formas da água do plano material, mas a um fluido potencial contido no universo. Esse princípio no Antigo Egito era representado por Kneph, o deus "não revelado". Simbolicamente era representado pela figura de uma serpente( emblema da eternidade ) circundado um jarro de água, com a cabeça suspensa sobre a água.

Dizem os alquimistas que quando a terra pre-adâmica era reduzida por Alkahest a sua primeira substância, é semelhante à água clara. O Alkahest é "O um invisível", a água, o primeiro princípio, em sua segunda transformação.

A água no estado de quintessência é o principio vital essencial vivificador do universo, o elemento transformador da mateira matéria inerte - quatro - em matéria viva - cinco - portanto um símbolo de transformação alquímica.

Mas, ainda existem dois estados mais elevados dá água sendo o mais elevado de todos a LUZ, gênese de todas as coisas, conforme ensinava o filósofo Tales de Mileto, e cita a própria Gênese Bíblica 1:2 O Espirito de Deus pairava sobre a face das águas...".

Essa natureza da água faz com que ela seja ela seja usada em grande número de rituais iniciatórios em todo o mundo e em algumas doutrinas conhecido pelo nome de batismo.

O batismo confere à pessoa, graças à natureza quintescencial da água, uma condição energética de volta à origem, simbolicamente representativa de uma transformação, o sair da materialidade representada pelo mistério quatro e o despertar na espiritualidade representada pelo mistério cinco.

A água é desde a mais remota antigüidade símbolo da pureza por isso o batismo com a representa a purificação do ser.

A data em que o batismo foi instituído perde-se na névoa do tempo desde que na antiga Índia era tido como rito de purificação nas cerimonias religiosas. Também no Antigo Egito era religiosamente praticado em cerimônias nas Pirâmides, e em alguma delas ainda hoje existe pia batismal em forma de sarcófago. Também na Grécia nos Mistérios de Eleusis o batismo com água já era praticado. Na religião hebraica o batismo não era pela água e sim pela circuncisão. João, o Batista, fez voltar à Palestina a prática do batismo pela água. Até mesmo Jesus recebeu essa forma de batismo no Rio Jordão, mostrando a sua importância.

Vale salientar uma visita feita por um sacerdote hebreu de nome Nicodemos a Jesus às escondidas dentro da noite. Naquele encontro Jesus disse que não entraria no reino de Deus aquele que não nascesse de novo da água e do espirito. Essa citação tem muitas interpretações mas entre elas a da necessidade do renascimento do batismo pela água da caminha espiritual.

Julgam que a água benta usada no catolicismo é de origem recente. Na realidade o seu emprego é muito mais antigo do que supõem, é um dos mais antigos ritos praticados no Egito, de onde passou para Roma pagã. Os sacerdote do antigo Egito aspergiam com água com água benta as imagens dos deuses.

O que faz com que aquilo que é inerte transmite-se em vivo é a água em sua quinta essência promove por isso o número cinco e um número relacionado com o lado biológico. As interações dos seres com o mundo e do mundo com os seres pertencem ao mistério cinco. A maneira como o ser interage a nível orgânico, como reage com o mundo exterior e como e como o mundo exterior age sobre ele a nível biológico.

Uma maneira básica de receber do exterior inclui-se, é claro, os meios de sobresistência biológica, assim sendo todo o sistema metabólico e digestivo está contido no mistério cinco.

Veremos agora que o número cinco está ligado a tudo o que é orgânico, a tudo o que se apresenta vivificado ou diretamente ligado às formas vivas.

O organismo tem apenas cinco fontes básicas de alimentos para se nutrir: Assim os alimentos tem como origem: Reino Vegetal, Reino Animal, Reino mineral, Água e Prana. A vida orgânica depende diretamente dessas cinco manifestações da natureza..

Existem cinco tipos básicos de alimentação vegetal: cereais ( sementes - massas ), féculas (raízes = batatas = massas e similares), frutas, folhas, caules.

Cinco derivados básicos de origem animal: Sangue, gordura, carne, ovos e leite.

Os alimentos a nível de metabolismo agrupam-se em cinco categorias: Proteínas, Glicídios ( Açucares ), Lipídios ( gorduras ), Vitaminas e Sais Minerais.

Vale salientar que em decorrência do mistério cinco o organismo não requer mais que cinco órgãos básicos ligados ao metabolismo e ao sistema digestivo/condutor/metabólico. Portanto, são necessárias apenas cinco as vísceras: rins, pulmões, baço, fígado, coração.

Estudamos em outra palestra que existem quatro reinos na natureza: Humano, mineral, vegetal, animal. Mas a ciência diz que os seres vivos distribuem-se em cinco grupos: Animal, vegetal, Fungo, Protista e Monera. Também são grupados como Vírus, Bactéria, Fungos, Animais e Monera.

Os animais podem ser: Mamíferos, Ovíparos ( aves, repteis e anfíbios ), Peixes, Crustáceos e Insetos.

Seja qual for o animal considerado, quanto ao tegumento ele se apresenta com: Pelo, Pluma, Escama, Placa e Glabro ( sem pelo ).

As formas reprodutivas também são cinco: Cissiparidade, oviparidade, parturição, e esporulação.

No organismo humano existem 5 glândulas de secreção internas: Testículo/ovário, Supra-renal, Tiróide, Paratiroide, Timo[4].

As secreções externas do organismo são: Suor, Lágrima, Urina, Esperma e Sucos Digestivos, ao mesmo tempo em que outras tantas são as que se processam em cavidades fechadas: Sangue, Líquido Sinovial, Liquido Céfalo Raquideano, Humor Vítreo e Humor Cristalino.

O organismo humano para viver depende de cinco fontes de nutrição: Vegetal, Animal, Mineral, Água e Prana. Vale dizer que cada uma dessa fonte contribuiu com cinco elementos para a alimentação:

Dos vegetais: Raiz, Caule, Flor, Fruto e Semente.

Dos animais: Carne, Leite, Ovo, gordura e Sangue.

Dos minerais: Hidrogênio, Oxigênio, Carbono, Cálcio e Pospores. ( O organismo depende de muitos outros elementos químicos, mas este é o grupo maior. Os demais elementos químicos em ordem de importância podem ser sucessivamente distribuídos em grupos de cinco.

Da água: Solida, Liquida, Gasosa, vapor e quintessência.

Do Prana: O prana que o ser absorve através da respiração apresenta-se com cinco variedades.

Quando à motilidade dos seres também o numero cinco está presente: Temos que considerar no que diz respeito a motilidade ativa e a passiva. Ativa aquele que se processa por um impulso ativo do ser, e a passiva aquela que depende de fatores externos:

Motilidade passiva: Parada, flutua, Levada pelo vento, Cai, Rola. ( Algo pode estar parado, pode flutuar, pode flutuar e ser conduzida pelas correntes aquáticas, flutuar nas correntes aéreas, e pela modificação do grau de inclinação de uma superfície ele pode rolar ).

Motilidade ativa: Fixo ( o ser agarra-se à algo ), Anda, Voa, Nada, Rasteja.

Cada elementos de uma desses quinários podem ser desdobrados em outros cinco e assim sucessivamente: Existem cinco tipos de Nado: Craw, Borboleta, Peito, Costas e Cachorrinho, assim como existem cinco tipos de marcha, cinco tipos de flutuação, e assim por diante.

Fonte: Diversos artigos Internet


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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Livro na íntegra: La Masoneria (Ferrer Benimeli)

Meus caros leitores:

Apresento o livro, na íntegra, do autor José Ferrer Benimeli, especialista espanhol em história da Maçonaria, para pesquisa e consulta. Este autor tem vários livros sobre a Ordem, entre os quais, um dos mais importantes (além deste apresentado no post) é "Arquivos Secretos do Vaticano e da Franco Maçonaria" que vale a pena ler.

A partir de agora, além dos artigos inéditos de nossa lavra e de IIrm.´. que colaboram com o Blog, passaremos a apresentar livros na íntegra para que nossos leitores tenham mais uma fonte de consulta para suas pesquisas.

O presente livro está escrito no idioma espanhol(já que nosso site é visitado por internautas do todo o mundo), mas acredito que os IIrm.´. de língua portuguesa não terão de dificuldade de ler e interpretar. Sugiro, se alguma passagem estiver confusa, que se utilizem do recurso do Google Tradutor que é um bom instrumento para traduzir em vários idiomas.


Espero que gostem e comentem.

Irm.`. Luis Genaro - Editor de Espaço do Maçom

La masonería - Ferrer Benimeli






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sexta-feira, 11 de junho de 2010

NOVO DESING DO BLOG ESPAÇO DO MAÇOM

NOVO DESING DO BLOG ESPAÇO DO MAÇOM

Estamos inaugurando hoje o novo desing de nosso Blog Espaço do Maçom. Objetiva dar mais fluidez à leitura, com fundo branco e caracteres em preto, seguindo a tendência de todos os grandes sites, buscando ser de visual mais limpo.

Por outro lado, como fundo escolhemos uma vela acessa que representa a luz que buscamos quando ingressamos na Ord.´.

Também ficaram mais fácil e organizados os assuntos abordado pelo Blog, e passamos os indicadores para a coluna da direita, o que beneficia a leitura dos artigos.

Além disso, abrimos um canal via TWITTER onde poderemos interagir diretamente com nossos leitores, IIrm.´. ou não, através do qual pretendemos aperfeiçoar nosso site, colhendo sugestões e críticas e aprofundando os debates em torno dos artigos postados no Blog. Adicione-nos no seu Twitter e acompanhe as novidades!!!

Espero que nossos leitores tenham gostado das inovações, todas buscando a melhor interação com vocês.

T.`.F.`.A.´.

Luis Genaro - Editor
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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Meditação: O Caminho para a Luz

Concentre-se nas velas para melhorar a meditação.

Meditação é um estado de consciência em que nós entramos, espontaneamente, quando a Kundalini adentra o Sahasrara. Isso é um acontecimento momentâneo, sutil. É a Yoga, a união com o Divino e o começo de uma nova consciência. É essa consciência que nós temos que aprender a manter. A meditação na Sahaja yoga é bastante simples. Isso pode ser facilmente conseguido através da prática regular de algumas técnicas simples que nos foram dadas por Shri Mataji.

Em primeiro lugar, usamos a fotografia acima para "receber vibrações". Como você logo vai descobrir, a foto emite um fluxo de vibrações frescas e calmantes que pode ser sentido como uma brisa fresca nas mãos e mesmo no topo da cabeça.

Então, duas vezes por dia, de manhã e à noite, tente se beneficiar dessas vibrações. Coloque a foto num lugar onde você possa meditar sem ser perturbado. O elemento fogo tem a propriedade de neutralizar negatividades do ambiente, sente-se, confortavelmente, mantendo as mãos sobre os joelhos e com as palmas viradas para cima e em direção à imagem. Não precisa pensar em nada em particular , apenas mantenha a atenção no alto de sua cabeça (Sahasrara Chakra).

Você começará a sentir as vibrações fluírem nas mãos e no corpo. Interiormente, você perceberá, no princípio, que seus pensamentos se alternam entre uma volta ao passado ou em projeções para o futuro. Tente testemunhá-los e deixá-los ir embora, gradualmente, constatando que uma sensação de paz começa a se estabelecer. Depois de algum tempo, seus pensamentos param e você se percebe num estado de calma e de relaxamento da consciência. Sua mente está relaxada, sem pensamentos, embora completamente alerta.

A fotografia age como fonte das próprias vibrações. Se seu sistema se encontrar em bom estado, você sentirá uma brisa fresca sobre as mãos e no alto da cabeça. Também poderá sentir nas mãos uma sensação de calor, formigamento ou dor em pontos específicos que indicam a presença de problemas. Estes problemas poderão ser resolvidos com o uso de técnicas ensinadas nos encontros da Sahaja yoga.

A meditação pode ser praticada de manhã, por 10 a 30 minutos. À noite, a mesma meditação é feita, colocando-se os pés em uma bacia com água morna salgada (duas colheres de sal). Esta é uma técnica muito eficaz para eliminar a negatividade através do elemento água. O lava-pés deve durar cerca de 15 minutos. Depois, a água deve ser jogada no vaso sanitário e as mãos, lavadas. É melhor não se usar a mesma bacia para outros fins.

Com estas simples práticas - a meditação matutina para fortalecer o corpo sutil, e o lava-pés noturno para limpá-lo - você sentirá rápido progresso. É muito importante seguir com regularidade estas práticas. Faça com que elas se tornem parte integrante do seu dia. Técnicas de meditação mais avançadas são ensinadas gratuitamente nas reuniões da Sahaja Yoga, onde você aprenderá a localizar os desequilíbrios energéticos e a solucioná-los.



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terça-feira, 1 de junho de 2010

A indumentária Maçônica e seu significado (Trajes e Luvas)

Peça de Arquitetura

Por Irm.´. Luis Genaro L. Fígoli (Moshe)

Basicamente, a uniformização da indumentária visa à harmonização do ambiente e das pessoas, gerando um clima psicológico favorável à integração e ao controle. As diversas organizações uniformizam as pessoas na busca da disciplina, do controle e da integração. É o caso das Forças Armadas, dos Estudantes, das Polícias Militares, das grandes corporações de operários, etc.

No caso da Maçonaria, a uniformização tem os mesmos benefícios já citados, além de naturalmente, os aspectos que se somam e que dizem respeito ao uso da cor preta. Na prática dos trabalhos em nossos Templos, buscamos dentre outras coisas, esotericamente, captar energias cósmicas ou fluidos positivos ou forças astrais superiores para nosso fortalecimento espiritual. Da física temos o conceito de que o preto não é cor , mas sim um estado de ausência de cores. As superfícies pretas são as mais absorventes de energias de qualquer natureza.

Então, a indumentária preta nos tornará mais receptivo e mais do que isso, nos tornará também um acumulador, uma espécie de condensador deste tipo de energia. Por outro lado, a couraça formada pela nossa roupa preta, faz com que as eventuais energias negativas que eventualmente possam entrar no Templo conosco, não sejam transmitidas aos nossos Irmãos. Por isso o Maçom veste-se de roupas pretas para participar dos trabalhos em Loja.

A indumentária recomendada para as Sessões Magnas é o terno preto, com camisa branca e gravata preta e luvas brancas. Para as Sessões Econômicas, admite-se o uso do Balandrau, que deve ser comprido e preto, complementado pelo uso obrigatório de calças, meias e sapatos pretos.

A comodidade que oferece ao usuário fez com que o Balandrau se difundisse rapidamente, mas é preciso salientar, ele deve ser comprido e ficar a um palmo do chão, pois é uma veste talar, ou seja, que vai até ao calcanhar.

Importante observar que, tanto do ponto de vista linguístico como do ponto de vista maçônico, preto e escuro não são sinônimos, conforme muitos querem. E, em assim sendo, toda indumentária que não seja preta, embora escura, não é maçonicamente adequada.

Cabe ao Venerável Mestre decidir, dentro dos princípios do bom senso e da tolerância em torno das exceções, caso algum Irmão visitante em viagem ou mesmo de algum Irmão do quadro, que por alguma razão plenamente justificável, se apresentar ao trabalho com roupa de outra cor.

Pode-se dizer que o uso de avental e de luvas brancas é a marca distintiva dos maçons. Em Sessões Magnas devem ser usadas luvas brancas, fazendo parte da indumentária obrigatória do maçom.

Para além da cor, não existem requisitos especiais quanto ao tipo e qualidade de luvas a serem usadas. Podem ser de pele, algodão ou outro tecido. Podem ser completamente brancas ou ter estampado ou bordado algum enfeite. É muito utilizado um modelo de luvas com o desenho do compasso e do esquadro.

O uso das luvas é antiquíssimo, crendo alguns que remonta ao tempo das cavernas. Homero fala de luvas nos seus poemas. Xenofonte diz que os Persas usavam luvas. Existe no Museu do Cairo uma luva de tapeçaria de linho, com cadarço de abotoamento no pulso, encontrada na tumba do jovem rei egípcio Tutancâmon . Na idade média os dignitários eclesiásticos, o Papa, os cardeais, os bispos, usavam luvas para os atos litúrgicos. Nas missas, os celebrantes usavam luvas com as cores litúrgicas do dia. Tal como o avental, a origem do uso das luvas deve buscar-se na Maçonaria Operativa.

O trabalhador em pedra, em muitas das suas tarefas, necessitava de proteger as mãos dos acidentes ou, mesmo, das normais consequências do manuseamento de materiais duros, rugosos, pesados, com arestas vivas, etc.. O uso de luvas previne pequenos ferimentos, arranhões, abrasões, decorrentes desse manuseamento. Para os Maçons Operativos, portanto, o emprego de luvas não tinha qualquer outra utilidade a não ser o de proteção das mãos durante o trabalho. Daí o costume típico daquela época de um novo membro, após sua admissão, presentar os outros membros da confraria com um par de luvas. Com a transição da Maçonaria Operativa para a Maçonaria Especulativa, manteve-se a tradição do uso de luvas.

Mas se a tradição se manteve, ironicamente o propósito inverteu-se. É que, na Maçonaria Especulativa, o uso de luvas não se destina a proteger as mãos do ambiente, mas, pelo contrário, a proteger o ambiente das mãos. Explicando:
Uma das regras que é frequentemente lembrada aos maçons é a de que estes "devem deixar os metais à porta do Templo", isto é, não devem transportar para o interior da Loja condutas, conflitos, interesses, competições, comportamentos, de natureza profana. Em Loja, nada disso tem lugar.

O espaço da Loja - e não me refiro apenas ao espaço físico, mas também, e essencialmente, à dimensão espiritual - não deve ser conspurcado com imperfeições de natureza profana. Para que o maçom possa tranquilamente, com a ajuda de seus Irmãos, trabalhar no seu aperfeiçoamento, deve estar inserido num ambiente livre da poluição das imperfeições do dia a dia. O interior do Templo deve, assim, estar livre de metais, por estes se entendendo tudo o que é negativo, imperfeito, inerente às fraquezas humanas.

No entanto, o maçom, se busca aperfeiçoar-se, é porque se reconhece imperfeito. E imperfeito em si mesmo. Por muito que cuide, por muito que faça, embora procure deixar os metais à porta do Templo, alguns inevitavelmente ele transporta para o seu interior, porque ínsitos (ainda, espera-se...) nele mesmo. Então, assim se reconhecendo imperfeito, logo poluidor do ambiente do Templo, logo susceptível de dificultar o aperfeiçoamento de seus Irmãos - quando o objetivo comum é precisamente o inverso... - o maçom simbolicamente protege o ambiente e seus Irmãos de suas imperfeições, usando as luvas. Assim, a sujidade que ainda permanece em suas mãos não conspurca o Templo, os objetos nele existentes, os seus Irmãos.

Ou seja, o maçom em Loja usa luvas brancas, não para se proteger do que, exterior a si, o possa afetar, mas para proteger o ambiente e os demais daquilo que, existente em si, os possa prejudicar.

Este, no meu entendimento, a lição que se pode extrair do simbolismo do uso das luvas pelos maçons em Loja.

Daqui decorre, por exemplo, que, ao contrário da prática social, em que o enluvado se desluva para cumprimentar outrem, os maçons, no interior do Templo saúdam-se sempre com as respectivas luvas postas.

Há, no entanto, três situações correntes em que o maçom em Loja deve retirar uma ou ambas as luvas. Uma, quando manuseia dinheiro, pois, por natureza, o vil metal conspurca - e o seu manuseio em Loja, designadamente quando se reúnem fundos para ações de solidariedade, é um mal necessário - e não deve assim sujar a luva, que deve permanecer limpa; segunda, quando o maçom assume compromissos sobre as três Grandes Luzes da Maçonaria - o Volume da Lei Sagrada, o Compasso e o Esquadro -, caso em que apõe a mão nua sobre esses três artefatos, em sinal de que o compromisso é assumido pelo Homem inteiro, com suas qualidades e defeitos, com suas forças e suas imperfeições, confiando em que o contato entre essas três Grandes Luzes e si próprio redundará no seu aperfeiçoamento, não na perda de qualidades daquelas; a terceira, na Cadeia de União, em que os maçons se dão as mãos, despojadas de luvas, em sinal de união e de comunhão de esforços, juntando-se numa Cadeia em que cada um se reconhece como o elo mais fraco, mas em que todos buscam fortalecer-se, transmitindo-se e unindo todos suas forças e fraquezas, cientes de que as forças de todos combinadas gerarão um poder mais forte do que a mera soma delas e de que as fraquezas de cada um mais eficazmente são combatidas com a ajuda de todos.

Eis porque o maçom usa luvas brancas.

Fonte:
Pedro Juchem, M.'.M.'. - Loja Venâncio Aires II, nº 2369, GOB RS , Or.'. Venâncio Aires, RS, Brasil.  http://www.construtoresdavirtude.com.br/pag_indumentaria.htm
- Diversos artigos na Internet
- Castellani, José – Curso Básico de Liturgia e Ritualística;
-Rodrigues da Silva, Robson – Reflexos da Senda Maçônica.

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