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sábado, 26 de maio de 2012

As Colunas Gêmeas - As Colunas J e B no Templo Maçônico


Nota: É nossa linha Editoral, postar somente artigos inéditos. Entretanto pela beleza do material e sua importância no entendimento da simbologia maçônica, no que se refere às Colunas Vestibulares, ou Colunas "J" e "B", presentes em todos os Templos Maçônicos em homenagem a sua existência no Templo de Salomão (lenda bacilar da Maçonaria), publicamos este artigo, originalmente postado no site http://www.rlmad.net no qual fizemos algumas alterações e acréscimos para que o texto atinga integralmente o objetivo proposto.

Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)

AS COLUNAS GÊMEAS

AS COLUNAS NO PÓRTICO DE SALOMÃO

Two Columns Rug
Arquitetônica e Maçonicamente falando, a particularidade mais importante do Templo do Rei Salomão era, sem dúvida, o par de Colunas no Pórtico. O grande espaço consagrado à sua descrição na Bíblia, bem como os muitos estudos realizados, são uma boa indicação da sua importância.

Dos estudiosos, alguns, poucos, acreditam que as Colunas eram membros estruturais quer como entablamento que diretamente sustentava o teto, quer como sustento de um par transversal de anteparos que o sustentariam (1). A maioria dos estudiosos (maçônicos ou profanos, e estes leigos ou eclesiásticos), porém entende tratar se de colunas livres e puramente ornamentais ou emblemáticas, exatamente como aparecem em nossos “ Painéis da Loja”. Há razões suficientes e satisfatórias para a crença geral de que se tratava efetivamente de colunas livres e de caráter simbólico, sendo de fato “símbolos de divindade”. “Um conjunto quase irresistível de opiniões favorece a hipótese das colunas livres”(2).

As Colunas de Salomão terão sido erigidas mais especificamente para imitar os Obeliscos das entradas dos Templos Egípcios (o par de Obeliscos da entrada do Templo de Carnaque é impressionante (3)), ou talvez tenham sido copiadas de Tiro, terra de origem do seu obreiro, onde Heródoto afirmou ter visto duas colunas semelhantes defronte do templo de Hércules.
Fossem copiadas dos Templos Egípcios ou do Templo de Hércules, de qualquer modo, na arquitetura “eclesiástica” do tempo, no Médio Oriente onde nos situamos, há urna extensa preponderância de Colunas Gémeas que tem sido comentada por um sem número de estudiosos.
Há a menção particular de duas colunas semelhantes à entrada do templo de Biblo (mais tarde conhecida pelo nome de Gebel, a pátria dos gibilitas, os “cortadores de pedra” do Templo do Rei Salomão) (4).
Na Síria, escavações levadas a cabo pelo Instituto Oriental da Universidade de Chicago, em Tell Tainat, desvendaram uma pequena “capela” do século VIII a.C., anexa ao palácio dos príncipes de Hatina, onde, com clareza surgem no pórtico duas colunas livres, e segundo tudo indica, mais puramente simbólicas ou ornamentais do que arquitetonicamente funcionais. “Existem agora provas suficientes de que esse tipo de construção era muito comum na Fenícia” (5).
Quanto aos Obeliscos egípcios, os mais conhecidos são o par que Tutmósis III fez erguer em Heliopolis no século V a.C., e que Augusto César posteriormente transferiu para o Caesareum de Alexandria, um dos quais adorna hoje o Cais do Tamisa em Londres e outro um recanto do Central Park de Nova York (6).
A descrição Bíblica das Colunas Salomónicas é a seguinte:
“Assim terminou ele [Hirão] de fazer a obra para o Rei Salomão, para a casa de Deus:
As duas colunas, e os globos, os dois capiteis sobre as cabeças das colunas; as duas redes para cobrir os globos dos capiteis que estavam sobre a cabeça das colunas:
As quatrocentas romãs para as duas redes: duas carreiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capiteis que estavam em cima das colunas.
Na planície do Jordão, o rei os fez fundir em terra barrenta, entre Sucoth e Zeredata” (7).
“Fez também diante da casa duas colunas de trinta e cinco côvados de altura; e o capitel que estava sobre cada uma era de cinco côvados.
Também fez as cadeias como no Santo dos Santos, e as pôs sobre as cabeças das colunas: fez também cem romãs as quais pôs entre as cadeias.
E levantou as colunas diante do templo, uma à direita e outra à esquerda; e chamou o nome da [que estava] à direita Jachin, o nome da [que estava] à esquerda, Boaz” (8).
“A altura de uma coluna era de dezoito côvados, e sobre ela [havia] um capitel de cobre, e de altura tinha o capitel três côvados; e a rede, e as romãs em roda do capitel, tudo [era] de bronze; e semelhante a esta, era a outra coluna, com a rede” (9).
Esta era a idade do bronze na arquitetura. Homero fala nos dela na casa de Alcino. Os tesouros de Micenas eram recobertos internamente de chapas de bronze, e nos túmulos etruscos dessa idade esse metal era muito mais material de decoração do que o trabalho em pedra ou outro.
O Altar do Templo fora feito de Bronze, e sustentavam o "Mar de Bronze" doze bois de bronze.
Os suportes, as pias e todos os outros objetos de metal, conjuntamente com as Duas Colunas, eram, na realidade, o que tanto celebrizava o Templo.

A LOCALIZAÇÃO DAS COLUNAS

Houve muita especulação entre estudiosos, maçônicos e não maçônicos sobre a designação das Colunas como “direita” e “esquerda”, uns tomam na no ponto de vista de quem entra no Templo, e outros de quem sai. O problema porém está ligado a uma pressuposição que está ligada à questão subsidiária da Orientação do Templo.
Sabe se que os antigos hebreus se referiam ao que denominamos os quatro pontos cardeais, colocando se na posição de um homem que olhasse o Sol Nascente. Assim, à palavra “direita” equipara se a posição geográfica “sul”, e à palavra “esquerda” a posição geográfica “norte”, de modo que, quando se fala localmente, é evidente que Mão Direita e Sul são sinônimos 10.
Esta concepção dos Pontos Cardeais é nos confirmada não só pela Enciclopédia Bíblica, mas também pela Enciclopédia Judaica, que garantem: – “O leste era chamado ‘a frente’; o oeste, ‘a parte de trás’; o sul, ‘a direita’; e o norte, a ‘esquerda’”.


A tentativa de solução do problema, tomando por base a concepção de que a posição das Duas Colunas é vista pela pessoa que sai do templo, e por tal se aproxima das colunas vinda de dentro, é, [na minha opinião] altamente artificial, pois a primeira vista que se tem de um edifício é sempre de fora, e nunca de dentro. Por conseguinte, a primeira descrição de um edifício, ou de suas características externas (como se presume que o fossem as Duas Colunas) reflete sempre o ponto de vista do observador que desse edifício se aproxima e o avista pela primeira vez, e isso só pode ser, por força, do lado de fora. Portanto, o ponto de vista do fiel saindo do templo não é realística, pois como pode alguém sair de um lugar sem aí haver entrado?
Tem sido muitas vezes assinalado pelos comentadores bíblicos que o Templo de Salomão nunca se destinou a conter numerosos fieis, mas apenas os sacerdotes oficiantes; esperava se que esses fieis se congregassem no Pátio do Templo, de onde lhes seria dado ver as Duas Colunas [do lado de fora].
Encerrando a questão, encontramos num Catecismo de 1724 (11) as seguintes pergunta e resposta:
  • P. – Em que parte do Templo se manteve a [primeira] Loja?
  • R. – No Pórtico de Salomão, na extremidade Ocidental do Templo, onde se erguiam as Duas Colunas.
Sobre a altura das Duas Colunas, 18 ou 35 côvados, pode tratar se apenas de dois tipos de medida diferentes, a saber: – o côvado de construção (36 cm) ou o côvado real (62,5 cm), como pode também ter havido erro provocado pela semelhança entre os caracteres hebraicos correspondentes a 18 [yod hé] e 35 [lamed hé]. Um yod mal escrito ou desfigurado pelo tempo, poderia, num manuscrito, ser tomado por um lamed; e um lamed parcialmente desfigurado poderia, ainda mais facilmente ser tomado por um yod. De qualquer forma tratava se de Duas Colunas imponentes, que com a variante do capitel incluído ou não, nos conduzem a sete vezes a estatura de um homem, alto para a sua época, múltiplo este que se encontra em outras edificações “eclesiásticas” de então ou hodiernas.
A tradição maçônica de que as Duas Colunas foram “feitas ocas”, pode ser suportada, do ponto de vista do fundidor, por necessidade, apenas com uma grossura de “uma palma de mão”, a fim de lhes reduzir o peso, e teria assim de ser o bronze vertido em torno de um núcleo central que pudesse posteriormente ser retirado como se diz que aconteceu com as colunas, fundidas “na planície do Jordão”, ... em terra barrenta, entre Sucoth e Zeredata (12). Igualmente, uma “tenda das Colunas Ocas”, em ligação com a “Lenda do Xamir”, suporta que as colunas foram feitas ocas para depósito dos registos e escritos valiosos, podendo, naturalmente estar ligada à das Colunas Antediluvianas (Uma delas em mármore, que “nunca arderia”, e outra em tijolo, “que nunca afundaria na água”, pois os homens sabiam, assim o dissera Adão, que seriam destruídos pelo fogo ou pela água, e assim guardariam o trabalho de muito estudo, em ordem a salvá lo, para auxílio do gênero humano).
De um ponto de vista antropológico, elas não eram senão uma sobrevivência dos antigos pilares de pedra, os Mazzeboth (13), que foram originalmente emblemas fálicos, como nos confirma Ward (14) na descrição da Cerimónia em Heirápolis (15): “havia dois grandes falos, de trinta braças de altura, erguidos à porta do templo de Astarte, em que, duas vezes por ano um homem... subia ao cimo, por dentro delas, ... afim de assegurar a prosperidade e fertilidade da terra, representando o processo de fertilização...”.
Segundo o mesmo Ward, as Duas Colunas Salomónicas são igualmente fálicas, essas “duas colunas, com seus globos... os capiteis enfeitados com entalhes minuciosos [as romãs], transmitem a ideia da fertilidade, não sendo mais que vestígios do prepúcio (o restante teria sido removido pela circuncisão) artisticamente representados”. Até a “obra de lírios”, que adorna o capitel, como emblema de pureza, pode não estar deslocada nesse simbolismo.

O SIGNIFICADO DAS COLUNAS GÉMEAS

Sobre o possível sentido e significado das colunas, duas questões principais se nos colocam:
  1. Porque lhes foi dado um nome?
  2. Quais os seus possíveis significados?
Quanto à primeira questão, parece ter sido costume entre os povos do Médio Oriente dar nome aos objetos sagrados; assim os Babilónicos consta que, em comum com as nações suas vizinhas, tinham o costume de atribuir nomes significativos e, de certa forma, sagrados aos seus edifícios. Da mesma forma está escrito que, para comemorar a vitória dos israelitas sobre Amaleque, “Moisés edificou um altar e lhe chamou Adoni nissi [o Senhor é minha bandeira]” (16). Dessa maneira estabelece se que, de fato as Duas Colunas não eram somente objetos decorativos ou funcionais, mas também objetos sagrados por causa dos nomes peculiares que lhes foram dados.
Masonic Oil Painting
Quanto à segunda questão, o seu significado tem sido interpretado quer etimológica, quer simbolicamente.

Assim, na tradução grega da Bíblia, a Versão dos Setenta, os dois nomes em Crónicas, são traduzidos por palavras que significam “força” e “direito”. A Bíblia de Genebra traduzia Jachin por “firmar” e Boaz por “em força”, mas Lionel Vibert critica a tradução e afirma que o certo seria “Ele firmará” e “Nele há força” (17).
Pelo menos dois autores (18) entendem que Salomão ergueu as Duas Colunas como monumento comemorativo das promessas feitas pelo Senhor ao seu pai David, e que lhe foram repetidas numa visão, em que a voz do Senhor proclamou: ‘então confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre’ (19); a mesma promessa é feita num sonho ao profeta Natã: ‘Vai, e diz a meu servo David: Assim diz o Senhor... Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre... (20)’. Assim a palavra Jachin derivará da palavra Jah, que significa “Jeová”, enquanto que achir significa “firmar” e quer dizer que “Deus firmará a sua casa de Israel”; Boaz, da mesma forma se comporá de B, que significa “em” e oaz, que significa “força”, dando se ao todo o significado de “em força ela será firmada”.
Entretanto o hábito de dar uma interpretação moral aos nomes das Duas Colunas não é uma invenção maçônica. Já no Século XVII um Teólogo Puritano se manifestou escrevendo que essas colunas foram erguidas “para notar que foi Deus quem lhe deu o poder e o domínio sobre todas aquelas nações, e cumpria a promessa feita a Moisés e ao seu povo de Israel” (21). “Os topos das colunas eram curiosamente adornados: para mostrar que os que persistem, constantes, até ao fim serão coroados. O trabalho de lírios [simbolizava] o Emblema da Inocência, Romãs o da produtividade, havendo muitas sementes num pomo: a Coroa deles lhes declarará a Glória....”.
Em consonância com o costume, já mencionado, de os antigos hebreus darem nomes significativos aos objetos sagrados, os estudiosos modernos da Bíblia concordam em que os nomes das Duas Colunas devem ser enigmáticos; além do mais, que eles devem ter um significado religioso; as colunas têm nome porque são objetos sagrados.
Procurando o possível significado desses nomes, obviamente enigmáticos, e “examinando em seguida o Salmo que dizem haver Salomão cantado ao concluir se o templo, notamos que duas das frases notáveis nele são... para a ‘firmação’ do sol em sua gloriosa mansão no céu, e...para a ‘casa grande’ ou templo em que Iavé habitaria para sempre” (22)
Temos pois que estas colunas estavam nos templos semíticos porque eram uma característica usual dos símbolos da divindade, mas, porquê duas colunas se apenas um Deus único é representado?
Entre os Semitas, e outros povos daquela época e área geográfica, os deuses andavam aos pares, macho e fêmea, como Baal e Astarte, Osiris e Isis, etc. É assim possível aceitar que as Duas Colunas representassem o macho e a fêmea, os princípios ativo e passivo da natureza.
Nunca houve contestação sobre o sexo das colunas, a primeira delas “suficientemente caracterizada pelo Iod inicial que a designa comummente. Com efeito essa letra hebraica corresponde à masculinidade por excelência. Beth, a segunda letra do alfabeto hebraico, por outro lado, é considerada como essencialmente feminina, porque o seu nome quer dizer casa, habitação, de onde a ideia de receptáculo, de caverna, de útero, etc. A Coluna J é, portanto, masculina activa, e a Coluna B feminina passiva” (23).
Assim como as duas colunas do grande templo de Tiro eram símbolos gémeos de Melcarte, o deus de Tiro, assim também, com grande probabilidade as duas colunas erguidas pelo mestre tirio [Hirão], de frente ao Templo de Salomão, deviam ser símbolos de Jeová, o Deus de Israel; as Duas colunas são elas mesmas designações de Jeová.
Quanto ao seu significado, provavelmente a melhor explicação dos dois nomes é a da Enciclopédia Judaica:
  • “Jachin” (“Ele firmará”), e
  • “Boaz” (“Nele está a força”).

OUTRAS INTERPRETAÇÕES
Podiam os nomes Jachin e Boaz serem as palavras iniciais de duas sentenças completas. prática para a qual, ao que tudo indica, havia precedentes tanto bíblicos quanto extrabíblicos; na Babilónia era costume dar por nome a certas colunas uma sentença inteira.
As colunas de Salomão podem ter tido algum significado especial para as cerimónias da aliança e da coroação.
Quanto à primeira, lemos, em relação a Josias: “O Rei se pôs em pé junto à coluna, e fez aliança perante o Senhor ...” (24).
Quanto à segunda lemos também, sobre a coroação do Rei Joás: “[Atália] olhou, e eis que o rei estava junto à coluna, conforme o costume...” (25) (há, de certo alguma semelhança com o significado que tem a pedra de Scone na coroação dos soberanos britânicos).
Nesse sentido, e com o devido respeito ao desenvolvimento original da fórmula maçônica para interpretar esses nomes, é interessante saber que em 1765 o Dr. Dodd imputava aos autores da História Universal a sugestão de que “Jachin” e “Boaz” eram as palavras iniciais de duas inscrições completas no suporte das Duas Colunas, que hoje vieram a ser conhecidas apenas pelas palavras iniciais, como os Livros de Moisés são chamados pelas primeiras palavras usadas em cada livro da Bíblia (26).
Seguindo essas reflexões, e estabelecendo um paralelo entre “Jachin” e “Iavé”, como equivalente emblemático da Divindade, o mesmo autor (27) é de parecer que “existe uma evidência suficiente para justificar a opinião de que a coluna erguida no lado meridional do pórtico do templo tirava o seu nome da palavra original de uma inscrição que nela se fez mais ou menos com estas palavras: ‘Ele (Iavé) confirmará o trono de David, e seu reino para sua semente por todo o sempre’.”
Igual e relativamente à outra coluna: “A coluna da esquerda era aquela junto da qual se postava todo o sumo sacerdote no momento da sua consagração. Boaz ‘Nele sua força era lhe um perpétuo lembrete, enquanto passava e repassava por ela, de que a sua ‘força’ residia no favor de Jeová e no cumprimento da Sua lei.”
Procurando equiparar simbologias, vamos encontrar no Egipto, uma muito forte semelhança: “Na entrada principal dos templos havia sempre duas colunas; uma era a coluna de Set e outra era a coluna de Horo..., uma chamada Tatt, e a outra chamada Tattu.... Tatt que, em egípcio significava “em força”, e Tattu, que significava confirmar” (28).

CONCLUSÕES

Podemos concluir que, tal como relativamente a outras particularidades ornamentais e arquitetônicas do próprio templo, também a narrativa das Duas Colunas aparece enfeitada com a lenda, exposições, comentários e críticas; notamos corroborações e discrepâncias entre a tradição maçônica e as Escrituras, e até incompatibilidades entre vários Livros da Bíblia; encontramos anacronismos e improvabilidades, que procuramos compreender, ainda que os não possamos justificar.
Em tudo o que fazemos há sempre qualquer coisa que falta, que não conseguimos, que não nos satisfaz completamente; quando julgamos tudo ter previsto, apuramos que algo ficou por prever; quando damos algo por concluído, concluímos que há ainda alguma coisa que se não fez.
O nosso orgulho é assim forçado a reconhecer a imperfeição das nossas obras. É desse reconhecimento que provém este desejo insaciável de caminhar para a perfectibilidade, de atingir o “ ideal”, que de nós se afasta quando pensamos dele nos avizinhar. Porquê? “Porque o belo é o infinito visto através do finito” (29)
Aceitando nós Maçons, importar nos mais o significado esotérico, do que a realidade histórica, ou acepção religiosa do Templo de Salomão, interessará para além do interesse legítimo da averiguação, sabermos qual o seu significado pelo que encerrarei esta prancha com a transcrição do que [no meu modesto parecer] de melhor encontrei sobre o tema:
As Duas Colunas assinalam os limites do Mundo criado, os limites do mundo profano, de que a vida e a morte são a antinomia extrema de um simbolismo que tende para um equilíbrio que jamais será conseguido. As forças construtivas não devem agir senão quando as forças destrutivas tiverem terminado a sua tarefa. Essas forças são ‘necessárias’ uma à outra. Não se pode conceber a coluna J. sem a coluna B; o calor sem o frio, a laz sem as trevas, etc . Todo o ser vivo se encontra constantemente num estado de equilíbrio instável, formado pela criação de células novas e a eliminação de células mortas. As Novas gerações não podem afirmar se senão à medida que as antigas lhes cedem o lugar.
Essas Duas Colunas são a imagem exata do Mundo, e é conveniente que este fique fora do Templo! O Templo é sustentado por Pilares, que se situam no mundo dos Arquétipos, onde tudo se funde numa Luz cujo brilho é imarcescível.” (30)
Bibliografia:
  1. James Fergusson, F.R.S., The Temples of the Jews. Londres, 1878
  2. W. F. Stinespring, The Interpreter’s Dictionary of the Bible, 1962. (autor não maçónico coincidente com a tradição maçónica)
  3. Ancient Records and the Bible.
  4. R. B. Y. Scott, do United Theological College of Montreal, no Journal of Biblical Literature.
  5. G. Ernest Wright “Solomon’s Temple Resurrected”. The Biblical Archaeologist, Maio de 1941.
  6. Hoje ambos designados por “Agulha de Cleópatra”.
  7. II Livro das Crónicas 4: 11-17
  8. II Livro das Crónicas 3: 15-17
  9. II Livro das reis 25: 17
  10. Joseph Young – “The Temple of Solomon”, British Masonic Miscellany
  11. The Grand Mistery of Free Masons Discovery’d
  12. II Livro das Crónicas 4: -17
  13. Mazzebath – “monumento de pedra erguido como marco comemorativo ou objecto de culto”
  14. J. S. M. Ward – Londres 1925; Ward escora-se na autoridade de Luciano em De Dea Syria (Séc. II d. C.)
  15. Actual Menbij
  16. Êxodo 17:15
  17. Lionel Vibert – Freemasonry before the existence of Grand Lodges
  18. A. G. Mackey e William Hutchinson
  19. I Livro dos Reis 9: 15
  20. II Livro de Samuel 7: 5, 16
  21. Samuel Lee, Orbis Miraculum, 1659
  22. Encyclopeda Biblica
  23. Jules Boucher – La Symbolique Maçonnique
  24. II Livro dos Reis 23: 3
  25. II Livro dos Reis 11: 14
  26. Caldecott, Solomon’s Temple
  27. Albert Churchward, The Arcana of Freemasonry
  28. Immanuel Kant
  29. Jules Boucher – La Symbolique Maçonnique
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Coluna da Harmonia na Maçonaria - A música e suas influências simbólicas e filosóficas. PARTE I


Por  Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)*

Parte I – Conceitos, Aspectos Histórico-simbólico.

Poucos são os estudos acerca da Coluna de Harmonia em uma Loja Maçônica, em que pese a importância da mesma, para o desenvolvimento do Ritual e a manutenção ou a movimentação adequada da Egrégora da Loja.
Neste pequeno trabalho, procuraremos abordar o aspecto histórico-simbólico e, principalmente, o teor filosófico-místico do uso da harmonia (música) em nossos trabalhos especulativos. Não será abordada a questão envolvida no trabalho do Mestre de Harmonia, responsável pela Coluna, já que desse tema outros artigos já foram escritos e se encontram disponíveis na internet ou em alguns Livros, como o do Irm.´. Assis Carvalho (“Cargos em Loja” – Editora A Trolha – 1988).
Antes de tudo, e para nivelar informações, visitamos o Dicionário Aurélio e encontramos que HARMONIA significa a disposição bem ordenada entre as partes de um todo; concordância, consonância ou sucessão agradável de sons; suavidade e sonoridade do estilo; arte de formar e dispor de acordes; acordo; paz e amizade; proporção, ordem e simetria, entre outras definições[1]
A Harmonia Maçônica, neste caso, não se refere a um sentimento ou uma disposição para o equilíbrio sentimental entre os IIr.´., mas o que resulta da aplicação de sons (músicas) nas sessões maçônicas e seus símbolos para a filosofia da Arte Real. Trataremos, mais adiante, dos aspectos filosófico-místicos da aplicação da harmonia em nossas sessões, no que se respeita aos aspectos “invisíveis”, porém sensitivos do uso da música em Templo.
Em música, a Harmonia é o campo que estuda as relações de encadeamento dos sons simultâneos (acordes). Tradicionalmente, obedece a uma série de normas que se originam nos processos composicionais efetivamente praticados pelos compositores da tradição europeia, entre o período do fim da Renascença ao fim do século XIX[2].

Música, por sua vez, (do grego musiké téchne, a arte das musas) é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio seguindo uma pré-organização ao longo do tempo.
É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função.

A criação, o desempenho, o significado e até mesmo a definição de música variam de acordo com a cultura e o contexto social. A música vai desde composições fortemente organizadas (e a sua recriação no desempenho), música improvisada até formas aleatórias. 

A música pode ser dividida em gêneros e subgêneros, contudo as linhas divisórias e as relações entre gêneros musicais são muitas vezes sutis, algumas vezes abertas à interpretação individual e ocasionalmente controversas. Dentro das "artes", a música pode ser classificada como uma arte de representação, uma arte sublime, uma arte de espetáculo.
Para indivíduos de muitas culturas, a música está extremamente ligada à sua vida. A música expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como arte, mas também como a militar, educacional ou terapêutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais.

Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história.
Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana. As civilizações antigas sempre usaram a musica como energizante e harmonizadora, na teoria dos estudiosos. Acreditava-se que seu emprego bom e benéfico, a música desempenhava um papel de mediação entre o céu e a terra, como um canal de comunicação entre o homem e Deus, e uma chave para liberação das energias do Supremo neste plano[3].

A Mitologia Grega nos ensina que as Musas (de onde provêm a palavra música), deusas protetoras das Artes e das Ciências, eram nove irmãs. A mais bela, porém, era Euterpe[4] inspiradora das Artes Sonoras. Na tradição Cristã, a Padroeira dos músicos é Santa Cecília[5]
O conceito de Harmonia como o conhecemos hoje surge, indubitavelmente, com os gregos, especificamente em Pitágoras, mas também em Heráclito, Nicômaco e Platão, dentre outros. Tanto Platão como Aristóteles discutem os efeitos morais da música em suas várias obras. Resgatar essa origem é importante porque é o conceito grego antigo que permeia a noção de Harmonia tal como ela foi compreendida pela tradição musical europeia, em sua práxis e teoria. Para os gregos a "arkhé" (princípio invisível da unidade) e a "phýsis" (princípio visível da unidade) - o Uno, se torna o "kosmos" - o Múltiplo, se articulando através de duas dimensões, ordem e caos. Esse jogo dos opostos é a fonte da Harmonia Cósmica, dado que ela, a Harmonia, representa a qualidade de relação, ordenação e organização dessas dimensões inerentes ao "kosmos". Pitágoras usava a música para fortalecer a união entre os seus discípulos, por entender que a música instruía e purificava a sua mente. Em sua Escola, a música era entendida como disciplina moral por atuar como freio aos ímpetos agressivos dos ser humanos (não é diferente do conceito utilizado na Maçonaria, pressupondo-se assim que há influencia direta da Escola Pitagórica neste sentido). A partir da descoberta tradicionalmente creditada a Pitágoras da relação matemática dos intervalos musicais, a harmonia (e a música como sua principal manifestação) passou a ser considerada como o princípio que organizava a transição do número absoluto, a Unidade, para os números diversos, a Multiplicidade, através da concordância entre os princípios opostos de ordem e caos. É dai que surge o conceito de Harmonia das Esferas, tão característico dos pitagóricos. E este pensamento pode ser rastreado claramente nas praticas composicionais e teóricas da Harmonia europeia. Quando Riemann[6], na definição citada acima, diz "leis" e "logicamente racional", ele reflete claramente essa cosmovisão grega, ainda que possa estar desprovida de seu caráter metafísico mais evidente. Harmonia na visão grega seria a qualidade cósmica que daria ordem e sentido ao jogo entre o caos, as dissonâncias, e a ordem, as consonâncias, vencendo sempre e afirmando-se necessariamente, a ordem ou consonância. Quando começamos a entender a harmonia na sua dimensão técnica e "artesanal", tal como na teoria de Riemann, não podemos nos esquecer de que toda a sua construção reflete esse modo antigo de pensamento, que dá um caráter natural e necessário as construções e normas harmônicas. Arnold Schoenberg[7] foi o primeiro a contestar essa visão de "legal" e "logicamente racional", para ver a Harmonia (enquanto teoria) mais como um compêndio das praticas dos compositores históricos (mas mesmo ele acaba cedendo ao caráter cósmico da ordem harmônica quando postula a conquista dos materiais da série harmônica pela estruturação histórica dos acordes. A diferença nesse caso é sua contestação do principio cósmico da dualidade e sua resolução ao princípio do Um (phýsis) ou série harmônica como repositório de todas as possibilidades harmônicas. Desse modo haveria para Schoenberg apenas "phýsis", sendo que a ordem e caos eram apenas definíveis historicamente e não ontologicamente) [8].

Está historicamente mais do que claro (constam nas Escrituras), que no Templo de Salomão e, anteriormente, na Tenda do Rei Davi, para as cerimônias de Louvor, eram tocados vários instrumentos e, por determinação de Davi, o cântico, seja isolado ou em coral, era acompanhado de música[9]. Ainda alude São Paulo sobre um instrumento musical confeccionado em bronze; é de se supor que esse instrumento seria equiparado a um “sino”, instrumento de percussão de fácil manejo. Também é de se supor que esses sinos se contavam às dezenas, se não milhares[10].
Imaginemos apenas, se todos esses instrumentos fossem acionados ao mesmo tempo, pode-se imaginar a intensidade que ecoaria nos templos. Apesar de as Escrituras não relacionar ou referir o uso desses instrumentos com relação ao Templo de Zorobabel e de Herodes[11], não duvidamos, seguindo a tradição hebraica, que a manifestação musical seria sobejamente empregada.

Conhecido é o amor que Salomão dedicava a Jeová, deveriam refletir-se também nos cânticos de louvores, e é muito provável, que a tradição continuou como mostra o Velho Testamento[12].
Mas como pode ter chegado a música, ou a harmonia, na Maçonaria?
Nos primórdios da Maçonaria Especulativa quando os maçons se reuniam em Tabernas, na Inglaterra, não há registro de que se se utiliza fundo musical nas Sessões, mas pode se supor com razoável assertividade que em se tratando de tabernas, deveria haver a disposição algum músico ou cantor, como era comum acontecer naquele então.
A Maçonaria das Tabernas tinha o significado de “encontros dos Irmãos” pois o vocábulo “Taberna” significa “abrigo” ou “oficina[13], ou ainda, mais genericamente, “encontro dos amigos”. É evidente, no dizer de Da Camino, que pelo fato da Maçonaria encontrar-se incipiente, as Tabernas que as acolhiam não apresentavam nenhuma sinalização específica, porém o “Cisne e a Harpa” poderiam ter significado para a Ordem. É de se supor que componentes da “Compagnie des Musiciens” fossem “Free-Massons”, e isso sugere que a harmonia musical, desde o início, fazia parte do cerimonial maçônico.
Existem muitos textos informativos sobre eruditos maçons que, tanto pelo canto quanto pela música, se destacaram na sociedade, sendo eles Maçons, isso nos conduz, não como suposição, mas como certeza, que naquelas reuniões em tabernas existiam lapsos musicais.
Na verdade alguns expoentes da Renascença (até meados de 1700) e, posteriormente no período clássico (1800 a 1900) nos legaram uma série de músicas específicas para uso em Loja, como é o caso de Wolfgang Amadeus Mozart[14]. Mozart escreveu muitas músicas para a Maçonaria que são conhecidas em alemão como “Die Freimaurermusick”. Antes da iniciação e com 11 anos já musicou o poema maçônico An die Freude. A sua maior obra maçônica é a “ Flauta Mágica”, obra repleta de símbolos do ritual maçônico e o seu “Requiem”[15].
Ainda há dezenas de outros autores clássicos maçons, como podemos identificar no excelente livro de Gerard Gefen, “Lês Musiciens et la Franc-Maçonnerie”, autores estes dos séculos XVI e XVIII.
Por tudo isto, podemos concluir que a harmonia ou a música, tem acompanhado as nossas Sessões desde a Maçonaria Operativa e tendo passado para o desenvolvimento dos trabalhos já na Especulativa até nossos dias. Examinaremos na Parte II deste trabalho, as razões filosófico-místicas do uso sonoro em nossas Lojas.
Antes de fecharmos este capítulo, precisamos dizer que a Joia do Mestre de Harmonia é a Lira, instrumento de cordas dos mais antigos que se tem notícia, hoje em desuso, mas continua sendo o símbolo da Música universal.
Segundo Roger Cotté (citado por Walnyr Jaques), ainda que em desuso, este instrumento musical de cordas é o mais carregado de simbolismo. Relato mitológico assevera que a Lira se deve à invenção de Hermes (mercúrio). Tendo furtado os bois de Apolo, ele cobriu com a pele de um deles e carapaça de uma tartaruga, fixou um par de chifres e estendeu algumas cordas sobre a caixa de ressonância. Os chifres foram depois substituídos por montagens de madeira. A Lira de hoje é considerada o símbolo da música e da poesia. No início , montada somente de três cordas, porque exprimia o valor do ternário e do triângulo.
Na Parte II deste trabalho, passaremos a estudar a influência filosófico-mística do uso da Harmonia Maçônica e a formação da Egrégora.
*É M.´.I.´. da Loj.´. Simb.´. Palmares do Sul nº 213 no RS juridicionada à G.´.L.´.M.´.R.´.S.´., Gr.´. 14°, membro da Loj.´. de Estudos e Pesquisas Acácia do Litoral. Publicou mais de 50 artigos sobre Maçonaria.

 Maio 2012

Bibliografia:

Goulart Jaques, Walnyr – Uma Loja Simbólica REAA;
Da Camino, Rizzardo – O Maçom e a Intuição;

Espósito dos Santos, Amado e outros  - Manual Completo de Lojas Maçônicas;
D´Elia Junior, Raymundo -  Maçonaria 100 Instruções de Aprendiz;

Queiroz, Álvaro de – Os Símbolos Maçônicos;
Carvalho, Assis – Cargos em Loja;

Guimarães, José Francisco – Aprendiz, Conhecimentos Básicos da Maçonaria.



[1] - D´Elia Junior, Raymundo - Maçonaria 100 instruções de Aprendiz
[2] - Wikipédia - Harmonia
[3] - Goulart, Jaques – Uma Loja Simbólica REAA;
[4] - Euterpe, a Doadora de Prazeres foi uma das nove musas da mitologia grega, as filhas de Zeus e Mnemósine, filha de Oceano e Tétis. Era a musa da Música. No final do período clássico, foi nomeada a musa da poesia lírica e usava uma flauta. Alguns consideram que tenha inventado a aulos ou flauta-dupla, mas a maioria dos mitólogos dá crédito a Marsyas.
[5] - Espósito dos Santos, Amado e outros – Manual Completo para Lojas Maçônicas.
[6] - Karl Wilhelm Julius Hugo Riemann (18 de julho de 1849, GroßMehlra próximo à Sondershausen – 10 de Julho de 1919, Leipzig) foi um musicólogo, historiador da música e pedagogo musical alemão.
[7] - Arnold Franz Walter Schönberg, ou Schoenberg, (Viena, 13 de setembro de 1874 — Los Angeles, 13 de julho de 1951) foi um compositor austríaco de música erudita e criador do dodecafonismo, um dos mais revolucionários e influentes estilos de composição do século XX.
[8] - Wikipédia - Harmonia
[9] - Da Camino, Rizzardo – O Maçom e a Intuição
[10] - Idem
[11] - Lembrar que o Templo de Zorobabel e de Herodes foram uma reconstrução sucessiva à destruição do Templo original de Salomão. Para maiores informações ler Kevin L. Gest “Os Segredos do Templo de Salomão”.
[12] Ver por exemplo: I Crônicas 15:19 ao 24
[13] - Wikipédia
[14] - Wolfgang Amadeus Mozart, batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart; Salzburgo, 27 de janeiro de 1756 – Viena, 5 de dezembro de 1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico. Teria iniciado na Maçonaria em Setembro de 1784.
[15] A Música Maçônica de Mozart – pesquisado na Internet
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sábado, 19 de maio de 2012

A mais antiga Ata da Maçonaria que se conhece (1599)

Dias desses, garimpando na net, encontrei um documento que seria, pelo autor da postagem, o mais antigo Balaustre que se tem notícia, de 1599, da Loja "Lodge of Edinburgh (Mary´s Chapel) n° 1 da cidade de Edinburgh na Escócia. Comparitlho com meus IIr.´.

Irm.´. Luis Genaro Ladereche Fígoli (Moshe)




















Last day of July 1599

The which day George Patoun, mason, admitted and confessed that he had offended against the Deacon and ?members putting an unqualified mason1 to work at a chimneyhead for two and a half days, for the which offence he submitted himself to the Deacon and ?members’ good will for that illegal act that they please to lay to his charge, and they, having respect to the said George’s humble submission and to his position in the community, they remit him of the said offence, providing always that if he or any other brother commit the same offence hereafter, that the law shall strike them indiscriminately without exception of persons. This was done in the presence of Paul Mason, Deacon, Thomas Weir , Warden. John Brown, Henry Taillefer2 , the said George Paton and Adam Walker. So it is Adam Gibson, notary. Paul Mason, Deacon.

1. Literally one who builds dry stone walls or dykes and used contemptuously of one who does the
work of a mason without having served an apprenticeship.
2. Telfer, Telford, Tulliver or another variant thereof.
Tradução para o ingles moderno realizada pela Dra Christine Robinson MA PhD
Director, Scottish Language Dictionaries, 25 Buccleuch Place Edinburgh, EH8 9LN

Tradução ao Português:

Último dia de Julho de 1599
Dia no qual George Patoun, Maçom, admitiu e confessou que ele tinha ofendido o Diácono e outros membros colocando um Maçom não qualificado para trabalhar na chaminé por dois dias e meio, pela ofensa ele submeteu-se com boa vontade ao Diácono e aos demais membros colocando o seu cargo a disposição, e eles em respeito à  humilde submissão de George perdoam-lhe a referida infração, determinando sempre que ele ou qualquer outro irmão indiscriminadamente cometerem o mesmo delito, a lei deve alcancança-los, sem exceção. Isso foi feito na presença de Paul Mason, Diacono, Thomas Weir, Vigilante. John Brown, Henry Taillefer, o dito George Paton e Adam Walker. Por isso, Adam Gibson, secretário. Paul Mason, Diácono

Dados:

Mary´s Chapel não existe mais.
A capela onde funcionou a Lodge of Edinburgh n°1 foi fundada e dedicada à  Virgem Maria por Elizabeth, condessa de Ross, 31 de dezembro de 1504.
Carta confirmada pelo rei James IV em 01 de janeiro de 1505. A capela foi demolida em 1787.


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A Iniciação: Remédio para a Queda!!!



A história da origens conta-nos que o mal e a morte são uma conseqüência da queda do Homem Primitivo e que nós somos seus legítimos herdeiros. Por essa razão, não gozamos somente do acervo dessa herança, mas também de todas as conseqüências desse estranho legado.
Ora, se foi da queda do Homem Primitivo, do descenso do espiritual até o material, da Involução, que apareceu para o homem a necessidade, a limitação, a escravidão e todos seus efeitos, tais como o erro, o vício, a obscuridade e a morte, é necessário admitir que essa queda trouxe em si mesma, e potencialmente, o remédio capaz de reparar o mal.

Se isso não fosse verdadeiro, o homem estaria condenado para sempre a uma morte eterna, isto é, sua queda seria eterna e ele estaria perdido para sempre. Mas, sabemos que isso não é assim. O Homem Original caiu, é verdade, mas é necessário antes de tudo atribuir a essa queda seu sentido real.
É necessário, ainda, admitir a priori a origem divina do homem e, por conseguinte, seu estado de pureza e perfeição anteriores à queda. Não seria necessário, para um exame apriorístico, que estudemos as razões determinantes dessa queda: basta admiti-la.

Esse homem primitivo, nós o sabemos, era unitário e múltiplo ao mesmo tempo, inteiramente equilibrado e perfeito. De sua unidade, entretanto, algumas partes desprenderam-se e foi exatamente essa "rebelião" que ocasionou seu desequilíbrio e sua fragmentação. Foi assim que desse corpo imenso e glorioso desprenderam-se um número quase infinito de células que se projetaram no espaço vazio da noite dos tempos.
Dessa maneira, o Homem Original fragmentou-se e, desde então, saindo de sua unidade original e eterna, ele modalizou-se, passando da unidade ao número, multiplicando-se através da noite dos tempos, distanciando-se cada vez mais de sua fonte e de sua pureza.

E o espírito, dardando na imensidão do espaço, como uma centelha que se desprende de um braseiro infinito, perdeu-se nesse caleidoscópio multiforme e desceu até a materialização. E, nessa descida, nessa involução progressiva, ele veio modalizando-se e vestindo-se pouco a pouco de matérias espargidas ao longo dessa trajetória imensa, para, ao longo de sua queda gigantesca, sentir-se animalizado e grotesco, sujeito à Roda Fatal do Destino inexorável das próprias "vestes" que escondiam a vergonha de sua culpa.


Foi, então, que o homem e sua companheira constataram que eles estavam nus, dizem as Santas Escrituras. Deve-se compreender, entretanto, esse nu no seu sentido verdadeiro, aquele que está escondido sob o véu desse símbolo. Com efeito, o homem antes de sua queda era um ser espiritual e expressava-se por seu corpo glorioso, irradiante de luz! Em razão da queda, ele foi revestido de um corpo material e, por conseguinte, tornar-se nu... de Luz! Eis que sobre ele desceu o véu espesso da materialidade.


Caído e corrompido, o homem adquire consciência de seu estado profundamente lamentável e triste, vindo em sua mente uma fraca reminiscência de seu estado primitivo. É essa pálida lembrança da Luz que o faz compreender as Trevas dentro das quais ele se encontra profundamente mergulhado. É aqui que a Evolução começa; e o homem, sentindo o peso de sua cruz, liberta um primeiro gemido! É o primeiro grito para sua liberdade!
Expia agora "oh! Divino Prometeu - como diria Eliphas Levi -, a glória efêmera das ilusões quiméricas, responsáveis de tua queda, tendo um abutre a devorar as tuas próprias entranhas".

Mas, esse homem já adquire consciência e, por essa razão, podemos acrescentar à sentença formidável do Mestre: ... "e que a dor dilacerante de tuas vísceras desperte, enfim, essa centelha que jaz adormecida e sem brilho no mais profundo de teu ser ... Então, rompendo os laços materiais que te acorrentaram depois de tua "rebelião", tu reencontres a consciência de ti mesmo e, olhando-te no espelho cristalino de tua própria alma, contemples a imagem negativa de teu ser! Tu verificarás, assim que teu Destino é a Liberdade, a emancipação, a Verdade e a Vida Eterna ..."


Eis que surgirá, então, do interior o Homem de Desejo, apto para a Iniciação ... Sim, a Iniciação é o remédio que estava contido na própria queda, visto que o homem não desceu só, mas arrastou consigo a própria Divindade
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A Pluraridade dos Ritos Maçônicos no Brasil



De fato, é um laurel da Maçonaria Brasileira a Pluralidade de Ritos, porque o exercício de Ritos Regulares faz com que a nossa Obediência abrigue, generosamente, as várias correntes Filosóficas e Doutrinárias do Mundo Maçônico, desde o Agnosticismo até o Teísmo. Seria um atentado à História e à Justiça se, em obediência a imposições ilegítimas e alienígenas, criássemos agora obstáculos aos Ritos" (Álvaro Palmeira, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil - 1963/1968)

1 - A Gênese dos Ritos

Conceituamos rito como sendo um cerimonial próprio de um culto ou de uma sociedade, determinado pela autoridade competente; é a ordenação de qualquer cerimônia e, por extensão, designa culto, religião ou seita. Maçonicamente é a prática de se conferir a Luz Maçônica a um profano, através de um cerimonial próprio. Em seiscentos anos de Maçonaria documentada, uma imensidade de ritos surgiram. Mas, de 1356 a 1740, existiu um rito apenas, ou melhor um sistema de cerimônias e práticas, ainda sem o título de Rito, que normatizava as reuniões maçônicas. Somente a partir de 1740 é que uma infinidade de ritos varreu o chão maçônico da Europa. Para evitar heresias, um Rito deve ter conteúdo que consagre algumas exigências bem conhecidas: o símbolo do Grande Arquiteto do Universo, o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso sobre o altar dos juramentos, sinais, toques, palavras e a divisão da Maçonaria Simbólica em três graus. Não há nenhum órgão internacional para reconhecer ritos. Acima do 3º Grau, cada Rito estabelece sua própria doutrina, hierarquia e cerimonial.

Um rito maçônico, usando simbolismo próprio, é um grande edifício. Deve ter projeto integrado, dos alicerces ao topo. Cada rito possui detalhes peculiares. A linha maçônica doutrinária, em cada Rito, deve ser contínua, dos graus simbólicos aos filosóficos. Cada Rito é uma Universidade doutrinária.

2 - Os Ritos praticados no Brasil

Conforme observamos, existem muitos Ritos Maçônicos praticados em todo o mundo. No Brasil, especificamente, são praticados seis, alguns deles reconhecidos e praticados internacionalmente e outros com valor apenas regional. São eles, o Rito Schröeder ou Alemão (pouco praticado no Brasil), o Rito Moderno ou Francês, o Rito de Emulação ou York (o mais praticado no mundo), o Rito Adonhiramita, o Rito Brasileiro e o Rito Escocês Antigo e Aceito (o mais praticado no Brasil).

O RITO SCHRÖEDER foi criado por Friedrich Ludwig Schröeder que, ao lado de Fessler, foi um dos reformadores da Maçonaria alemã. De acordo com o prefácio do ritual editado em 1960 pela Loja "ABSALON ZU DEN DREI NESSELN" (Absalão das Três Urtigas), Schröeder introduziu o rito em sua Loja a 29 de junho de 1801 e esse rito, desde logo, conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países onde passou a ser praticado, principalmente por maçons de origem alemã. É um rito muito simples e trabalha, como o de York, apenas na chamada "pura Maçonaria" ou seja, na dos três graus simbólicos, já que não possui Altos Graus. No Rito Schröeder a expressão "Grande Arquitetodo Universo" é usada no plural - "Grande Arquiteto dos Universos (G.A.DD.UU.).

O RITO MODERNO, criado em 1761, foi reconhecido pelo Grande Oriente da França em 1773. A partir de 1786, quando um projeto de reforma estabeleceu os sete graus do rito - em contraposição ao emaranhado dos Altos Graus da época -, ele teve grande impulso espalhando-se por toda a França, pela Bélgica, pelas colônias francesas e pelos países latino-americanos, inclusive pelo Brasil. Já no início do século XIX, o Grande Oriente do Brasil - primeira Obediência brasileira - foi fundada em 1822, adotando o Rito Moderno, antes do Rito Escocês que só seria introduzido em 1832. Em 1817 houve a grande reforma doutrinária que suprimiu a obrigatoriedade da crença em Deus e da imortalidade da alma, não como uma afirmação do ateísmo, mas por respeito à liberdade religiosa e de consciência, já que as concepções religiosas de uma pessoa devem ser de foro íntimo, não devendo ser impostas. O Grande Oriente da França, que acolheu a reforma, queria demonstrar com isso o máximo de escrúpulos para com os seus filiados, rejeitando toda e qualquer afirmação dogmática. Essa atitude provocou uma rápida reação da Grande Loja Unida da Inglaterra que rompeu com o Grande Oriente da França. O caso envolveu não apenas uma questão doutrinária como ainda político-religiosa.

O RITO YORK é considerado bastante antigo. A Grande Loja de Londres, durante muito tempo após a sua fundação, teve uma influência muito limitada, pois a grande maioria das Lojas britânicas continuava a respeitar as antigas obrigações, permanecendo livres sem aderir ao sistema obediencial. O centro de resistência à Grande Loja era a antiga Loja de York, de grande tradição operativa e que dava aos membros da Grande Loja o título de "Modernos", enquanto eles próprios se autodenominavam "Antigos", pelo respeito às antigas leis. O que os Antigos censuravam nos Modernos era a descristianização dos rituais, a omissão das orações e da comemoração dos dias santos, contrariando assim os mandamentos da Santa Igreja (Anglicana). O cisma entre os Antigos e Modernos durou até 1813, quando as duas Grandes Lojas fundiram-se formando a Grande Loja Unida da Inglaterra, que adotava o Rito dos Antigos de York. A Constituição desse Supremo Órgão foi publicada em 1815. O rito não possui Altos Graus, tendo além dos três simbólicos, uma quarta etapa designada de "Real Arco", que é considerada uma extensão do Mestrado. O Rito de York, por ser teísta, está mais ligado aos países onde os cultos evangélicos predominam, pois o clero desses cultos tem dado à Maçonaria o apoio e o suporte necessário para a sua evolução e crescimento.

O RITO ADONHIRAMITA nasceu de uma polêmica entre ritualistas em torno de Hiram Abif, chamado de ADON-HIRAM (Senhor Hiram) e ADONHIRAM, o preposto das corvéias, depois da construção do Templo de Jerusalém, de acordo com os textos bíblicos. O rito, depois de uma época de grande difusão, acabou desaparecendo. Todavia, no Brasil (onde foi o primeiro rito praticado), ele permaneceu, fazendo com que o país seja hoje o centro do rito, que teve seus graus aumentados de treze para trinta e três. O Rito Adonhiramita é deísta.

O RITO BRASILEIRO teria sido criado em 1878, em Pernambuco, mas tem sua existência legal a partir de 23 de dezembro de 1914, quando foi publicado o Decreto nº. 500, do então Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, Lauro Sodré, fazendo saber que, em sessão do Conselho Geral da Ordem havia sido aprovado o reconhecimento e incorporação do Rito Brasileiro entre os que compunham o Grande Oriente do Brasil. Depois o Rito desapareceria, para ressurgir em 1940 e novamente em 1962, praticamente desaparecer, até que em 1968, o Decreto nº. 2.080, de 19 de março de 1968, do Grão-Mestre Álvaro Palmeira, renovava os objetivos do Ato nº. 1617 de 3 de agosto de 1940, como o marco inicial da efetiva implantação do Rito Brasileiro. A partir daí, o rito teve grande crescimento no país.

O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO, Começou a nascer na França, quando Henriqueta de França, viúva de Carlos I, decapitado em 1649, por ordem de Cromwell, aceitou do Rei Luís XIV asilo em Saint-Germain-en-Laye, para lá se retirando com seus regimentos escoceses e irlandeses e os demais membros da nobreza, principalmente escocesa, que passaram a trabalhar pela restauração do trono, sob a cobertura das Lojas, das quais eram membros honorários, o que evitava que os espiões de Cromwell pudessem tomar conhecimento da conspiração.Consta que Carlos II, ao se preparar para recuperar o trono, criou um regimento chamado de Guardas Irlandeses, em 1661. Esse regimento possuía uma Loja, cuja constituição dataria de 25 de março de 1688 e que foi a única Loja do século XVII cujos vestígios ainda existem, embora os stuartistas católicos devam ter criado outras Lojas. O termo "escocês", já a partir daquela época, não designava mais uma nacionalidade, mas o partido dos seguidores dos Stuarts, escoceses em sua maioria. Assim, após a criação da Grande Loja de Londres, em 1717, existiam na França dois ramos maçônicos: a Maçonaria escocesa e stuartista, ainda com Lojas livres, e a inglesa com Lojas ligadas à Grande Loja. A Maçonaria escocesa, mais pujante, resolveu, em 1735, escolher um Grão-Mestre, adotando o regime obediencial, o que levaria à fundação da Grande Loja da França (Grande Oriente de 1772), embora esta designação só apareça em 1765. O escocesismo, na realidade, só se concretizou com a introdução daquilo que seria a sua característica máxima, os Altos Graus, através de uma entidade denominada "Conselhos dos Imperadores do Oriente e do Ocidente". Este Conselho criou o Rito de Héredom, com 25 graus, o qual, incorporado ao escocesismo, deu origem a uma escala de 33 graus, concretizada do primeiro Supremo Conselho do Rito em todo mundo. O REAA, por ter sido um rito deísta, não foi unanimemente aceito nos países onde predominavam as Igrejas Evangélicas e vicejou mais nos países latinos onde predomina o Catolicismo. É necessário explicar que atualmente o caráter deísta do Rito Escocês Antigo e Aceito misturou-se ao teísmo, sendo que este acabou sendo redominante. O REAA tem o mesmo forte caráter teísta do Rito de York.

3 - Conclusão: A Unidade na Diversidade

A Maçonaria se caracteriza pela diversidade e sempre admitiu a pluralidade de ritos. O Sistema do Rito Único, caso existisse, não seria um bom sistema. A Ordem reuniu sistemas diversos formando uma unidade superior, perfeitamente caracterizada que é a Doutrina Maçônica. A Maçonaria convive com muitos ritos, uns teístas, outros deístas sem esquecer os agnósticos. Afinal, há muitas maneiras de se relacionar com Deus. Mas há um detalhe: o maçom não pode ser ateu. Em decorrência deste ecletismo, as manifestações maçônicas disseminadas no mundo ao longo do tempo, apresentam-se com grande diversificação, havendo Unidade na Diversidade. É possível que a máxima "E PLURIBUS UNUM" (A Unidade na Diversidade), inscrita no listel que envolve a parte superior do Selo dos EUA seja de origem maçônica. Afinal, todos os chamados "pais da pátria" daquele país foram maçons, a começar por George Washington.

Referências Bibliográficas:

  1. CASTELLANI, José. Curso Básico de Liturgia e Ritualística. Londrina, Ed. "A TROLHA", 1991;
  2. FARIA, Fernando de. Rito Brasileiro de Maçons Antigos, Livres e Aceitos. "O SEMEADOR" nº 8 (2ª fase) Jul-Dez 1990;
  3. OLIVEIRA, Arnaldo Assis de. Escocesismo. Trabalho para aumento de salário no Ilustre Conselho de Kadosch nº 22, 1992;
  4. "EGRÉGORA" nº. 1/Jul-Ago 1993; nº. 2/ Set-Nov 1993; nº. 3/Dez 93-Fev 1994; nº. 4/Mar-Mai 1994; nº. 5/Jun-Ago 1994.

Autor: Pelo Ven. Irmão Lucas Francisco GALDEANO - Venerável Mestre da Loja "Universitária-Verdade e Evolução" nº.3492 do Rito Moderno (2005-2007), ex-Venerável da Loja Miguel Archanjo Tolosa nº.2131 do R.E.A.A.(1991-1993), ex-Grande Secretário Geral de Educação e Cultura do Grande Oriente do Brasil (1993-2001), Presidente do Conselho Editorial do Jornal Egrégora - Órgão Oficial deDivulgação do Grande Oriente do Distrito Federal.
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