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sábado, 13 de setembro de 2014

Origem da Vida: Cosmos, Big Bang, Hipóteses e o que fazemos aqui???


Origem da Vida: Cosmos, Big Bang, Hipóteses e o que fazemos aqui???

Irm.`. Luis Genaro Ladereche Fígoli

Toda filosofia natural trabalha em função de duas dimensões, a curiosidade e a miopia. Toda a existência humana (de aproximadamente 200.000 anos) está marcada pela evolução desta espécie, a partir dessas duas premissas. A curiosidade, que nos leva a fazer as perguntas básicas de nossa existência: O que é a vida, de onde viemos, para onde vamos e o que fazemos aqui?; bem como a noção clara (inicialmente da filosofia natural – precursora da ciência – e da própria ciência atual) de que o que nos olhos “enxergam” e nossos sentidos “sentem” são meros reflexos de uma realidade maior. Na maçonaria, entendemos essa realidade maior, como a Verdade, ou a busca da Verdade.

É o que chamamos de Realidade visível. Os cinco sentidos são integrados no cérebro e criam uma sensação de realidade. A realidade “vista” é ínfima em relação ao que está acontecendo em torno de nós. Somos os únicos seres multicelulares, que têm a noção da existência. Evoluímos de estruturas simples (uni moleculares) que permearam durante mais de 3 bilhões de anos na terra. Num determinado momento, como veremos a seguir, por algum motivo, iniciou-se o processo de agregação molecular que resultou em seres mais complexos, chegando até nós. Se colocarmos a existência da terra (os 3,5 bilhões de anos) numa escala de 24 horas, a humanidade teria aparecido no último segundo do dia 31 de dezembro. Somos muito, mas muito novos na ocupação deste planeta!!!  Como já disse, somos os únicos seres com vida (exploraremos um pouco mais a noção de vida), que têm noção da existência, que tem consciência e que são cognitivamente inteligentes.

Uma lição importante é que o Universo não favorece a Vida. Nós somos seres, entidades organizações macromoleculares capaz de sobreviver neste ambiente terráqueo. Com nossa inventividade, todavia, nós podemos criar instrumentos e equipamentos que nos permitam explorar o espaço e outros ambientes, extremadamente hostis para a nós. A terra é um planeta especial para a vida!!! Fora da terra, não sobrevivemos.

A vida pode existir em outros mundos. As leis da física e da química são iguais para todo o Universo. Isto é fantástico!!! Mas certamente a vida vai ser rara. É uma organização complexa da matéria.

Como se deu a transformação de elementos simples em elementos complexos que levaram a vida?. É o grande mistério da ciência atual, como se deu a transição da matéria inanimada (aglomerado de moléculas) para uma matéria animada, uma matéria viva. Como se dá sem uma interferência divina?. Houve uma transição uma grande complexificação?.

Descobriram que era vantajoso (tentativa e erro) serem autossuficientes pegando energia do meio ambiente, ou seja, metabolizando esta energia e criando a capacidade de se reproduzir.

O que seria a Vida? Qual a definição da Vida?

Vida sob ponto de vista biológico, é essencialmente um network, uma rede de reações químicas autossustentáveis, capaz de metabolizar a energia que retiram do meio ambiente e tem capacidade de reprodução segundo a teoria da evolução (NASA).

A vida passou a ser unicelular (3,5 bilhões de anos) para um big bang (aproximadamente 520 milhões de anos) na terra onde houve uma transição para organismos multicelulares mais complexos derivando posteriormente para seres cognitivamente inteligentes.

A função da vida não é criar inteligência. A função da vida é criar condições de sobrevivência. Ou seja, se uma forma de vida está perfeitamente adaptada ao ambiente, ela não muda. A regra para mudar é a adaptação, para sobreviver.

Os elementos essenciais para a vida são: a existência de Carbono (que se combina bem com quase todos os elementos) e a água, que é o fluido (meio) onde se dão as reações e combinações físicas e químicas que possibilitaram a existência da vida. Segundo os cientistas os elementos fundamentais para a existência de vida, são conhecidos pela CHON (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio). Sem estes elementos combinados, num planeta que tem a temperatura adequada (a distância do Sol, permite que não seja quente demais, nem frio demais), além a existência de atmosfera, possibilitou o desenvolvimento da vida.

A terra tem uma porção de proteções para facilitar o desenvolvimento e manutenção da vida. Exemplo a existência de uma Lua pesada, o eixo de rotação da Terra, a gravidade, o campo magnético protegendo da radiação do espaço. A vida, como processo de evolução e mutações por seleção natural, é uma característica única da terra.

O essencial é invisível aos olhos. A Ciência nos mostra fragmentos dessa realidade invisível. Neste exato momento por exemplo, apesar de não “vermos” e nem “sentirmos”, há milhões de ondas eletromagnéticas, raios ultra violetas, radiações de toda espécie atravessando nosso corpo sem percebermos. Só de neutrino[1] se calcula que somos atravessados por 1 trilhão desta partícula subatômica por segundo!!! Todavia são invisíveis aos nossos fracos sentidos!!!, Precisamos de aparelhos para poder decifrar ou captar essas ondas e transformá-las em alguma interação (som, imagem, sensação térmica, gosto, etc.) para poder entende-las como real. Por exemplo um celular que capta as ondas eletromagnéticas emitidas a partir de um satélite e uma antena, passando por um receptor, convertido em onda sonora que ativa nosso ouvido pela vibração e o nosso cérebro o interpreta como um som, uma palavra, etc; a partir do qual damos um “sentido de realidade”.

É assim também o microscópio[2], que inventado no século XVII, permitiu ao homem entender e “enxergar” que havia uma vida microscópica intensa, até aquele momento desconhecida e apenas hipotética. Foi a partir desse instrumento que descobrimos a existência de bactérias, cuja população em cada ser humano, contam-se aos bilhões. Um verdadeiro universo aparte.

Também a invenção do telescópio[3], desenvolvido igualmente no século XVII, permitiu “enxergar” o Cosmos e entender a origem da vida, a partir da interpretação do Universo. O homem passou perceber que a terra era apenas um planeta em meio a trilhões de trilhões, um ponto minúsculo no Universo em expansão. Deve ter sido uma situação muito chocante para àqueles homens terem descoberto a imensidão do Cosmos em detrimento de sua pequenez. Todas as guerras, as disputas, os sentimentos, os orgulhos, os feitos, as conquistas humanas, pareceram completamente menores e insignificantes, frente a esta.

Apenas em 1924 Edwin Powell Hubble descobriu que existiam bilhões (figuras 1, 2 e 3) de galáxias no Universo e não apenas uma, como se pressupunha. A maioria absoluta das galáxias tem bilhões de estrelas, e cada uma dessas estrelas tem planetas girando em torno delas. A via láctea tem 200 bilhões de estrelas. Por coincidência o número de neurônios em nosso cérebro é de 100 bilhões. Se essas estrelas têm planetas e luas, existem trilhões de mundos só um nossa Galáxia. Agora, multiplique-se esses trilhões de mundos pelos bilhões de galáxias, então teremos uma dimensão astronômica do tamanho do universo. Outra característica é que cada mundo é diferente, assim como somos diferentes (unos) em relação aos outros seres humanos. A terra é um planeta único, podem existir planetas com propriedades semelhantes, mas a terra é única. O universo é uma entidade em expansão, ela é dinâmica, não estática (conforme descoberto em 1929).

Passamos a entender melhor as leis herméticas[4], estudadas na Maçonaria, a partir das descobertas científicas. Aquilo que era um “sentimento” ou uma “hipótese”, formuladas pelas chamadas ciências ocultas, passam a ser verdades. Por exemplo a Lei da Correspondência: "Aquilo que está embaixo é como aquilo que está em cima, aquilo que está em cima é como aquilo que está embaixo". Tudo inicia num ponto (Big Bang - se estima que toda a matéria estava concentrada num ponto do tamanho menor do que um grão de arroz, e por volta de 13,6 bilhões de anos iniciou a se expandir). Se formos ao Micro Cosmos, veremos que a nosso conhecimento termina também num ponto, que são as partículas sub atômicas. Então, tudo o que tem embaixo tem encima, ou seja, toda a matéria de que somos formados, é a mesma matéria que constitui o Universo inteiro. Aliás, de acordo com as descobertas científicas, toda a matéria do Universo, incluindo a matéria que está neste momento teclando este artigo, foi constituída no momento seguinte ao Big Bang. O que varia é a forma como ela se agrega e se estrutura, formando novos elementos. Por sinal 75% da Matéria do Universo é formada por Hidrogênio (1 próton e 1 elétrons), 24% é Hélio (2 prótons no Núcleo, 2 neutros e 2 elétrons) e 1% da Matéria é o resto.

Outro princípio formulado pelo Hermetismo e do qual vamos abordar é a Lei da Vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra". Somos compostos de átomos, com elétrons, que além de interagir com outras partículas pela força eletromagnética, também interage pela força nuclear fraca, onde normalmente vem acompanhado do seu neutrino associado. Sua antipartícula é o posítron, com a mesma massa, mas carga positiva. O elétron é uma partícula elementar; isso significa que não apresenta uma subestrutura - pelo menos não foi comprovado até agora. Por isso, pode ser representado por um ponto, ou seja, sem extensão espacial. Entretanto, nas cercanias de um elétron, pode-se medir variações na sua massa e na sua carga elétrica. Este é um efeito comum a todas as partículas elementares: a partícula influi nas flutuações do vácuo que o cerca, de forma que as propriedades observadas de maior distância são a soma das propriedades da partícula mais as causadas pelo efeito do vácuo que a rodeia. “Tudo é Vibração”, o “Universo Vibra”. A diferença entre os seres animados e inanimados é a composição atômica e molecular. Nada mais. É realidade invisível.

O misticismo e, principalmente, a Religião (de “Religare” ou religar o homem à divindade) se desenvolveram a partir da “sensação” de que havia sim uma “realidade invisível”, que não era palpável, mas que a consciência humana detectava como existente. Quanto mais mistério (falta de explicação racional) maior era o misticismo. Onde há segredo, há mistério; onde há mistério, há mística; onde há mística, há religião; onde há religião, há dogma; onde há dogma, há verdade oculta. O mistério só se revela para os que buscam responder os segredos com verdades e não com dogmas.

Também, a consciência da existência, trouxe ao homem a angustia da própria existência. As perguntas sobre o que possa ser a vida, qual o seu destino, a questão da finitude, sempre inquietaram o homem. Por isso, vê-se já nos primeiros hominídeos, a necessidade de se voltar para os deuses, de enterrar seus mortos com cerimônias fúnebres voltadas para facilitar a entrada num outro plano (incerto para ele, mas sentido através de suas elevadas consciências). Os fenômenos naturais incompreensíveis também angustiavam o homem (o Sol nascendo e se pondo, a Lua e seus ciclos, o trovão, as marés, os cometas, os eclipses, a natureza, o rio, o mar, etc). Ali havia mística, e por conseguinte, religião (dogma).

É o que alguns autores chamam de deus das lacunas. A religião como uma tentativa de interpretar a realidade, onde não há explicação científica. Na medida que essas lacunas vão sendo preenchidas por conhecimento científico, a mística desaparece, a religião dogmática passa a não ter mais sentido (por exemplo a questão do criacionismo versus evolucionismo) e o homem passa a entender melhor, pela razão, a sua existência e a existência das coisas, visíveis ou invisíveis.

Nós Maçons, como livres pensadores, devemos entender isso. Não cabe em nossa filosofia o dogma da religião (apesar de aceitarmos todos os credos em nosso meio). Somos livres para escolher o caminho que entenderemos mais adequado para viver. Escolher nossas concepções. Mas a própria filosofia maçônica nos induz ao estudo da ciência com esse propósito claro. Afastar o dogma, o mistério, o misticismo e entender a nossa existência à luz da Verdade.

Os Filósofos Gregos passaram a buscar explicações com o uso da Razão, ao invés de explicações místicas (criar mitos). Nos primórdios da civilização reinava o misticismo. Por volta de 600 anos antes de cristo, o Mundo deu uma acordada, não se sabe ao certo porque. Na Grécia inventou-se a Filosofia, na Índia apareceu o Buda, na China apareceu Lao Tse (Taoismo[5]) e o Confúcio (Confucionismo), no Oriente Médio os Profetas e Jesus, tentando explicar os porquês. Como a filosofia pode ajudar a ter uma vida melhor, a ser mais feliz, a ter uma vida mais correta.

Desenvolveu-se o conceito de moral, tão utilizado pela filosofia maçônica, como um meio, um caminho à auto realização e a fazer com que tenhamos, nós e a humanidade, uma existência melhor e mais feliz. O conceito de um Criador Incriado, ao qual denominamos Grande Arquiteto do Universo, ultrapassa o conceito do Deus cristão, ou de outras divindades definidas pelas mais diferentes religiões. Certo é que, pelas suas origens, forjadas na religião Católica, muitas vezes se confunde com o próprio conceito do Deus Bíblico. Mas dependente de credo, o qual respeito, o Grande Arquiteto do Universo é isto mesmo: um Arquiteto que forjou o Universo!!!! Muito claro. Apesar de toda a evolução da ciência humana, a nossa percepção do Universo é ínfima, é atômica. Talvez nunca cheguemos a verdadeira concepção de tudo o que ela representa. Assim, num processo de simplificação necessária à nossa mente imperfeita e ainda desenvolvida parcialmente, a ideia de um Princípio Criador, uma força superior que deu o “starter” a tudo o que conhecemos ou não, se faz imprescindível.

A ciência fala essencialmente do “como” e não do “por que”. Nós continuaremos buscando o porquê. Atrás do porquê, possivelmente encontraremos a resposta de muitas de nossas perguntas fundamentais. E nelas, encontraremos a Verdade, e na Verdade encontraremos a resposta sobre o Grande Arquiteto do Universo.

E isto não é apenas um exercício de retórica, senão vejamos. A ciência, por exemplo, explica como se deu o Big Bang e como está se dando a expansão do Universo. Além de explicar (o que poderia ser apenas uma hipótese), mostra (ver figura 3. Também explica que tudo o que compõe este gigante Universo (ou os vários Universos que coexistem, na Teoria do Multiverso[6]) foi originário da partícula inicial, primeira, e que todos os elementos são presentes em qualquer parte do Universo. Custa acreditar que o mesmo átomo de hidrogênio que tenho no meu corpo, seja o que existe em trilhões de trilhões de estrelas e planetas do Universo. Mas é assim!!!. Também explica que o macro e o micro cosmos são exatamente iguais, tem as mesmas propriedades químicas e físicas. Etc, etc.

Porem...

Não explica como se deu este processo e nem porquê. Quem disparou o gatilho do Big Bang e qual foi o propósito?? Porque evoluímos de um organismo unicelular (que viveu imutável durante mais de 3 bilhões de anos) para um organismo multicelular, complexo, e posteriormente, para nós humanos, com raciocínio cognitivo e com a angustia da própria consciência da existência??

Uma coisa é certa: Nossa missão é viver no período que vai da parteira ao coveiro. Esta é a única certeza de existência. E precisamos fazer com que esta existência seja a melhor possível, ou seja, que possamos ser felizes e fazer felizes a todos àqueles que interagem e convivem conosco.

Além disso, nós Humanidade, conjunto de moléculas evoluídas, que somos capazes de raciocinar sobre a própria existência, como seres conscientes, manifestação extremadamente rara da Vida, temos a missão primaz de sermos guardiões da vida e do planeta terra a todo custo. Nada é mais importante do que a preservação da Vida. Desta forma, possibilitaremos que este milagre chamado VIDA possa ser garantido para as futuras gerações.

Preservação=> Menos Água, Menos Lixo e Menos Energia


 Fig 1

 Fig 2

Fig 3

Fig 4



[1] O neutrino é uma partícula subatômica sem carga elétrica e que interage com outras partículas apenas por meio da interação gravitacional e da fraca (duas das quatro interações fundamentais da Natureza, ao lado da eletromagnética e da forte) . É conhecido por suas características extremas: é extremamente leve (algumas centenas de vezes mais leve que o elétron), existe com enorme abundância (é a segunda partícula mais abundante do Universo conhecido, depois do fóton) e interage com a matéria de forma extremamente débil (cerca de 65 bilhões de neutrinos atravessam cada centímetro quadrado da superfície da Terra voltada para o Sol a cada segundo).
[2] O microscópio é um aparelho utilizado para visualizar estruturas minúsculas como as células. Acredita-se que o microscópio tenha sido inventado em 1590 por Hans Janssen e seu filho Zacharias, dois holandeses fabricantes de óculos.3 Tudo indica, porém, que o primeiro a fazer observações microscópicas de materiais biológicos foi o neerlandês Antonie van Leeuwenhoek4 (1632 - 1723).Os microscópios de Leeuwenhoek eram dotados de uma única lente, pequena e quase esférica. Nesses aparelhos ele observou detalhadamente diversos tipos de material biológico, como embriões de plantas, os glóbulos vermelhos do sangue e os espermatozoides presentes no sêmen dos animais. Foi também Leeuwenhoek quem descobriu a existência dos micróbios, como eram antigamente chamados os seres microscópicos, hoje conhecidos como microorganismos.
[3] Costuma-se dizer que Hans Lippershey, um fabricante de lentes neerlandês, construiu em 1608 o primeiro instrumento para a observação de objetos à distância: o telescópio. O conceito que desenvolveu era a utilização desse tubo com lentes para fins bélicos e não para observações do céu. A notícia da construção do tubo com lentes por Lippershey espalhou-se rapidamente e chegou até o astrónomo italiano Galileu Galilei, que, em 1609, apresentou várias versões do aparelho feitas por ele mesmo a partir de experimentações e polimento de vidro. Galileu logo apontou o telescópio para o céu noturno, sendo considerado o primeiro homem a usar o telescópio para investigações astronómicas. O telescópio de Galileu também é conhecido por luneta. Galileu, utilizando seu instrumento óptico, descobriu diversos fenômenos celestes, entre os quais as manchas solares, as crateras e o relevo lunar, as fases de Vênus, os principais satélites de Júpiter, e a natureza da Via Láctea como a concentração de incontáveis estrelas, iniciando assim uma nova fase da observação astronômica na qual o telescópio passou a ser o principal instrumento, relegando ao esquecimento os melhores instrumentos astronômicos da antiguidade (astrolábios, quadrantes, sextantes, esferas armilares, etc.). As descobertas de Galileu forneceram evidências muito fortes aos defensores do sistema heliocêntrico de Copérnico. Pouco tempo depois de Galileu, Johannes Kepler descrevia a óptica das lentes (ver "Astronomiae Pars Optica" e "Dioptrice"), incluindo um novo tipo de telescópio astronómico com duas lentes convexas (um princípio muitas vezes referido como telescópio de Kepler).
[4] Hermetismo é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia associados a escritos atribuídos a Hermes Trismegisto, "Hermes Três-Vezes-Grande", uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth. Os escritos mais importantes atribuídos a Hermes são a Tábua de Esmeralda e os textos do Corpus Hermeticum. Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Levi. No século XX foi estudada por Franz Bardon, entre outros.
[5] O taoísmo, também chamado daoismo e taoísmo, é uma tradição filosófica e religiosa originária da China que enfatiza a vida em harmonia com o Tao (romanizado atualmente como "Dao"). O termo chinês tao significa "caminho", "via" ou "princípio", e também pode ser encontrado em outras filosofias e religiões chinesas. No taoísmo, especificamente, o termo designa a fonte, a dinâmica e a força motriz por trás de tudo que existe. É, basicamente, indefinível: "O Tao do qual se pode discorrer não é o eterno Tao."3 A principal obra do taoísmo é o Tao Te Ching, um livro conciso e ambíguo que contém os ensinamentos atribuídos a Lao Zi (Lao Tzu). Juntamente com os escritos de Zhuangzi, estes textos formam os alicerces filosóficos do taoísmo. Este taoísmo filosófico, individualista por natureza, não foi institucionalizado. Ao longo do tempo, no entanto, foram sendo criadas formas institucionalizadas do taoísmo na forma de diferentes escolas que, frequentemente, misturaram crenças e práticas que antecediam até mesmo os textos-chave do taoísmo - como, por exemplo, as teorias da Escola dos Naturalistas, que sintetizaram conceitos como o do yin-yang e o dos cinco elementos religiões reconhecidas pela República Popular da China e, embora não costume ser compreendida com facilidade longe de suas raízes asiáticas, tem seguidores em diversas sociedades ao redor do mundo.

[6] Multiverso (ciência): a teoria das cordas, estudos sobre a enigmática matéria escura e os resultados obtidos sobre a expansão crescente e sem retorno do nosso universo parecem exigir uma resposta que rompe com um paradigma fundamental - o universo é infinito e nele tudo está contido. A teoria do multiverso traz o sentido no nome: existiriam infindáveis universos numa espécie de queijo de energia quântica, onde bolhas se formam e somem sem parar. O nosso universo seria um deles.
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